<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118</id><updated>2012-01-29T07:13:46.878-08:00</updated><title type='text'>Habitação social-urbanismo</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>341</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-3344364832102117817</id><published>2012-01-29T07:09:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T07:13:46.891-08:00</updated><title type='text'>CIDADES BRASILEIRAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-sd5rhczcud4/TyVh4EfTCpI/AAAAAAAAAgk/rBMaLwmowR4/s1600/imagesCA5X81P8.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 176px; height: 142px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-sd5rhczcud4/TyVh4EfTCpI/AAAAAAAAAgk/rBMaLwmowR4/s400/imagesCA5X81P8.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703072119040182930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CIDADES BRASILEIRAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terror imobiliário ou a expulsão dos pobres do centro de São Paulo&lt;br /&gt;O modelo é contra os pobres que estão longe de constituírem minoria em nossa sociedade. O modelo quer os pobres fora do centro de São Paulo. Isso é óbvio. O que não parece ser óbvio é que, em última instância, a determinação disso tudo é econômica. A centralidade é a produção do espaço urbano e a mola propulsora, a renda imobiliária. E depois dizem que Marx está morto. &lt;br /&gt;Ermínia Maricato&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dificilmente, durante nossa curta existência, assistiremos disputa mais explícita que esta, que opõe prefeitura e Câmara Municipal de São Paulo (além do governo estadual), que representam os interesses do mercado imobiliário, contra os moradores e usuários pobres, pelo acesso ao centro antigo de São Paulo. Trata-se do único lugar na cidade onde os interesses de todas as partes (mercado imobiliário, prefeitura, Câmara Municipal, comerciantes locais, movimentos de luta por moradia, moradores de cortiços, moradores de favelas, recicladores, ambulantes, moradores de rua, dependentes químicos, e outros) estão muito claros, e os pobres não estão aceitando passivamente a expulsão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No restante da cidade, como em todas as metrópoles brasileiras, um furacão imobiliário revoluciona bairros residenciais e até mesmo as periferias distantes, empurrando os pobres para além dos antigos limites, insuflado pelos recursos do Minha Casa Minha Vida no contexto de total falta de regulação fundiária/imobiliária ou, em outras palavras, de planejamento urbano por parte dos municípios. A especulação corre solta, auxiliada por políticas públicas que identificam valorização imobiliária como progresso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do silêncio (ou protestos pontuais) que acompanha essa escandalosa especulação que, a partir de 2010, levou à multiplicação dos preços dos imóveis, em todo o país, no centro de São Paulo, foi deflagrada uma guerra de classes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não faltaram planos para recuperar o centro tradicional de São Paulo. Desde a gestão do prefeito Faria Lima, vários governos defenderam a promoção de moradia pública na região. Governos tucanos apostaram em estratégias de distinção local por meio de investimento na cultura (como demonstraram muitos trabalhos acadêmicos) Vários museus, salas de espetáculo, centros culturais, edifícios históricos, foram criados ou renovados. No entanto, o mercado imobiliário nunca respondeu ao convite dos diversos governos, de investir na região, seja para um mercado diferenciado, seja para habitação social como pretenderam os governos Erundina e Marta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras localizações (engendradas pelas parcerias estado/capital privado, como demonstrou Mariana Fix) foram mais bem sucedidas como foi o caso da região Berrini/Águas Espraiadas. Outro fator que inibiu a entrada mais decisiva dos empreendedores no centro foi a reduzida dimensão dos terrenos. O mercado imobiliário busca terrenos amplos que permitam a construção de uma ou de várias torres- clube, padrão praticamente generalizado atualmente no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, há os pobres - com toda a diversidade já exposta - cuja proximidade desvaloriza imóveis novos ou reformados, coerentemente com os valores de uma sociedade que além de patrimonialista (e por isso mesmo) está entre as mais desiguais do mundo. Aceita-se que os pobres ocupem até áreas de proteção ambiental: as Áreas de Proteção dos Mananciais (são quase 2 milhões de habitantes apenas no sul da metrópole), as encostas do Parque Estadual da Serra do Mar, as favelas em áreas de risco, mas não se aceita que ocupem áreas valorizadas pelo mercado, como revela a atual disputa pelo centro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os planos das várias gestões municipais para o centro não deslancharam (leia-se: não interessaram ao mercado imobiliário), os serviços públicos declinaram (o acúmulo de lixo se tornou regra), num contexto já existente de imóveis vazios e moradia precária. O baixo preço do metro quadrado afastou investidores e, mais recentemente, nos últimos anos... também o poder público. Nessa área assim “liberada” e esquecida pelos poderes públicos, os dependentes químicos também se concentraram. No entanto a vitalidade do comércio na região, que inclui um dos maiores centros de venda de computadores e artigos eletrônicos da América Latina, não permite classificar essa área como abandonada, senão pelo falta de serviços públicos de manutenção urbana e políticas sociais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frente a isso, a gestão do prefeito Kassab deu continuidade ao projeto NOVA LUZ, iniciado por seu antecessor, José Serra, e vem se empenhando em retirar os obstáculos que afastam o mercado imobiliário de investir na área. Estão previstos a desapropriação de imóveis em dezenas de quadras e o remembramento dos lotes para constituírem grandes terrenos de modo a viabilizar a entrada do mercado imobiliário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A retomada de recursos de financiamento habitacional com o MCMV, após praticamente duas décadas de baixa produção, muda completamente esse quadro. Os novos lançamentos do mercado imobiliário passam a cercar a região. Vários bairros vizinhos, como a Barra Funda, apresentam um grande número de galpões vazios em terrenos de dimensões atraentes. A ampliação de outro bairro vizinho, Água Branca, vai se constituir em um bairro novo . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, o mercado imobiliário e a prefeitura lançam informalmente a ideia de uma fantástica operação urbana que irá ladear a ferrovia começando no bairro da Lapa e estendendo-se até o Brás. O projeto inclui a construção de vias rebaixadas. Todos ficam felizes: empreiteiras de construção pesada, mercado imobiliário, integrantes do executivo e legislativo (que garantem financiamento para suas campanhas eleitorais) e a classe média que ascendeu ao mercado residencial com os subsídios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Projeto Nova Luz parece ser a ponta de lança dessa gigantesca operação urbana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda resta um obstáculo a ser removido: os pobres que se apresentam sobre a forma de moradores dos cortiços, moradores de favelas, dependentes de droga, moradores de rua, vendedores ambulantes... Com eles ali, a taxa de lucro que pode ser obtida na venda de imóveis não compensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas ações não deixam dúvida sobre as intenções de quem as promove. Um incêndio, cujas causas são ignoradas, atingiu a Favela do Moinho, situada na região central ao lado da ferrovia. Alguns dias depois, numa ação de emergência, a prefeitura contrata a implosão de um edifício no local sob alegação do risco que ele podia oferecer aos trens que passam ali (enquanto os moradores continuavam sem atendimento, ocupando as calçadas da área incendiada). Em seguida os dependentes químicos são literalmente atacados pela polícia sem qualquer diálogo e sem a oferta de qualquer alternativa. (Esperavam que eles fossem evaporar?). Alguns dias depois vários edifícios onde funcionavam bares, pensões, moradias, são fechados pela prefeitura sob alegação de uso irregular. (O restante da cidade vai receber o mesmo tratamento? Quantos usos ilegais há nessa cidade?). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O centro de São Paulo constitui uma região privilegiada em relação ao resto da cidade. Trata-se do ponto de maior mobilidade da metrópole, com seu entroncamento rodo-metro- ferroviário. A partir dali, pode-se acessar qualquer ponto da cidade o que constitui uma característica ímpar se levarmos em conta a trágica situação dos transportes coletivos. Trata-se ainda do local de maior oferta de emprego na região metropolitana. Nele estão importantes museus e salas de espetáculo, bem como universidades, escolas públicas, equipamentos de saúde, sedes do judiciário, órgãos governamentais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas para dar uma ideia da expectativa em relação ao futuro da região está prevista ali uma Escola de Dança, na vizinhança da Sala São Paulo, cujo projeto, elaborado por renomados arquitetos suíços – autores do arena esportiva chinesa “Ninho de Pássaro” - custou a módica quantia de R$ 20 milhões de acordo com informações da imprensa. É preciso lembrar ainda que infraestrutura local é completa: iluminação pública, calçamento, pavimentação, água e esgoto, drenagem como poucas localizações na cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de um patrimônio social já amortizado por décadas de investimento público e privado. A disputa irá definir quem vai se apropriar desse ativo urbano e com que finalidade. A desvalorização de tal ambiente é um fenômeno estritamente ou intrinsecamente capitalista, como já apontou David Harvey analisando outros processos de “renovação” de centros de cidades americanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta pela Constituição Federal de 1988 e a regulamentação de seus artigos 182 e 183, que gerou o Estatuto da Cidade, se inspirou, em parte, na possibilidade de utilizar imóveis vazios em centros urbanos antigos para moradia social. Nessas áreas ditas “deterioradas” está a única alternativa dos pobres vivenciarem o “direito à cidade” pois de um modo geral, eles são expulsos para fora da mesma. Executivos e legislativos evitam aplicar leis tão avançadas. O judiciário parece esquecer-se de que o direito à moradia é absoluto em nossa Carta Magna enquanto que o direito à propriedade é relativo, à função social. (Escrevo essas linhas enquanto decisão judicial autorizou o despejo –que se fez de surpresa e de forma violenta- de mais de 1.600 famílias de uma área cujo proprietário – Naji Nahas - deve 15 milhões em IPTU, ao município de São José dos Campos. Antes de mais nada, é preciso ver se ele era mesmo proprietário da terra, já que no Brasil, a fraude registraria de grandes terrenos é mais regra que exceção, e depois verificar se ela estava ou não cumprindo a função social). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvio, que o caso que nos ocupa aqui mostra a falta de compaixão, de solidariedade, de espírito público. Crianças moram em péssimas condições nos cortiços, em cômodos insalubres, dividem banheiros imundos com um grande número de adultos (quando há banheiros). Com os despejos violentos são remetidas para uma condição ainda pior de moradia pelo Estado que , legalmente, deveria responder pela solução do problema. Num mundo com tantas conquistas científicas e tecnológicas, dependentes químicos são tratados com balas de borracha e spray de pimenta para se dispersarem. Um comércio dinâmico, formado por pequenas empresas e ambulantes, que poderia ter apoio para a sua legalização, organização e inovação é visto como atrasado e indesejável. O modelo perseguido é o do shopping center, o monopólio, e não o pequeno e vivo comércio de rua ou o boteco da esquina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modelo é contra os pobres que estão longe de constituírem minoria em nossa sociedade. O modelo quer os pobres fora do centro como anunciou o jornal Brasil de Fato. Tudo isso é óbvio. O que não parece ser óbvio é que, em última instância, como diria Althusser, a determinação disso tudo é econômica. A centralidade é a produção do espaço urbano e a mola propulsora, a renda imobiliária. E depois dizem que Marx está morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ermínia Maricato é urbanista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: &lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5427"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5427&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-3344364832102117817?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/3344364832102117817/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=3344364832102117817' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/3344364832102117817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/3344364832102117817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2012/01/cidades-brasileiras.html' title='CIDADES BRASILEIRAS'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-sd5rhczcud4/TyVh4EfTCpI/AAAAAAAAAgk/rBMaLwmowR4/s72-c/imagesCA5X81P8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-3670929863572644742</id><published>2012-01-28T15:55:00.000-08:00</published><updated>2012-01-28T15:57:17.752-08:00</updated><title type='text'>Manifesto de São Paulo</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O Manifesto de São Paulo&lt;br /&gt;Stefano Boeri&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.saopaulocalling.org/about/manifesto"&gt;http://www.saopaulocalling.org/about/manifesto&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Promovido pela Secretaria Municipal de Habitação da cidade de São Paulo, a Jornada da Habitação (Sao Paulo Calling) é um projeto que se desenvolverá entre os meses de janeiro e junho de 2012, e que se propõe a debater as políticas desenvolvidas pela cidade de São Paulo e outras implantadas e metrópoles localizadas em diferentes e distantes partes do planeta, que enfrentam os mesmos problemas relacionados aos assentamentos informais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante seis meses, uma mostra itinerante analisará as características, as diferenças e as causas dos assentamentos informais de Roma, Nairobi, Medellin, Mumbai, Moscou e Bagdá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, seis laboratórios, que se manterão em São Paulo, nos bairros de São Francisco, Cantinho do Céu, Bamburral, Heliópolis, Paraisópolis e no centro, vão realçar as experiências práticas e diretas da vida dos moradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convencidos de que, a consciência coletiva das necessidades destes assentamentos informais e a auto-organização empresarial, seja o primeiro aspecto a ser considerado e incentivado para uma política pública urbana eficaz, a cada mês uma favela de São Paulo sediará palestras e debates com a participação de convidados internacionais, e dos moradores do bairro. Ao mesmo tempo, serão promovidas atividades como a feira de rua, festas, shows de música e torneios de futebol, não somente para aproximar os que falam sobre a cidade daqueles que vivem na cidade, mas também porque os três milhões de pessoas que vivem em assentamentos informais são protagonistas ativos das transformações e das teorizações que ali acontecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os laboratórios e as pesquisa que fazem parte do projeto São Paulo Calling destacarão temas importantes, comuns aos assentamentos informais presentes hoje no mundo, que podem ser resumidos em onze pontos de um primeiro esboço de manifesto. (1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) As favelas são cidades&lt;br /&gt;3.000.000 de pessoas vivem em assentamentos precários na cidade de São Paulo. 8.000.000 de pessoas vivem nas favelas de Mumbai; e, 2.500.000 de pessoas nas áreas pobres de Nairobi. Os assentamentos informais não são um corpo estranho, apartado; ao contrário, são uma importante parte da cidade contemporânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) As favelas são rápidas&lt;br /&gt;A cidade informal cresce rapidamente, as vezes mais do que a capacidade da administração pública em planejar o seu desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) As favelas são necessárias&lt;br /&gt;Em vários países, os assentamentos informais são a principal forma de acesso à vida urbana de milhares de migrantes e camponeses. Territorio para onde se dirige um fluxo incontrolável de urbanização que todos os anos movem milhões de habitantes do planeta, do campo para as cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) As favelas são pequenas cidades&lt;br /&gt;Muitas vezes distantes do centro, as favelas são sistemas autônomos, distintos, transformando o sistema urbano ao qual pertencem em uma unidade composta de “várias pequenas cidades”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) As favelas nunca são iguais&lt;br /&gt;Cada favela tem sua característica, sua linguagem, sua atividade, sua música, seu ritual e suas aspirações. Cada uma delas, segue sua lógica de organização e de identidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) As favelas são áreas urbanas dinâmicas de produção e comércio&lt;br /&gt;Nas favelas, as necessidades de sobrevivência e a ausência de restrições e regulamentos podem incentivar o desenvolvimento generalizado de pequenas empresas artesanais e de serviços ao cidadão, que substituem o welfare público e alimentam um mercado particular de produtos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7) As favelas representam um modelo auto-organizado&lt;br /&gt;de economia do conhecimento Nas favelas pode se viver com pouco e optar por aprender. Cada ideia pode tornar-se um ofício e a criatividade produz economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8) As favelas representam um novo modelo de urbanização e sociabilidade&lt;br /&gt;Os assentamentos informais têm uma estrutura física única, composta de milhares de pequenas construções edificadas em clusters. Uma estrutura compacta, pequena, intimista, onde cada canto é vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intimidade significa que todo mundo sabe da vida de todos, ter intimidade com seus vizinhos para os bons e maus momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9) As favelas são um espaço ideal para a organização&lt;br /&gt;de grupos legais e ilegais As favelas são o território para a implantação de organizações de todo tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Religiosas, comerciais, de serviços, culturais, às vezes, organizações criminais vinculadas ao tráfico de drogas. Essas organizações informais podem aumentar o grau de auto proteção nos assentamentos informais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10) As favelas continuam a mudar&lt;br /&gt;As favelas estão em contínua mutação e evolução. Se modificam e crescem, atendendo as exigências dos indivíduos e das famílias que ali moram. Revelam uma história de desenvolvimento fundamental, que é configurado através da biografia de cada migrante, cada família, cada comunidade que nela vive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11) Uma cidade viral&lt;br /&gt;As favelas são uma cidade ecológica, que não mudam nunca o território de forma irreversível. Mas são também “cidades viral”, onde todos os espaços livres são ocupados o que transforma a paisagem em uma natureza bio-humana: cada espaço é ocupado, não existem lacunas em que a cidade possa desacelerar, respirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As favelas são, portanto, uma parte essencial da cidade contemporânea. Os assentamentos informais não são temporários, mas descrevem uma parte da cidade já existente. Arquitetura, redes sociais e as atividades econômicas são irremediavelmente envolvidas, como as raízes e os ramos de uma floresta. Melhorá-los não significa pensar um novo modelo de cidade, mas ajudar um ramo a crescer para que os outros também cresçam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;1 Os pontos deste Manifesto, são resultado da colaboração entre Stefano Boeri e Urbz (Mumbai), acrescido da contribuição da Secretaria Municipal de Habitação da cidade de São Paulo e, dos pesquisadores envolvidos no Projeto SP Calling.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-3670929863572644742?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/3670929863572644742/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=3670929863572644742' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/3670929863572644742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/3670929863572644742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2012/01/manifesto-de-sao-paulo.html' title='Manifesto de São Paulo'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-4919012895844982679</id><published>2012-01-06T11:40:00.000-08:00</published><updated>2012-01-06T11:44:23.097-08:00</updated><title type='text'>Da Vila Operária de Marechal Hermes ao Minha Casa Minha Vida</title><content type='html'>Artigo: Da Vila Operária de Marechal Hermes ao Minha Casa Minha Vida&lt;br /&gt;Nabil Bondukii*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo publicado originalmente em 07/05/2011, no Globo Online&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma cidade brasileira expressa tão bem como o Rio de Janeiro a trajetória da produção habitacional promovida pelo poder público. Em 1911, há um século, o primeiro conjunto habitacional promovido pelo governo federal começou a ser planejado em Marechal Hermes, no subúrbio carioca. Foi um projeto solitário de um período em que o Estado liberal não intervinha na produção e locação da moradia, consideradas uma questão de mercado. Talvez por isso, suas obras ficaram paralisadas por décadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a Revolução de 1930, a habitação passou a ser tratada como uma questão social. O presidente Getúlio Vargas decretou a Lei do Inquilinato, facilitou o acesso ao lote próprio e iniciou uma significativa produção de conjuntos residenciais, através das Caixas e Institutos de Aposentadoria e Pensões e da Fundação da Casa Popular, primeiro órgão federal específico voltado para a produção da moradia popular. A implementação de uma política habitacional universal foi frustrada, mas a qualidade dos conjuntos era excepcional, com propostas urbanísticas de vanguarda, diversidade, adequada inserção urbana e valorização do espaço público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No livro “Pioneiros da Habitação Social no Brasil”, que estamos organizando e será lançado no segundo semestre, essa produção foi inventariada e analisada em profundidade. O Rio de Janeiro foi palco privilegiado dessa ação, concentrando mais de um terço das unidades produzidas no país. Dentre os muitos conjuntos com interesse arquitetônico e urbanístico construídos no Rio de Janeiro, se destacam Realengo, Olaria, Pedregulho, Penha, Paquetá e Deodoro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1964, com o Banco Nacional da Habitação (BNH), surge um sistema financeiro com fontes estáveis de recursos, como o FGTS e SBPE, até hoje em vigor. Os aspectos financeiros e a massificação da produção predominaram sobre a qualidade, gerando homogeneidade, desrespeito às diferenças regionais e culturais, despreocupação com a inserção urbana e os impactos ambientais. Sem subsídios diretos, o acesso dos mais pobres ao financiamento se inviabilizou; as favelas e os loteamentos periféricos foram o seu destino. Conjuntos habitacionais sem qualidade, indiferenciados, criaram a falsa ideia de que a habitação popular não podia ser compatível com uma boa arquitetura, apesar de algumas exceções, pouco valorizadas pelos estudiosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A extinção do BNH (1986), em um momento de crise econômica e de redemocratização das instituições políticas, representou a perda da capacidade de investimento do sistema financeiro da habitação e marcou o rompimento com os paradigmas e a centralização que orientou as ações governamentais desde os anos 1930. Estados e municípios tornaram-se protagonistas e introduziram diretrizes inovadoras, como o reconhecimento da cidade real, a participação da sociedade, a incorporação do mutirão e autogestão e novas lógicas de inserção urbana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de uma produção de pequena dimensão e muito desigual, recuperou-se a diversidade, qualidade do projeto arquitetônico e novas formas de inserção urbana. Algumas experiências municipais, como o programa de habitação social em São Paulo no governo Erundina (1989/1992) e o Programa Novas Alternativas, no Rio de Janeiro, criaram referências inovadoras, restabelecendo o vínculo entre arquitetura e habitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo sem distanciamento histórico, pode-se afirmar que o início do século XXI representou um momento de inflexão, marcado pela introdução do direito à habitação na Constituição (2000), Estatuto da Cidade (2001), criação do Ministério das Cidades (2003), do Fundo e do Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social (2005), com a formulação de uma nova política habitacional. O Plano Nacional de Habitação (Planhab) formulou em 2007-8 uma estratégia para equacionar o problema, propondo ações em quatro eixos estratégicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2007, o governo federal, através do PAC, criou o maior programa de urbanização de favelas da história do país; em 2008, o Programa Minha Casa Minha Vida colocou em prática as propostas do eixo financeiro do Planhab, mas deixou de lado os demais, como a política fundiária, retomando uma produção massiva. Apesar do esforço da Secretaria Nacional de Habitação, o problema continua a ser enfrentado, a semelhança do BNH, com a mera construção de unidades, desarticulada da política urbana e social. A preocupação com a qualidade urbana e arquitetônica está longe de ser prioritária, assim como a adequação do programa às características regionais e urbanas específicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do interesse histórico, revistar a produção habitacional pode ajudar na reflexão sobre como intervir no presente. Ao contrário de outros tempos, existe hoje um forte sistema financeiro, com subsídio, uma capacidade institucional superior a do passado, embora ainda insuficiente, e um setor produtivo estruturado. Nunca as condições foram tão propícias para se realizar uma produção massiva com qualidade arquitetônica e adequada inserção urbana, combatendo a especulação com a terra. O resgate da história dos conjuntos habitacionais no Rio de Janeiro e sua divulgação podem contribuir nessa perspectiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Arquiteto, professor da FAU-USP, autor do livro Origens da Habitação Social no Brasil&lt;br /&gt;Fonte: http://www.solucoesparacidades.com.br/sem-categoria/artigo-da-vila-operaria-de-marechal-hermes-ao-minha-casa-minha-vida&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-4919012895844982679?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/4919012895844982679/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=4919012895844982679' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/4919012895844982679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/4919012895844982679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2012/01/da-vila-operaria-de-marechal-hermes-ao.html' title='Da Vila Operária de Marechal Hermes ao Minha Casa Minha Vida'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-1759351531578914248</id><published>2012-01-05T04:40:00.000-08:00</published><updated>2012-01-05T04:41:34.731-08:00</updated><title type='text'>As enchentes e a falta de planejamento</title><content type='html'>As enchentes e a ‘falta de planejamento’&lt;br /&gt;Raquel Rolnik&lt;br /&gt;Fonte: http://colunistas.yahoo.net/colunistas/45/index.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verão no sudeste, tempo de chuvas. Sistematicamente, também, tempo de enchentes, casas desabando, pessoas desabrigadas e, às vezes, até mortes. Certamente, neste momento, se discutem soluções, se anunciam investimentos e novas regulações, se buscam culpados… Neste debate, a “falta de planejamento das cidades” sempre aparece como a grande responsável pelos desastres.&lt;br /&gt;As “ocupações irregulares precárias, que não obedecem à lei” e a “falta de fiscalização” aparecem como sinônimos dessa tal “falta de planejamento”. Como se tivéssemos um sistema de ordenamento territorial ótimo, mas que é desobedecido pelas classes sociais mais pobres, que ficam construindo favelas e ocupando locais indevidos. Se seguirmos essa lógica, imediatamente, identificamos os dois culpados pelas tragédias: os “invasores” e os “políticos”, que não fiscalizam. Nada mais equivocado e simplista!&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, porque no Brasil simplesmente não existe, nem nunca existiu, um sistema de ordenamento territorial. O que existem são regras setoriais (meio ambiente, patrimônio, urbanismo) que não dialogam entre si e, muito menos, com os sistemas de financiamento do desenvolvimento urbano. Os planos diretores que, teoricamente, deveriam cuidar desta tarefa de ordenar o território, ou são mera expressão dos interesses econômicos dos setores envolvidos diretamente na produção da cidade, ou simplesmente não regulam nem definem os investimentos em cidade nenhuma do país. Além do mais, os planos diretores são municipais, sendo que muitas das nossas cidades são aglomerados ou regiões metropolitanas.&lt;br /&gt;A expansão das cidades, ou seja, as novas áreas que vão sendo abertas para ocupação urbana, NUNCA foi planejada em nosso país. Os loteamentos foram sendo aprovados sempre no caso a caso, quando o proprietário da gleba decidia loteá-la. E nunca existiram programas ou recursos para que os municípios ou Estados produzissem ”cidade” antes de esta chegar.&lt;br /&gt;O que existem são recursos para construir casas, escolas, praças de esporte, investir em água e esgoto, mas nunca “tudo junto ao mesmo tempo agora”. Finalmente, quem pensa que ocupações de áreas não aptas para urbanizar, como várzeas de rios e encostas, são “privilégio” dos pobres, está enganado. Em muitas cidades (vejam a várzea do Tietê, em São Paulo) este é um modelo disseminado…&lt;br /&gt;No ano passado, logo após as chuvas que devastaram a região serrana do Rio de Janeiro, no início do ano, além de vários locais em Niterói e na cidade do Rio, em abril, a presidência da República encomendou aos ministérios uma Medida Provisória para tratar justamente do tema do ordenamento territorial. Em outubro, finalmente, o governo federal editou a Medida Provisória 547 (link), determinando a formulação de um cadastro nacional de municípios onde ocorreram eventos deste tipo nos últimos 10 anos, tornando obrigatório para os municípios cadastrados a realização de mapas de risco, planos de contingência e utilização de carta geotécnica para aprovação de loteamentos.&lt;br /&gt;A novidade mais interessante, entretanto, que vai além da questão do risco, é que TODOS os municípios serão obrigados a desenvolver um plano de expansão toda vez que ampliarem o seu perímetro urbano, criando uma nova zona urbana ou de expansão urbana. Nenhum loteamento poderá ser aprovado nesse novo perímetro enquanto não houver esse plano. Além de identificar as áreas de risco, esse plano precisa identificar também as áreas que devem ser protegidas do ponto de vista do patrimônio ambiental e cultural, definir todas as diretrizes e demarcar as áreas que serão utilizadas para a instalação de infraestrutura, sistema viário, equipamentos públicos etc. O plano precisa também prever zonas de habitação de interesse social nessas áreas.&lt;br /&gt;A iniciativa é importante? Sim, é fundamental! Entretanto, se não incidir em questões que hoje sabotam a existência de um sistema de ordenamento territorial, esta vai virar mais uma regulação inútil, emaranhada com as demais… e aí, dá-lhe mais enchentes e desabamentos!&lt;br /&gt;Colunista: Raquel Rolnik é arquiteta e urbanista, especializada em planejamento e gestão da terra urbana. Professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e Relatora Especial da ONU para o Direito à Moradia Adequada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://colunistas.yahoo.net/colunistas/45/index.html"&gt;http://colunistas.yahoo.net/colunistas/45/index.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-1759351531578914248?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/1759351531578914248/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=1759351531578914248' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/1759351531578914248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/1759351531578914248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2012/01/as-enchentes-e-falta-de-planejamento.html' title='As enchentes e a falta de planejamento'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-6948254661158464669</id><published>2011-12-26T08:53:00.000-08:00</published><updated>2011-12-26T09:05:29.519-08:00</updated><title type='text'>Entrevista sobre o último censo do IBGE que diz que o Brasil tem 11 milhoes em favelas</title><content type='html'>&lt;A href="http://4.bp.blogspot.com/-boIkNlT1SnU/TvinJ0WOncI/AAAAAAAAAgM/c08j8GplWgc/s1600/favela-brasil1.jpg"&gt;&lt;IMG style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 223px; CURSOR: hand" id=BLOGGER_PHOTO_ID_5690481916295159234 border=0 alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-boIkNlT1SnU/TvinJ0WOncI/AAAAAAAAAgM/c08j8GplWgc/s400/favela-brasil1.jpg"&gt;&lt;/A&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrevista com o Diretor da FAU Mackenzie Valter Caldana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; http://jovempan.uol.com.br/noticias/2011/12/como-tirar-11-milhoes-de-brasileiros-das-favelas.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-6948254661158464669?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/6948254661158464669/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=6948254661158464669' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/6948254661158464669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/6948254661158464669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2011/12/entrevista-sobre-o-ultimo-cendo-do-ibge.html' title='Entrevista sobre o último censo do IBGE que diz que o Brasil tem 11 milhoes em favelas'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-boIkNlT1SnU/TvinJ0WOncI/AAAAAAAAAgM/c08j8GplWgc/s72-c/favela-brasil1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-1342441459066017928</id><published>2011-12-08T14:31:00.000-08:00</published><updated>2011-12-08T14:32:23.366-08:00</updated><title type='text'>Custos da urbanização</title><content type='html'>OPINIÃO&lt;br /&gt;Custos da urbanização &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Investimentos em obras de infraestrutura urbana e na prestação de serviços públicos continuam sendo bancados quase que exclusivamente por recursos tributários &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Edésio Fernandes e Helena Dolabela Pereira - Juristas especializados em direito urbanístico&lt;/em&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto de 25/03/2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil ocupa hoje o terceiro lugar no ranking mundial de valorização imobiliária. O metro quadrado em Belo Horizonte está custando mais do que em Miami (EUA). Por um lado, o aumento exorbitante dos preços das propriedades e aluguéis indica que nunca se ganhou tanto com transações imobiliárias no país. Por outro, os custos econômicos e socioambientais da urbanização se agigantam e agravam antigos problemas urbanos e conflitos fundiários, com o aumento das remoções de favelados e dos processos de segregação socioespacial nas cidades. O mercado imobiliário está mais aquecido do que nunca, mas o modelo de financiamento do desenvolvimento urbano é o mesmo. Os investimentos em obras de infraestrutura urbana e na prestação de serviços públicos continuam sendo feitos quase que exclusivamente com recursos tributários, perpetuando o modelo tradicional de “privatização dos ganhos e socialização dos custos” da urbanização. Além de acentuar a natureza regressiva do sistema tributário, o fato é que recursos tributários tradicionais não bastam. Na maioria dos municípios, não há uma gestão eficiente desses recursos, especialmente os de base local, já que os cadastros imobiliários são defasados, as isenções e anistias regulares atendem a interesses políticos, e os processos de cobrança e execução fiscal não pagam nem os seus próprios custos. Ainda que os recursos tributários fossem bem utilizados, esses não seriam suficientes para dar conta dos custos crescentes da gestão urbana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, os recursos tributários não deveriam ser a única fonte de financiamento do desenvolvimento urbano. As cidades são criações coletivas, e a enorme valorização dos bens imóveis de propriedade privada decorre sobretudo das ações do poder público e da sociedade, especialmente por meio de obras e serviços públicos, mas também mediante as alterações feitas nos padrões de ocupação e uso do solo definidos pela legislação urbanística, que geram altos incrementos de valores tradicionalmente outorgados gratuitamente e sem que maiores contrapartidas sejam exigidas dos proprietários beneficiados. O caso de Belo Horizonte é exemplar: a construção do Centro Administrativo do governo provocou uma valorização de 600% das áreas do seu entorno, sendo que, ao desapropriar mais áreas, o governo teve que pagar por essa enorme valorização gerada por ele mesmo. Grandes obras públicas como a Linha Verde e a expansão do metrô também representaram um aumento expressivo no valor das propriedades adjacentes. Onde ficou o princípio tradicional do Código Civil de que não há enriquecimento lícito sem justa causa? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estatuto da Cidade – Lei Federal 10.257/01 – estabeleceu, como diretriz central da política urbana, o princípio da justa distribuição dos ônus e benefícios da urbanização, prevendo instrumentos para a gestão social da valorização imobiliária. Além da já existente, ainda que pouquíssimo utilizada, contribuição de melhoria, há novos instrumentos urbanísticos como a outorga onerosa do direito de construir, e as operações urbanas, que permitem a captação das mais-valias imobiliárias decorrentes da ação do poder público. Ao interferir diretamente na estrutura fundiária, financiar o desenvolvimento urbano com recursos do próprio planejamento territorial pode sem dúvida vir a ser uma forma de promover a distribuição justa das vantagens da urbanização e uma possibilidade real de mudança do modelo brasileiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir do Estatuto da Cidade, essa política não é mais mera faculdade discricionária, mas, sim, uma obrigação do poder público. No entanto, a maioria dos planos diretores municipais, mesmo quando participativos, não tem levado em consideração esses princípios e os instrumentos de gestão social da valorização dos bens imóveis. Dada a tradição de planejamento urbano, que ignora as dinâmicas do mercado imobiliário e, assim, reforça a estrutura fundiária concentrada e a apropriação privada dos benefícios da urbanização, a captação da valorização imobiliária e das mais-valias urbanísticas ainda não foi incorporada de vez às estratégias de planejamento territorial no Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Países como Colômbia, Austrália e cidades como Hong Kong têm utilizado com sucesso diversos instrumentos de captação, para a comunidade, da valorização imobiliária gerada por todos e apropriada por poucos. No Brasil, pelo contrário, o planejamento urbano e as políticas públicas, como o programa de financiamento imobiliário Minha casa, minha vida, têm cada vez mais fomentado a especulação imobiliária, por não interferir na estrutura fundiária. Da mesma forma, as poucas experiências de operações urbanas e as negociações provenientes das outorgas onerosas em curso, como as de São Paulo, longe de promover uma justa redistribuição dos recursos arrecadados, têm aumentado sobremaneira os preços dos imóveis e estimulado a expansão de um modelo global de mercantilização das cidades, reforçando ainda mais os processos tradicionais de segregação socioespacial. Ainda é pouco compreendido que a construção de uma nova “cidade para todos e todas” não passa apenas pela discussão de quem decide, mas também de quem paga – e como – pelos custos da urbanização.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-1342441459066017928?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/1342441459066017928/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=1342441459066017928' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/1342441459066017928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/1342441459066017928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2011/12/custos-da-urbanizacao.html' title='Custos da urbanização'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-5504975434277217713</id><published>2011-12-03T00:15:00.001-08:00</published><updated>2011-12-03T00:20:01.194-08:00</updated><title type='text'>Primeira floresta vertical do mundo em Milão, Itália</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-YryMW0YSaXE/Ttna0UTBt6I/AAAAAAAAAgA/GBw6hV1QRS4/s1600/Bosco-top.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 283px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-YryMW0YSaXE/Ttna0UTBt6I/AAAAAAAAAgA/GBw6hV1QRS4/s400/Bosco-top.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5681812997241157538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está sendo construída em Milão, na Itália, a “primeira floresta vertical do mundo”, o prédio Bosco Verticale (literalmente “Floresta Vertical”). Na prática, são duas torres residenciais de 110 e 70 metros cada com as fachadas cobertas com 900 árvores e diversas outras plantas. O conceito, do arquiteto Stefano Boeri, é construir em uma das cidades mais poluídas do mundo um prédio que produz oxigênio, absorve gás carbônico e protege os moradores da radiação solar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A invenção de Boeri foi destaque de uma reportagem do jornal inglês Financial Times, ao lado de outras construções “verdes” pelo mundo. Prédios com árvores e plantas são tendência na arquitetura, uma forma de trazer o verde de volta às grandes metrópoles de concreto. Para se ter uma idéia, a vegetação do Bosco Verticale ocuparia uma área de 10 mil metros quadrados, o equivalente a um campo de futebol de floresta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cortina de poluição da ilustração acima é familiar para quem conhece São Paulo, certo? Pois não estamos muito atrás nessa tendência. A reportagem elenca como o “prédio verde mais cultuado do momento” o Harmonia 57, já construído na capital paulista pela Triptyque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante, verifiquem em:&lt;br /&gt;Fonte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://colunas.epoca.globo.com/planeta/"&gt;http://colunas.epoca.globo.com/planeta/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-5504975434277217713?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/5504975434277217713/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=5504975434277217713' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/5504975434277217713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/5504975434277217713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2011/12/primeira-floresta-vertical-do-mundo-em.html' title='Primeira floresta vertical do mundo em Milão, Itália'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-YryMW0YSaXE/Ttna0UTBt6I/AAAAAAAAAgA/GBw6hV1QRS4/s72-c/Bosco-top.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-14404139249774420</id><published>2011-11-27T04:09:00.000-08:00</published><updated>2011-11-27T04:12:08.762-08:00</updated><title type='text'>Alejandro Aravena e a habitação Social no Chile</title><content type='html'>Recomendo!!!!!!!!!!!!!!!Alejandro Aravena mudou a vida de muitos chilenos..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.projetoblog.com.br/2011/habitacao-social/#more-2309"&gt;http://www.projetoblog.com.br/2011/habitacao-social/#more-2309&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-14404139249774420?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/14404139249774420/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=14404139249774420' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/14404139249774420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/14404139249774420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2011/11/alejandro-aravena-e-habitacao-social-no.html' title='Alejandro Aravena e a habitação Social no Chile'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-3113862220992554004</id><published>2011-11-05T16:01:00.000-07:00</published><updated>2011-11-05T16:08:43.472-07:00</updated><title type='text'>10% dos paulistanos vivem em conjunto habitacional</title><content type='html'>&lt;strong&gt;10% dos paulistanos vivem em conjunto habitacional&lt;/strong&gt;De projetos modernistas a Cohabs, a evolução da moradia social na cidade teve mais retrocessos que avanços&lt;br /&gt;Vitor Hugo Brandalise - O Estado de S.Paulo&lt;br /&gt;Um conjunto de 22 prédios modernistas, com 480 apartamentos, separados por jardins e áreas de lazer. Com boa iluminação e localizado a dois quilômetros da Praça da Sé - vencidos "em 15 minutos por meio do bonde". Projetado há 70 anos, o primeiro conjunto habitacional de São Paulo, o Várzea do Carmo, no Glicério, centro da capital, é reflexo no Estado da primeira política de habitação social do País, iniciada em 1942 pelo governo Getúlio Vargas.&lt;br /&gt;Sete décadas depois do conjunto pioneiro, a capital paulista está prestes a atingir a marca histórica de 1,1 milhão de pessoas (10% da população da cidade) vivendo em unidades de moradia social, segundo levantamento inédito do Estado - desde os prédios modernistas dos Institutos de Aposentadoria e Pensão (IAPs) às Cohabs, Cingapuras e CDHUs construídos décadas depois. Trata-se de política que sempre foi dispersa e fragmentária - e cuja principal consequência, 70 anos depois, é o maior déficit de habitação do Brasil, com 520 mil pessoas sem moradia na capital.&lt;br /&gt;Os números da produção das políticas habitacionais no Estado ilustram o quanto há pela frente. Hoje existem 277.969 unidades populares em conjuntos habitacionais na cidade. Até 2015, esse número deverá subir para 371.934, considerando os prédios já planejados pela Secretaria de Estado da Habitação (CDHU) e pela pasta municipal (Sehab). Quando isso ocorrer, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 1,4 milhão de pessoas viverão em conjuntos habitacionais na cidade, ou 12% da população. Ainda assim, 1,8 milhão de pessoas ainda viverão em favelas e moradias precárias.&lt;br /&gt;Na série de reportagens que começa hoje, o Estado mostra a evolução das tentativas públicas de construir moradia em São Paulo: do primeiro grupo de edifícios, projetado em 1942 seguindo os mesmos princípios da construção de Brasília, ao período das Cohabs, quando moradia social virou sinônimo de isolamento em "cidades-dormitório" - ou, como definem os moradores, simplesmente em "pombais": espaços apertados, úmidos, pouco iluminados, sem equipamentos de lazer. E distantes quilômetros dos centros urbanos.&lt;br /&gt;Operários. O primeiro conjunto habitacional de São Paulo foi construído para dar teto a operários das indústrias gráfica e de vidros da região do Glicério. É resultado das medidas instituídas por Vargas para melhorar as condições dos assalariados - e garantir intervenção estatal em todos os setores da sociedade, até mesmo mercado imobiliário e construção civil. Além de moradia para os trabalhadores, os conjuntos dos IAPs - precursores do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), que chegaram a construir 25% dos imóveis do Rio em 1940 - eram vistos como importante patrimônio da União. Por isso, tinham projetos inovadores e de qualidade.&lt;br /&gt;O Várzea do Carmo ainda hoje está lá, na beira da Avenida do Estado - e não há morador que se queixe dos apartamentos. São prédios de quatro andares, com apartamentos de amplas janelas e até 60 m² de área, avaliados em R$ 200 mil. Mas fazem parte de um conjunto - e isso proprietários desconhecem - cujo projeto nunca foi executado integralmente.&lt;br /&gt;Na versão original, o Várzea do Carmo teria 43 prédios de quatro andares e 16 de 11 andares. No fim, o governo decidiu construir apenas 22 prédios menores. Nenhum dos equipamentos de serviço - como os quatro prédios comerciais - saiu do papel. Os antigos jardins abertos, projetados sob o ideal moderno de devolver área livre à cidade, hoje são isolados por grades. E antigos equipamentos de lazer viraram garagens.&lt;br /&gt;"Attilio propôs plano urbanístico que ainda hoje mantém sua atualidade: conjunto residencial articulado ao sistema de transportes coletivos, habitação econômica próxima ao centro e a locais de emprego, equipamentos sociais e serviços urbanos", escreveu o arquiteto e urbanista Nabil Bonduki, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU-USP), no livro inédito Pioneiros da Habitação Social no Brasil, com publicação prevista até dezembro.&lt;br /&gt;Quantidade. A partir da década de 1950, construção civil deixou de ser foco dos IAPs - os fundos passaram a ser utilizados para seu objetivo principal: pagar aposentadoria ao trabalhador. Para suprir a lacuna, em 1964, ano do golpe militar, foi fundado o Banco Nacional de Habitação (BNH), primeiro órgão de financiamento para construção de moradias do País.&lt;br /&gt;A forma de atuar, então, mudou radicalmente: em São Paulo, a maior parte das 25 mil unidades financiadas pelo BNH foi construída pelo método pré-fabricado - começava a era da produção massiva, a ordem era quantidade, não havia mais preocupação com projeto arquitetônico. "Para o BNH, as intervenções em qualquer cidade eram sempre iguais: casas prontas, em terrenos baratos periféricos e desconsiderando especificidades urbanas, sociais e culturais", avaliou Bonduki. A atuação do BNH, portanto, foi determinante para que "conjunto habitacional" virasse sinônimo de moradia de má qualidade.&lt;br /&gt;Na década de 1980 - quando o número de moradores de favelas na capital passou de 71 mil pessoas em 1973 para 812 mil em 1987 -, os reflexos dessa política foram multiplicados. A Companhia de Habitação de São Paulo (Cohab, criada em 1965) viveu seu momento de maior produção - no total, construiu 138 mil unidades, 49% do total da cidade. Com a migração de habitantes das regiões Norte e Nordeste do País para a cidade e as primeiras remoções de favelas, a solução escolhida foi construir enormes conjuntos afastados do centro - o maior exemplo são os de Cidade Tiradentes, no extremo leste da capital, a 30 quilômetros da Sé. É o maior aglomerado de conjuntos habitacionais do Brasil, onde vivem 147 mil pessoas (o maior do Rio, o Dom Jaime Câmara, por exemplo, abriga 26 mil).&lt;br /&gt;Após a redemocratização, as cidades passaram a ter maior participação nas política habitacional. "Com maior conhecimento local e participação da comunidade, boas iniciativas surgiram, como mutirões e políticas de autogestão. Mas sempre em pequena escala", avalia a urbanista Ana Paula Koury, doutora pela Universidade de São Paulo (USP). "A saída é construir moradia com que a pessoa se identifique, como foi feito nos primeiros anos. Depois, houve retrocesso. Ainda hoje o País paga por isso", afirma. &lt;br /&gt;Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,10-dos-paulistanos-vivem-em-conjunto-habitacional,765067,0.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,10-dos-paulistanos-vivem-em-conjunto-habitacional,765067,0.htm"&gt;http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,10-dos-paulistanos-vivem-em-conjunto-habitacional,765067,0.htm&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-3113862220992554004?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/3113862220992554004/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=3113862220992554004' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/3113862220992554004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/3113862220992554004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2011/11/10-dos-paulistanos-vivem-em-conjunto.html' title='10% dos paulistanos vivem em conjunto habitacional'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-487887607164850116</id><published>2011-11-05T05:25:00.000-07:00</published><updated>2011-11-05T05:26:29.621-07:00</updated><title type='text'>Conselho do FGTS aumenta limite de renda familiar para empréstimo habitacional</title><content type='html'>Conselho do FGTS aumenta limite de renda familiar para empréstimo habitacional&lt;br /&gt;Notícia | 04/11/2011&lt;br /&gt;Fonte: InfoMoney &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÃO PAULO – O Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantida do Tempo de Serviço) alterou os limites de renda para solicitação de empréstimos para habitação popular com recursos do fundo. Com a resolução nº 669/11, o limite de renda familiar mensal bruta para pedir esse tipo de financiamento passa de R$ 3.900 para R$ 4.300.&lt;br /&gt;Publicada nesta sexta-feira (4) no Diário Oficial da União, a medida ainda permite a ampliação do valor para R$ 5.400, nos casos de financiamentos vinculados a imóveis situados em municípios pertencentes a regiões metropolitanas ou equivalentes, municípios-sede de capitais estaduais ou municípios com população igual ou superior a 250 mil habitantes.&lt;br /&gt;Para o cumprimento da resolução, ainda serão necessárias normas complementares, que terão 30 dias para serem publicadas.&lt;br /&gt;Mudança&lt;br /&gt;A ideia da mudança é permitir que famílias que residam em regiões com menos de 250 mil habitantes também possam ser contempladas com os mesmos direitos dos residentes das demais regiões.&lt;br /&gt;Além disso, foi considerado pelo Conselho o aumento de renda das famílias brasileiras, sobretudo nas menores faixas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabiana Pimentel&lt;br /&gt;Caixa aprova construção de mil casas em concreto-PVC&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notícia | 04/11/2011&lt;br /&gt;Fonte: Pini Web &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sistema reduz tempo de construção para sete dias e preço em até 15%. A Caixa Econômica Federal (CEF) aprovou a construção de mil casas no sistema construtivo concreto-PVC pelo grupo formado pela Global Housing, DuPont e Braskem. Segundo o grupo, a ideia é que, futuramente, as casas sejam utilizadas no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Essas mil residências ainda não têm local definido para sua construção, mas devem ser instaladas em várias regiões do País. O sistema já conta com uma diretriz do Sistema Nacional de Aprovações Técnicas (Sinat).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os fabricantes, uma planta básica de 36 m² pode ser erguida em sete dias, com o preço do metro quadrado por volta de R$ 850. Além de residências, o sistema pode ser utilizado também em hospitais, creches, escolas, centros comunitários e galpões.&lt;br /&gt;A fundação das casas segue o mesmo padrão dos imóveis de alvenaria convencional. Após essa etapa, os perfis de PVC são encaixados uns aos outros. Alguns perfis já foram fabricados com os espaços ideais para as portas e janelas da casa. Mas, mesmo após o término da construção, é possível abrir espaço para novas portas ou janelas, através da utilização de máquinas de corte.&lt;br /&gt;Colocadas as armaduras de aço em cada um dos perfis, são identificados os pontos de elétrica e hidráulica para que suas redes sejam instaladas no sistema. Somente então inicia-se o enchimento dos perfis com concreto. Quando não tiverem função estrutural, as paredes podem ser ocas, somente formadas pelos perfis de PVC. Segundo o grupo, podem ser construídos edifícios de cinco pavimentos (térreo e quatro pavimentos). A estrutura também pode receber qualquer tipo de cobertura.&lt;br /&gt;Mauricio Lima&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-487887607164850116?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/487887607164850116/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=487887607164850116' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/487887607164850116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/487887607164850116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2011/11/conselho-do-fgts-aumenta-limite-de.html' title='Conselho do FGTS aumenta limite de renda familiar para empréstimo habitacional'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-5271160147353095169</id><published>2011-10-31T15:37:00.000-07:00</published><updated>2011-10-31T15:44:33.592-07:00</updated><title type='text'>Desafio na habitação social é zerar déficit até 2023</title><content type='html'>10/2011 16:37  &lt;br /&gt;Desafio na habitação social é zerar déficit até 2023&lt;br /&gt;Comunicado 118, divulgado hoje, aborda instrumentos do Plano Nacional de Habitação (PlanHab) para cumprir a meta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Plano Nacional de Habitação (PlaHab) do Ministério das Cidades prevê zerar o déficit por novas moradias e a inadequação habitacional até 2023. O cumprimento da meta se dará por meio do estímulo ao planejamento municipal e estadual e do reconhecimento da importância da produção social da moradia – quando organizações de moradores assumem a construção das habitações –, entre outras estratégias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assunto foi abordado nesta terça-feira, 25, na coletiva pública de divulgação do Comunicado 118 – O planejamento da habitação de interesse social no Brasil: desafios e perspectivas, no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em Brasília. Renato Balbim, técnico de Planejamento e Pesquisa da Assessoria Técnica da Presidência do Ipea (Astec), e Cleando Krause, técnico de Planejamento e Pesquisa da Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais (Dirur), fizeram a apresentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Controle social&lt;br /&gt;Segundo os dados compilados pelo estudo, seis estados têm mais de 50% dos municípios contemplados por recursos destinados ao planejamento habitacional, quatro estados têm menos de 25%, 28 municípios com mais de 100 mil habitantes (11%) não foram contemplados, e 3.058 cidades com menos de 20 mil habitantes ainda não foram atendidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Há necessidade de acompanhamento dos critérios e resultados das seleções nos próximos orçamentos. Podem ser criados critérios regionais, para dar conta das locações e corrigir as distorções”, completou Krause.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Balbim afirmou que 42% dos recursos aplicados, em 2009, pelo Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social na melhoria de assentamentos precários foram destinados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Por mais que o PAC seja relevante, esses recursos foram destinados fora do marco do Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social (SNHIS), que conta com instrumentos de controle social”, disse ele, sobre a perda da centralidade do SNHIS frente a outros programas de ação do governo federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de profissionais ligados ao processo participativo da produção social da moradia é fator que dificulta a constituição de planos de habitação em municípios menores e mais afastados das capitais, explicou Cleandro Krause.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: www.ipea.gov.br/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=11073&amp;catid=1&amp;Itemid=7"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-5271160147353095169?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/5271160147353095169/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=5271160147353095169' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/5271160147353095169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/5271160147353095169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2011/10/desafio-na-habitacao-social-e-zerar.html' title='Desafio na habitação social é zerar déficit até 2023'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-4699539247143710650</id><published>2011-10-05T06:26:00.000-07:00</published><updated>2011-10-05T06:27:07.507-07:00</updated><title type='text'>Quando a favela vira cidade</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quando a favela vira cidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Urbanização de favelas, concursos, intercâmbios e verbas milionárias incitam debate sobre projetos de interesse social em curso na capital paulista&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Paraisópolis, com 60 mil moradores, está ganhando urbanização e blocos residenciais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Recentes exposições, publicações, intercâmbios internacionais e concursos de arquitetura colocam os projetos de interesse social na pauta do cenário construtivo paulista. As verbas milionárias do Executivo federal para o financiamento de casas populares estimulam o debate. Nesse acúmulo de experiências - em que se somam a ação dos governos municipal e estadual, a experiência de gestores públicos e de projetistas que se dedicam ao tema -, a discussão se potencializa por uma queda de braço de posições arquitetônicas e urbanísticas.&lt;br /&gt;Oi, moça! Fazendo o que aqui?, exclama uma das 60 mil moradoras da favela de Paraisópolis enquanto caminha, disputando espaço com os carros em uma das vias mais movimentadas da comunidade.&lt;br /&gt;Trabalhando, ora, responde Maria Teresa Diniz, sentada no banco do passageiro do carro em movimento, que diminui a velocidade para ultrapassar uma valeta.&lt;br /&gt;Vê se aparece, hein?, Maria Teresa ouve, enquanto o Fiat branco conduzido pelo motorista ganha velocidade, com o obstáculo deixado para trás. Ambas se despedem com um aceno e um sorriso. Alguns metros à frente, com o veículo já distante, Maria Teresa confidencia: Trabalho com muita gente aqui, e tenho boa memória, mas não me lembro dela, não.&lt;br /&gt;Maria Teresa é arquiteta. Tem 31 anos e um sotaque que denuncia a origem mineira. Magra, com nariz fino e arrebitado e cabelos batendo no ombro, seu sorriso é fácil. Formada no Instituto Metodista Izabela Hendrix, em Belo Horizonte, e com pós-graduação na Sorbonne, ela trabalha há seis anos na Secretaria de Habitação da cidade de São Paulo (Sehab), onde coordena o projeto de urbanização de Paraisópolis.&lt;br /&gt;Pouco depois, ela orienta o motorista: Vira à esquerda, vamos em direção ao Grotinho. Naquela manhã de setembro, Maria Teresa estava em Paraisópolis para fazer uma reunião com uma líder comunitária. Antes de trocar a sapatilha por um tênis surrado e circular a pé, ela esperou em vão mais de uma hora no barracão da construtora que está finalizando a segunda etapa da licitação da urbanização da comunidade. O barracão é o QG local do projeto. Chega-se a ele seguindo uma rua típica do Morumbi, com casas enormes protegidas por muros altos. Após o segundo quarteirão, o contraste é evidente: os casarões ganham vizinhos diferentes do outro lado da rua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem circula pelo Morumbi sofre um choque inevitável: a favela possui uma vitalidade incrível, todo tipo de comércio, centenas de pessoas nas ruas e carros trafegando com relativa facilidade, uma vez que há uma quadrícula de vias remanescentes do parcelamento do loteamento que foi invadido. A grande diferença aparente entre a cidade formal e a informal é a falta de regras, a ausência do Estado, o que a atuação da prefeitura tenta minimizar. Isso ocorre em tudo, desde as normas construtivas até as ruas sem mão de trânsito. Colocamos placas, mas elas foram roubadas e a confusão voltou, conta Maria Teresa. Estamos tentando convencer a Companhia de Engenharia de Tráfego a colocar pinturas no chão ou placas de plástico, que não têm valor comercial, mas é difícil, pois isso fere o Código Nacional de Trânsito.&lt;br /&gt;A ação da prefeitura reflete o que proclamam, quase em uníssono, os especialistas no assunto: se a ocupação é antiga, o solo não está contaminado, não é área de risco, não está embaixo de viadutos etc., então deve ser urbanizada, o Estado deve garantir acesso aos serviços públicos essenciais - como água, esgoto, coleta de lixo - e dar posse aos moradores. Mesmo porque, não há recursos para a construção nem glebas centrais disponíveis para conjuntos habitacionais. Por isso, o carro-chefe da Sehab é a urbanização das favelas. O trabalho que está em curso é gigantesco - o mais amplo já realizado no continente - e pretende, nesta gestão, contemplar 1/3 da população que vive nessa situação. Se esse ritmo for seguido, o governo estima que em uma década e meia todas as comunidades estarão atendidas.&lt;br /&gt;O trabalho começou a ser planejado com uma atualização de dados, que desde a década de 1980 estavam sem correção. Sem conhecer a fundo o problema, não há como planejar. Por isso, a secretaria criou um sistema de informações gerenciais batizado de Habisp (que pode ser visualizado no site www.habisp.inf.br). O programa possui um sistema de pontos, recalibrável conforme o enfoque, que elege prioridades. Os indicadores de risco, por exemplo, possuem peso alto e ajudam a tornar uma ação urgente. Outro exemplo: no que se refere à infraestrutura, o esgoto tem maior peso do que a pavimentação. Esse trabalho, mais a ação da equipe, fez com que a fatia de verbas da Sehab no Orçamento municipal passasse de 1,5% em 2005 para 4% em 2010.&lt;br /&gt;Moderno x pós-moderno&lt;br /&gt;Nesse ínterim, novas unidades habitacionais são criadas para atender as famílias retiradas de áreas de risco. Outra mudança que ocorreu nesta gestão e é fundamental para a qualidade do trabalho: há um esforço para não utilizar projetos padronizados, contratando cada um para obras específicas. Grande parte da responsabilidade dessa iniciativa é de Elisabete França, que é superintendente de Habitação Popular da Sehab e chefe de Maria Teresa. Com isso, o debate sobre arquitetura em habitação social, que hibernava em São Paulo, ressurgiu. Claro: dentro das academias, esse tema não saiu da pauta, na graduação ou na pós-graduação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença é que nos gabinetes públicos, por vontade política e qualidade do corpo técnico, a arquitetura voltou à baila. Estúdios como MMBB e Brasil Arquitetura estão trabalhando para o governo. Há uma mentalidade herdada da época do BNH que entende que as classes mais baixas devem receber arquitetura de má qualidade. Então, fazemos licitação de obras com projetos básicos - não dá para fazer com projeto executivo, pois o processo é muito dinâmico - e a empreiteira escolhida contrata o projeto de arquitetura, contou-nos Elisabete, em entrevista publicada na edição 364, de junho passado.&lt;br /&gt;E o debate se instala justamente nos projetos de arquitetura: se poucos discordam em relação à necessidade de urbanizar as favelas nos casos indicados, há diferentes pontos de vista quanto à forma que devem ter as habitações que surgem dentro das comunidades. Grosso modo, há duas tendências facilmente identificáveis, oriundas de uma discussão antiga: de um lado, a herança moderna, sistematizada de forma racionalista, notadamente visível nos volumes laminares e unidades repetitivas; no outro extremo, ecoa o discurso pós-moderno, que procura mimetizar as construções no ambiente.&lt;br /&gt;Integra o primeiro grupo o pequeno volume que Marcos Boldarini criou no Grotinho, um acidente topográfico assustador no meio de Paraisópolis. Em dezembro de 2005, a área foi inundada e 40 famílias saíram às pressas. De lá para cá, a urbanização da região retirou dezenas de barracos da encosta e corrigiu o problema de drenagem das águas pluviais. Já projetamos filmes ao ar livre aqui, conta Maria Teresa, andando em frente ao prédio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bloco de Boldarini - composto por um volume pavilhonar principal e um anexo mais alto, que se adapta à topografia - está em construção e terá comércio no térreo e quatro unidades no piso superior. O arquiteto também é o autor do conjunto no Jaguaré, formado por lâminas paralelas. Boldarini tem 36 anos. Seu interesse por projetos públicos vem desde os bancos da faculdade, ele diz. Foi estagiário de Elisabete França e hoje tem escritório próprio com oito funcionários, atendendo praticamente só a demanda social.&lt;br /&gt;Não tenho paciência para escolher acabamentos para casa de cliente rico, conta Boldarini. Eu trabalhava para André Herzog quando perguntei como é que se começava uma carreira de arquiteto. E ele me respondeu com um sorriso sarcástico: Primeiro, você precisa monopolizar todos os projetos de sua família. E eu pensei: estou lascado, na minha família ninguém contrata projetos, relembra enquanto dirige seu carro pelos labirintos do extremo sul da cidade. A atuação em projetos públicos lhe rendeu um dos destaques do Pavilhão do Brasil na Bienal de Veneza. Quando Ricardo Ohtake me convidou, perguntei, surpreso: Por que eu?, confessa. No espaço veneziano criado por Henrique Mindlin e Giancarlo Palanti, Boldarini apresentou um dos projetos mais simbólicos da reurbanização de favelas em São Paulo, que é o Cantinho do Céu.&lt;br /&gt;Vocês aceitam?, oferece uma menina que servia guaraná Dolly aos amigos no deque do Cantinho do Céu. O projeto recuperou as margens de um trecho da represa Billings, que agora é usado pela comunidade. Incrível, mas quase ninguém se dava conta do potencial da represa: era fundo de lote para as casas, conta Boldarini, depois de recusar o guaraná.&lt;br /&gt;Outro projeto que se aproxima do conceito usado por Boldarini é o conjunto de Paraisópolis desenhado por Edson Elito, Joana Elito e Cristiane Takiy. A equipe teve 30 dias para fazer o desenho básico e, contratada pela construtora que venceu a licitação, mais 60 dias para o executivo. São quase mil unidades subdivididas em vários blocos e duas tipologias diferentes. Em linhas gerais, as lâminas podem ser implantadas paralelamente às curvas de nível ou de forma perpendicular. A topografia ajuda a verticalizar: como todos os prédios construídos pela prefeitura, os de Elito não têm elevador, e, com acesso pela metade, pode-se construir quatro pavimentos para cima e quatro para baixo. As unidades possuem cerca de 50 metros quadrados e dois dormitórios; podem ser totalmente redivididas, pois os blocos autoportantes delimitam o perímetro de cada uma.&lt;br /&gt;Recente reportagem publicada na Folha de S. Paulo chamou a atenção para a decoração das unidades desse conjunto: alguns têm sanca de gesso e até decoração realizada por profissionais, um processo que o jornal chamou de Favela Cor. A equipe de arquitetos destaca o tipo de janela adotado, que possibilita abrir totalmente o vão. Nem alguns prédios de alto padrão têm esse privilégio, garante Elito. Uma das críticas que fazem ao nosso projeto é que ele é moderno demais, conta. Joana, sua filha, argumenta: Para mim, isso é elogio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O paradigma do projeto é o S maior ícone moderno do tema: o conjunto do Pedregulho, de Affonso Eduardo Reidy. Essa referência já estava patente na matriz da proposta de Paraisópolis: o Conjunto Pascoal Melantonio e Celso dos Santos, do Projeto Guarapiranga, criado por Elito em parceria com Abrahão Sanovicz, João Honório de Mello Filho e Marcos Carrilho. Entre Guarapiranga e Paraisópolis, a maior diferença é o telhado do primeiro, exigido por Lair Krähenbühl, secretário municipal da Habitação na gestão Paulo Maluf (1993/96). A população quer telhado, ele teria dito.&lt;br /&gt;Nosso trabalho não dá continuidade àquela condição quase medieval, rebate Elito, sentado à prancheta. Não acreditamos na hipótese de mimetizar a favela. Outra crítica que Elito já ouviu a seu projeto em Paraisópolis é em relação à densidade: por que verticalizar a favela? Nesse sentido, é uma resposta à demanda de moradores retirados de áreas de risco. Vejamos os números. Seu conjunto possui densidade maior do que a da favela: os prédios novos apresentam 841 hab/ha, contra a média de 606 na comunidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os prédios em Paraisópolis são agrupados em blocos, cada qual cercado por um gradil. Nesse ponto, a utopia moderna se encontra com a realidade, como no gradil que cerca o Mube. Tentamos argumentar, deixar tudo aberto, mas pela experiência da secretaria eles acham que não funciona, diz Elito. O contraste com a favela é intenso. Se não cercarmos e definirmos as áreas, logo tudo é invadido por comércio, estacionamentos irregulares e até barracos, argumenta Maria Teresa, enquanto circula pela passarela de acesso do condomínio B, pintado de verde. E se isso ocorre, não temos como dar posse aos moradores dos apartamentos, conclui.&lt;br /&gt;Nessa mesma linha, a favela de Heliópolis está ganhando prédios circulares, desenhados por Ruy Ohtake. O arquiteto foi contratado pela secretaria a pedido da comunidade, que com ele mantém um relacionamento estreito. Conseguimos fazer essa forma - que não tem apartamento de frente nem de fundo - usando o orçamento existente, contoume Ohtake, enquanto apontava para o conjunto. Não podemos chamar isso de conjunto habitacional: é condomínio, postulou, circulando entre a Etec e o centro cultural que desenhou em Heliópolis. Agora vou fazer a biblioteca, contou.&lt;br /&gt;Pós-moderno e terceira via?&lt;br /&gt;No outro corner arquitetônico estão os defensores de blocos que reflitam o espírito urbano e valorizem a rua. Em São Paulo, o maior partidário é Hector Vigliecca: Temos que construir cidades, e não casas, vive argumentando. Claro que esse debate não é novo: desde o início da década de 1990, os projetos de habitação social no Brasil revelavam essa polarização. Os desenhos de Demetre Anastassakis para o Mutirão São Francisco, em São Paulo e, principalmente, na favela da Maré, no Rio de Janeiro, exemplificam esse tipo de trabalho que se apropria da estética da pobreza, realizada em mutirão: acabamentos de blocos à vista, volumetria que, apesar da ordem geométrica, valorizam arranjos desordenados, telhados inclinados etc. Outra proposta do gênero é a de Paulo Chaves Fernandes, em Belém. Indo mais longe, vamos encontrar essa discussão, que percorre grande parte da produção nacional, muito mais nos corações e mentes dos arquitetos do que nas ações governamentais. Só a respeito do uso de tecnologias distintas para a habitação social, há casos interessantes, como a utilização de madeira (Zanine), taipa (Borsoi) e argamassa armada (Lelé).&lt;br /&gt;O fato novo é a interação internacional, seja acadêmica ou profissional, que traz elementos para a conversa. Do ponto de vista acadêmico, diversas instituições de prestígio, como Harvard e Colúmbia, nos EUA, têm feito exercícios que propõem, entre outras coisas, lajes-jardim sobre a favela ou habitações escalonadas nos morros. Por outro lado, a secretaria paulistana também contratou nomes interessantes da cena internacional. O arquiteto suíço Christian Kerez, por exemplo, radicalizou o conceito de integração saber acadêmico/popular, criando uma proposta para o Jardim Colombo, em Paraisópolis, com blocos que parecem construídos pelos usuários. Também em Paraisópolis, o grupo chileno Elemental - liderado por Alejandro Aravena - apresentou um projeto junto à via Perimetral (que está sendo aberta para ligar a região do estádio do Morumbi à avenida João Dias). Uma espécie de variação verticalizada de seu famoso projeto no Chile: uma base é construída com vazios que podem ser usados em ampliações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É melhor entregar uma boa meia-casa do que uma inteira ruim, é o discurso. O resultado no Chile, após alguns anos, apesar de fora do controle formal dos arquitetos, fascina os projetistas do país, que fazem questão de mostrar o que ocorreu. Certamente, estamos diante de uma espécie de terceira via entre o moderno e o pós-moderno, que estabelece desenho contemporâneo mas permite (e até deseja) intervenções dos usuários. Se para os modernos isso era um crime - lembro-me do famoso exemplo em Casablanca, fruto da aplicação das ideias de Corbusier, com os vazios totalmente ocupados décadas depois -, para os pós-modernos poderia até ser aceito.&lt;br /&gt;Há um ano e meio a Sehab está confeccionando uma espécie de manual de diretrizes de projetos para que os arquitetos e funcionários tenham mais parâmetros para avaliar as propostas. A ideia, apoiada em proposta semelhante desenvolvida pelo espanhol Josep Maria Montaner, contou com a participação em workshops de construtores, arquitetos, assistentes sociais e outros agentes, a fim de recolher dados para formatar o volume, cuja primeira versão deve ser finalizada ainda este ano. Em um desses encontros, em que se abordavam as unidades, Vigliecca questionou: Não devemos discutir os apartamentos, e sim as cidades. De bate-pronto, foi rebatido por um colega: Mas professor, o senhor é do júri do concurso da CDHU!. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse concurso, batizado de Habitação para Todos, alimenta ainda mais o debate. Ele foi promovido pelo governo do estado, que, até o momento, só utiliza projetos-padrão. Com seis categorias, não foi muito concorrido (de sete a 14 equipes participaram em cada categoria), mas revelou trabalhos interessantes, como os das equipes dos jovens Augusto Aneas, Fernão Morato e Guilherme Gambier Ortenblad (Zoom Arquitetos), que venceram na categoria casas escalonadas; Gregory Bousquet, Carolina Bueno, Olivier Raffaelli e Guillaume Sibaud (Triptyque), ganhadores para edifícios de quatro pavimentos; e Lucas Fehr, Mario Figueroa e Daniel Bonilha (Estúdio América), vencedor entre os edifícios de seis e sete pisos.&lt;br /&gt;Resta saber o que o governo do estado vai fazer com esse resultado.&lt;br /&gt;Texto de Fernando Serapião&lt;br /&gt;Publicada originalmente em PROJETODESIGN&lt;br /&gt;Edição 369 Novembro de 2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-4699539247143710650?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/4699539247143710650/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=4699539247143710650' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/4699539247143710650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/4699539247143710650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2011/10/quando-favela-vira-cidade.html' title='Quando a favela vira cidade'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-8801972791352589707</id><published>2011-09-09T04:01:00.000-07:00</published><updated>2011-09-09T04:02:29.086-07:00</updated><title type='text'>Reportagem Favelas</title><content type='html'>&lt;a href="http://"&gt;http://www.webtv.ufrj.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=533&amp;Itemid=9&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-8801972791352589707?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/8801972791352589707/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=8801972791352589707' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/8801972791352589707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/8801972791352589707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2011/09/reportagem-favelas.html' title='Reportagem Favelas'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-8640794079603909306</id><published>2011-09-09T03:50:00.000-07:00</published><updated>2011-09-09T04:01:15.946-07:00</updated><title type='text'>Arquitetura da Favela</title><content type='html'>Rio, 22 de maio de 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arquitetura da Favela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo taxadas como ‘crescimento desordenado’ e ‘moradias mal-construídas’ por grande parte da sociedade, as favelas são parte da paisagem carioca há mais de 120 anos. Uma pesquisa conduzida pelo professor da Faculdade de Arquitetura Cristóvam Duarte investiga o que faz com que esse fenômeno resista às inúmeras dificuldades pelas quais passam seus habitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O olhar que o pesquisador dirige às favelas busca perceber a ordem arquitetônica e social além dos caminhos tortos e da aparência inacabada das moradias. Para ele, nelas podemos re-encontrar a vida urbana que é escassa na cidade do ‘asfalto’.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Fonte:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.webtv.ufrj.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=533&amp;Itemid=9"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-8640794079603909306?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/8640794079603909306/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=8640794079603909306' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/8640794079603909306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/8640794079603909306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2011/09/arquitetura-da-favela.html' title='Arquitetura da Favela'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-1235194191373937837</id><published>2011-08-30T03:07:00.001-07:00</published><updated>2011-08-30T03:07:58.542-07:00</updated><title type='text'>Caminhar é a atividade mais importante nas cidades</title><content type='html'>  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENTREVISTA DA 2ª&lt;br /&gt;ALEXANDROS WASHBURN&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhar é a atividade mais importante nas cidades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARA O DIRETOR DE DESENHO URBANO DE NOVA YORK, DECIDIR QUE O PEDESTRE É O FOCO É UMA DECISÃO POLÍTICA FUNDAMENTAL &lt;br /&gt;VANESSA CORREA&lt;br /&gt;DE SÃO PAULO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Agora é a vez do pedestre", afirma o diretor de desenho urbano da Prefeitura de Nova York, Alexandros Washburn.&lt;br /&gt;A Folha conversou com o arquiteto durante o 1º Congresso Internacional de Habitação e Urbanismo, promovido pela Prefeitura de São Paulo em junho.&lt;br /&gt;Ele critica o modelo de urbanização com prédios recuados e muros alto, comum em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Folha - São Paulo pretende adensar as áreas centrais para aproximar as pessoas dos empregos e da infraestrutura que já existe. A cidade não vai se tornar desagradável, cheia de prédios altos?&lt;br /&gt;Alexandros Washburn - Não é agradável caminhar pela Quinta avenida? Não há nada de errado com prédios altos. A questão é como esses prédios se encontram com a rua. Aqui você tem uma regra que diz que os prédios devem ser recuados. Mas aí o que você tem é rua fechada com muros e grades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como deve ser?&lt;br /&gt;O muro da rua tem que ser feito do tecido dos prédios, com lojas, janelas nos primeiros andares. Você tem que sentir que as extremidades da rua estão abertas para você. E que as pessoas estão olhando para você.&lt;br /&gt;É preciso projetar desde a linha de um prédio à do outro. Em vez de recuar o prédio cinco metros, construir direto na calçada. Deixa uns três metros livres na calçada. E aí põe uma árvore, depois a guia. E então decide: Vou pôr uma ciclovia ou vou pôr os carros para estacionar aqui?&lt;br /&gt;Alguém precisa desenhar isso. Hoje, está por conta própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nova York enfrentou resistência dos moradores para implementar a ciclovia do East Side?&lt;br /&gt;Tem havido um pouco de resistência. Mas isso é parte do processo de compreensão de como a mistura da via com as bicicletas funciona.&lt;br /&gt;Em minha perspectiva, o pedestre é o mais importante. Caminhar é a atividade mais importante na cidade. Tanto pelo lado cultural como pela sustentabilidade.&lt;br /&gt;Nova York tem muita sorte por lutar por ótimas ruas. Você conhece a música "Empire State of Mind", da Alicia Keys? É sobre caminhar em Nova York. Tem outra do Frank Sinatra. As ruas de Nova York são tão boas para andar que as pessoas escrevem músicas sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que torna a cidade "caminhável"?&lt;br /&gt;Entre os edifícios, há uma quantidade limitada de metros. Então é preciso decidir quantos metros para caminhar, quantos metros para árvores, quantos metros para bicicletas, para carros. Decidir que o pedestre é o foco é uma decisão política importante para a cidade.&lt;br /&gt;É por isso que Nova York é uma cidade vibrante. Caminhar na rua em Nova York é minha experiência favorita. O espaço público é muito importante para construir confiança entre as pessoas de todas as classes e etnias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como colocar o pedestre em primeiro lugar em uma cidade projetada para carros, como São Paulo?&lt;br /&gt;Cidades são projetos de longo prazo. Os carros estão em primeiro lugar há 50 anos. Agora é a vez do pedestre. É uma questão de equilíbrio, não de eliminação.&lt;br /&gt;Quando você toma a decisão de colocar o pedestre em primeiro lugar, você adota um ponto de vista. Você vê os problemas através dos olhos de um cidadão caminhando pela rua. Não são soluções mutuamente exclusivas.&lt;br /&gt;Por exemplo, como pedestre, é bom ter carros parados paralelamente à calçada. Eles formam uma barreira ao movimento da rua. Carros e pessoas podem andar juntos, mas a questão é perguntar primeiro ao pedestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível transformar o Minhocão em um parque suspenso, como o High Line, de Nova York?&lt;br /&gt;A comparação entre o Minhocão e o High Line é difícil. Primeiro, o Minhocão não é uma linha de trem abandonada, como o High Line. O Minhocão tem uma função de transporte ativa.&lt;br /&gt;Acho que o objetivo para o Minhocão pode ser modificar essa função de transporte, não eliminá-la, e fazê-la servir melhor a vizinhança ao redor dele.&lt;br /&gt;Mas acho que não se deve chegar a ideias precipitadas. É preciso um debate amplo entre comunidade e especialistas para definir qual é o objetivo social, econômico e ambiental da transformação do Minhocão. No momento, me parece que desenhar a pergunta é mais importante do que fazer um projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há semelhanças entre a revitalização da área portuária de Nova York e a Nova Luz?&lt;br /&gt;Diferentemente do que fizemos com a região portuária, a Nova Luz tem o potencial de ser uma vizinhança completa: tem uma ótima estação de trem, um ótimo parque, apartamentos, escritórios, lojas. E tem uma localização estratégica, próxima ao centro. A estrutura está toda lá para que se torne um bairro excelente.&lt;br /&gt;Para mim, o sucesso da Nova Luz está nos detalhes. Primeiro: como os novos prédios vão se encontrar com a rua? A calçada contribui para que exista um lugar bonito para caminhar? Os estabelecimentos estão abertos para a calçada para reforçar a vitalidade do local para o pedestre? E qual é a mistura do que já existe e do novo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é a participação nos projetos de Nova York?&lt;br /&gt;Nós temos uma forma de ouvir as pessoas, a "Uniform Land Use Review Process". Está na lei. Fazemos reuniões, ouvimos.&lt;br /&gt;Assim, é possível pegar uma ideia da comunidade, transformá-la em uma política, que é então financiada pelo setor privado. E também um pouco pelo governo.&lt;br /&gt;Um projeto que resultou desse método foi o High Line, que mudou o bairro ao redor.&lt;br /&gt;Rudolph Giuliani [ex-prefeito de Nova York] já tinha assinado uma ordem para demoli-lo. Aí, dois caras organizaram um grupo chamado Amigos do High Line. Eles organizaram uma competição de ideias. Para qualquer ideia dar certo, política, financiamento e projeto têm de estar juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas sempre se interessam pela mudança urbana?&lt;br /&gt;Na área portuária, que é a área próxima de onde houve o ataque ao World Trade Center, nós nos engajamos com o conselho comunitário.&lt;br /&gt;Mostrávamos os desenhos, argumentávamos, refazíamos. Tem muito a ver com diálogo. E às vezes pode ser muito emocional, às vezes técnico.&lt;br /&gt;No final, todo mundo quis fazer com que a margem do rio ficasse melhor.&lt;br /&gt;Esse é um valor importante para o desenvolvimento urbano: fazer com que o projeto pertença não só a quem o construiu, mas às pessoas que moram ali. A comunidade precisa sentir que ela quer que o projeto aconteça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como está a revitalização da zona portuária?&lt;br /&gt;Está pronta. Você já pode ir lá e passear nela. É muito importante entender que a janela de oportunidades se abre por um tempo curto. Você tem que saber o que quer e fazer enquanto pode.&lt;br /&gt;Quando a mudança vem, é de uma vez. E aí para. São Paulo é muito empolgante para mim. Me parece ser uma cidade à beira da mudança. Não tanto fisicamente, mas de ponto de vista. Quando essa mudança de perspectiva acontece é que a cidade muda fisicamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você falou de ideias que surgiram da população. E quando o processo é inverso?&lt;br /&gt;Tem um ditado em inglês, "o sucesso tem muitos pais". Você está sempre procurando ideias que sejam bem-sucedidas. Muitas não vão a lugar nenhum. As que dão certo são as que têm ressonância. E é isso que estamos buscando. Dá para descobrir rápido. É como quando você toca a tecla certa do piano. &lt;br /&gt;frases&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"São Paulo é muito empolgante para mim. Me parece ser uma cidade à beira da mudança. Não tanto fisicamente, mas de ponto de vista" &lt;br /&gt;"Não é agradável caminhar pela Quinta avenida? Não há nada de errado com prédios altos. A questão é como esses prédios se encontram com a rua. Aqui você tem uma regra que diz que os prédios devem ser recuados. Mas aí o que você tem é rua fechada com muros e grades" &lt;br /&gt;"Em minha perspectiva, o pedestre é o mais importante. Caminhar é a atividade mais importante na cidade. Nova York tem muita sorte por lutar por ótimas ruas. As ruas são tão boas para andar que as pessoas escrevem músicas sobre isso" &lt;br /&gt;"Cidades são projetos de longo prazo. Os carros estão em primeiro lugar há 50 anos. Agora é a vez do pedestre. Quando você toma a decisão de colocar o pedestre em primeiro lugar, você adota um ponto de vista. Você vê os problemas através dos olhos de um cidadão caminhando"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RAIO-X ALEXANDROS WASHBURN&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUEM É&lt;br /&gt;Ocupa o cargo de diretor de desenho urbano da Prefeitura de Nova York&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HIGH LINE&lt;br /&gt;É um dos responsáveis pelo projeto do High Line, que transformou uma linha de trem semelhante ao Minhocão paulistano em atração turística&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-1235194191373937837?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/1235194191373937837/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=1235194191373937837' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/1235194191373937837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/1235194191373937837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2011/08/caminhar-e-atividade-mais-importante.html' title='Caminhar é a atividade mais importante nas cidades'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-739383687583898765</id><published>2011-08-12T17:45:00.000-07:00</published><updated>2011-08-12T17:52:21.591-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-739383687583898765?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/739383687583898765/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=739383687583898765' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/739383687583898765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/739383687583898765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2011/08/codigo-florestal-saiba-mais.html' title=''/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-1163441222629113834</id><published>2011-07-17T06:38:00.000-07:00</published><updated>2011-07-17T06:40:37.737-07:00</updated><title type='text'>Centro Cívico de Manguinhos</title><content type='html'>Centro Cívico de Manguinhos&lt;br /&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/rio/video/2009/15527/"&gt;http://oglobo.globo.com/rio/video/2009/15527/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-1163441222629113834?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/1163441222629113834/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=1163441222629113834' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/1163441222629113834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/1163441222629113834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2011/07/centro-civico-de-manguinhos.html' title='Centro Cívico de Manguinhos'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-123727068464192595</id><published>2011-05-03T12:18:00.001-07:00</published><updated>2011-05-03T12:18:48.386-07:00</updated><title type='text'>Quando a favela vira cidade</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Quando a favela vira cidade &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Urbanização de favelas, concursos, intercâmbios e verbas milionárias incitam debate sobre projetos de interesse social em curso na capital paulista&lt;br /&gt; Fonte:Texto de Fernando Serapião&lt;br /&gt;Publicada originalmente em PROJETODESIGN&lt;br /&gt;Edição 369 Novembro de 2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentes exposições, publicações, intercâmbios internacionais e concursos de arquitetura colocam os projetos de interesse social na pauta do cenário construtivo paulista. As verbas milionárias do Executivo federal para o financiamento de casas populares estimulam o debate. Nesse acúmulo de experiências - em que se somam a ação dos governos municipal e estadual, a experiência de gestores públicos e de projetistas que se dedicam ao tema -, a discussão se potencializa por uma queda de braço de posições arquitetônicas e urbanísticas.&lt;br /&gt;“Oi, moça! Fazendo o que aqui?”, exclama uma das 60 mil moradoras da favela de Paraisópolis enquanto caminha, disputando espaço com os carros em uma das vias mais movimentadas da comunidade.&lt;br /&gt;“Trabalhando, ora”, responde Maria Teresa Diniz, sentada no banco do passageiro do carro em movimento, que diminui a velocidade para ultrapassar uma valeta.&lt;br /&gt;“Vê se aparece, hein?”, Maria Teresa ouve, enquanto o Fiat branco conduzido pelo motorista ganha velocidade, com o obstáculo deixado para trás. Ambas se despedem com um aceno e um sorriso. Alguns metros à frente, com o veículo já distante, Maria Teresa confidencia: “Trabalho com muita gente aqui, e tenho boa memória, mas não me lembro dela, não”.&lt;br /&gt;Maria Teresa é arquiteta. Tem 31 anos e um sotaque que denuncia a origem mineira. Magra, com nariz fino e arrebitado e cabelos batendo no ombro, seu sorriso é fácil. Formada no Instituto Metodista Izabela Hendrix, em Belo Horizonte, e com pós-graduação na Sorbonne, ela trabalha há seis anos na Secretaria de Habitação da cidade de São Paulo (Sehab), onde coordena o projeto de urbanização de Paraisópolis.&lt;br /&gt;Pouco depois, ela orienta o motorista: “Vira à esquerda, vamos em direção ao Grotinho”. Naquela manhã de setembro, Maria Teresa estava em Paraisópolis para fazer uma reunião com uma líder comunitária. Antes de trocar a sapatilha por um tênis surrado e circular a pé, ela esperou em vão mais de uma hora no barracão da construtora que está finalizando a segunda etapa da licitação da urbanização da comunidade. O barracão é o QG local do projeto. Chega-se a ele seguindo uma rua típica do Morumbi, com casas enormes protegidas por muros altos. Após o segundo quarteirão, o contraste é evidente: os casarões ganham vizinhos diferentes do outro lado da rua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem circula pelo Morumbi sofre um choque inevitável: a favela possui uma vitalidade incrível, todo tipo de comércio, centenas de pessoas nas ruas e carros trafegando com relativa facilidade, uma vez que há uma quadrícula de vias remanescentes do parcelamento do loteamento que foi invadido. A grande diferença aparente entre a cidade formal e a informal é a falta de regras, a ausência do Estado, o que a atuação da prefeitura tenta minimizar. Isso ocorre em tudo, desde as normas construtivas até as ruas sem mão de trânsito. “Colocamos placas, mas elas foram roubadas e a confusão voltou”, conta Maria Teresa. “Estamos tentando convencer a Companhia de Engenharia de Tráfego a colocar pinturas no chão ou placas de plástico, que não têm valor comercial, mas é difícil, pois isso fere o Código Nacional de Trânsito.”&lt;br /&gt;A ação da prefeitura reflete o que proclamam, quase em uníssono, os especialistas no assunto: se a ocupação é antiga, o solo não está contaminado, não é área de risco, não está embaixo de viadutos etc., então deve ser urbanizada, o Estado deve garantir acesso aos serviços públicos essenciais - como água, esgoto, coleta de lixo - e dar posse aos moradores. Mesmo porque, não há recursos para a construção nem glebas centrais disponíveis para conjuntos habitacionais. Por isso, o carro-chefe da Sehab é a urbanização das favelas. O trabalho que está em curso é gigantesco - o mais amplo já realizado no continente - e pretende, nesta gestão, contemplar 1/3 da população que vive nessa situação. Se esse ritmo for seguido, o governo estima que em uma década e meia todas as comunidades estarão atendidas.&lt;br /&gt;O trabalho começou a ser planejado com uma atualização de dados, que desde a década de 1980 estavam sem correção. Sem conhecer a fundo o problema, não há como planejar. Por isso, a secretaria criou um sistema de informações gerenciais batizado de Habisp (que pode ser visualizado no site www.habisp.inf.br). O programa possui um sistema de pontos, recalibrável conforme o enfoque, que elege prioridades. Os indicadores de risco, por exemplo, possuem peso alto e ajudam a tornar uma ação urgente. Outro exemplo: no que se refere à infraestrutura, o esgoto tem maior peso do que a pavimentação. Esse trabalho, mais a ação da equipe, fez com que a fatia de verbas da Sehab no Orçamento municipal passasse de 1,5% em 2005 para 4% em 2010.&lt;br /&gt;Moderno x pós-moderno&lt;br /&gt;Nesse ínterim, novas unidades habitacionais são criadas para atender as famílias retiradas de áreas de risco. Outra mudança que ocorreu nesta gestão e é fundamental para a qualidade do trabalho: há um esforço para não utilizar projetos padronizados, contratando cada um para obras específicas. Grande parte da responsabilidade dessa iniciativa é de Elisabete França, que é superintendente de Habitação Popular da Sehab e chefe de Maria Teresa. Com isso, o debate sobre arquitetura em habitação social, que hibernava em São Paulo, ressurgiu. Claro: dentro das academias, esse tema não saiu da pauta, na graduação ou na pós-graduação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença é que nos gabinetes públicos, por vontade política e qualidade do corpo técnico, a arquitetura voltou à baila. Estúdios como MMBB e Brasil Arquitetura estão trabalhando para o governo. “Há uma mentalidade herdada da época do BNH que entende que as classes mais baixas devem receber arquitetura de má qualidade. Então, fazemos licitação de obras com projetos básicos - não dá para fazer com projeto executivo, pois o processo é muito dinâmico - e a empreiteira escolhida contrata o projeto de arquitetura”, contou-nos Elisabete, em entrevista publicada na edição 364, de junho passado.&lt;br /&gt;E o debate se instala justamente nos projetos de arquitetura: se poucos discordam em relação à necessidade de urbanizar as favelas nos casos indicados, há diferentes pontos de vista quanto à forma que devem ter as habitações que surgem dentro das comunidades. Grosso modo, há duas tendências facilmente identificáveis, oriundas de uma discussão antiga: de um lado, a herança moderna, sistematizada de forma racionalista, notadamente visível nos volumes laminares e unidades repetitivas; no outro extremo, ecoa o discurso pós-moderno, que procura mimetizar as construções no ambiente.&lt;br /&gt;Integra o primeiro grupo o pequeno volume que Marcos Boldarini criou no Grotinho, um acidente topográfico assustador no meio de Paraisópolis. Em dezembro de 2005, a área foi inundada e 40 famílias saíram às pressas. De lá para cá, a urbanização da região retirou dezenas de barracos da encosta e corrigiu o problema de drenagem das águas pluviais. “Já projetamos filmes ao ar livre aqui”, conta Maria Teresa, andando em frente ao prédio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bloco de Boldarini - composto por um volume pavilhonar principal e um anexo mais alto, que se adapta à topografia - está em construção e terá comércio no térreo e quatro unidades no piso superior. O arquiteto também é o autor do conjunto no Jaguaré, formado por lâminas paralelas. Boldarini tem 36 anos. Seu interesse por projetos públicos vem desde os bancos da faculdade, ele diz. Foi estagiário de Elisabete França e hoje tem escritório próprio com oito funcionários, atendendo praticamente só a demanda social.&lt;br /&gt;“Não tenho paciência para escolher acabamentos para casa de cliente rico”, conta Boldarini. “Eu trabalhava para André Herzog quando perguntei como é que se começava uma carreira de arquiteto. E ele me respondeu com um sorriso sarcástico: ‘Primeiro, você precisa monopolizar todos os projetos de sua família’. E eu pensei: estou lascado, na minha família ninguém contrata projetos”, relembra enquanto dirige seu carro pelos labirintos do extremo sul da cidade. A atuação em projetos públicos lhe rendeu um dos destaques do Pavilhão do Brasil na Bienal de Veneza. “Quando Ricardo Ohtake me convidou, perguntei, surpreso: ‘Por que eu?’”, confessa. No espaço veneziano criado por Henrique Mindlin e Giancarlo Palanti, Boldarini apresentou um dos projetos mais simbólicos da reurbanização de favelas em São Paulo, que é o Cantinho do Céu.&lt;br /&gt;“Vocês aceitam?”, oferece uma menina que servia guaraná Dolly aos amigos no deque do Cantinho do Céu. O projeto recuperou as margens de um trecho da represa Billings, que agora é usado pela comunidade. “Incrível, mas quase ninguém se dava conta do potencial da represa: era fundo de lote para as casas”, conta Boldarini, depois de recusar o guaraná.&lt;br /&gt;Outro projeto que se aproxima do conceito usado por Boldarini é o conjunto de Paraisópolis desenhado por Edson Elito, Joana Elito e Cristiane Takiy. A equipe teve 30 dias para fazer o desenho básico e, contratada pela construtora que venceu a licitação, mais 60 dias para o executivo. São quase mil unidades subdivididas em vários blocos e duas tipologias diferentes. Em linhas gerais, as lâminas podem ser implantadas paralelamente às curvas de nível ou de forma perpendicular. A topografia ajuda a verticalizar: como todos os prédios construídos pela prefeitura, os de Elito não têm elevador, e, com acesso pela metade, pode-se construir quatro pavimentos para cima e quatro para baixo. As unidades possuem cerca de 50 metros quadrados e dois dormitórios; podem ser totalmente redivididas, pois os blocos autoportantes delimitam o perímetro de cada uma.&lt;br /&gt;Recente reportagem publicada na Folha de S. Paulo chamou a atenção para a decoração das unidades desse conjunto: alguns têm sanca de gesso e até decoração realizada por profissionais, um processo que o jornal chamou de Favela Cor. A equipe de arquitetos destaca o tipo de janela adotado, que possibilita abrir totalmente o vão. Nem alguns prédios de alto padrão têm esse privilégio, garante Elito. “Uma das críticas que fazem ao nosso projeto é que ele é moderno demais”, conta. Joana, sua filha, argumenta: “Para mim, isso é elogio”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O paradigma do projeto é o S maior ícone moderno do tema: o conjunto do Pedregulho, de Affonso Eduardo Reidy. Essa referência já estava patente na matriz da proposta de Paraisópolis: o Conjunto Pascoal Melantonio e Celso dos Santos, do Projeto Guarapiranga, criado por Elito em parceria com Abrahão Sanovicz, João Honório de Mello Filho e Marcos Carrilho. Entre Guarapiranga e Paraisópolis, a maior diferença é o telhado do primeiro, exigido por Lair Krähenbühl, secretário municipal da Habitação na gestão Paulo Maluf (1993/96). “A população quer telhado”, ele teria dito.&lt;br /&gt;“Nosso trabalho não dá continuidade àquela condição quase medieval”, rebate Elito, sentado à prancheta. “Não acreditamos na hipótese de mimetizar a favela.” Outra crítica que Elito já ouviu a seu projeto em Paraisópolis é em relação à densidade: por que verticalizar a favela? Nesse sentido, é uma resposta à demanda de moradores retirados de áreas de risco. Vejamos os números. Seu conjunto possui densidade maior do que a da favela: os prédios novos apresentam 841 hab/ha, contra a média de 606 na comunidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os prédios em Paraisópolis são agrupados em blocos, cada qual cercado por um gradil. Nesse ponto, a utopia moderna se encontra com a realidade, como no gradil que cerca o Mube. “Tentamos argumentar, deixar tudo aberto, mas pela experiência da secretaria eles acham que não funciona”, diz Elito. O contraste com a favela é intenso. “Se não cercarmos e definirmos as áreas, logo tudo é invadido por comércio, estacionamentos irregulares e até barracos”, argumenta Maria Teresa, enquanto circula pela passarela de acesso do condomínio B, pintado de verde. “E se isso ocorre, não temos como dar posse aos moradores dos apartamentos”, conclui.&lt;br /&gt;Nessa mesma linha, a favela de Heliópolis está ganhando prédios circulares, desenhados por Ruy Ohtake. O arquiteto foi contratado pela secretaria a pedido da comunidade, que com ele mantém um relacionamento estreito. “Conseguimos fazer essa forma - que não tem apartamento de frente nem de fundo - usando o orçamento existente”, contoume Ohtake, enquanto apontava para o conjunto. “Não podemos chamar isso de conjunto habitacional: é condomínio”, postulou, circulando entre a Etec e o centro cultural que desenhou em Heliópolis. “Agora vou fazer a biblioteca”, contou.&lt;br /&gt;Pós-moderno e terceira via?&lt;br /&gt;No outro corner arquitetônico estão os defensores de blocos que reflitam o espírito urbano e valorizem a rua. Em São Paulo, o maior partidário é Hector Vigliecca: “Temos que construir cidades, e não casas”, vive argumentando. Claro que esse debate não é novo: desde o início da década de 1990, os projetos de habitação social no Brasil revelavam essa polarização. Os desenhos de Demetre Anastassakis para o Mutirão São Francisco, em São Paulo e, principalmente, na favela da Maré, no Rio de Janeiro, exemplificam esse tipo de trabalho que se apropria da estética da pobreza, realizada em mutirão: acabamentos de blocos à vista, volumetria que, apesar da ordem geométrica, valorizam arranjos desordenados, telhados inclinados etc. Outra proposta do gênero é a de Paulo Chaves Fernandes, em Belém. Indo mais longe, vamos encontrar essa discussão, que percorre grande parte da produção nacional, muito mais nos corações e mentes dos arquitetos do que nas ações governamentais. Só a respeito do uso de tecnologias distintas para a habitação social, há casos interessantes, como a utilização de madeira (Zanine), taipa (Borsoi) e argamassa armada (Lelé).&lt;br /&gt;O fato novo é a interação internacional, seja acadêmica ou profissional, que traz elementos para a conversa. Do ponto de vista acadêmico, diversas instituições de prestígio, como Harvard e Colúmbia, nos EUA, têm feito exercícios que propõem, entre outras coisas, lajes-jardim sobre a favela ou habitações escalonadas nos morros. Por outro lado, a secretaria paulistana também contratou nomes interessantes da cena internacional. O arquiteto suíço Christian Kerez, por exemplo, radicalizou o conceito de integração saber acadêmico/popular, criando uma proposta para o Jardim Colombo, em Paraisópolis, com blocos que parecem construídos pelos usuários. Também em Paraisópolis, o grupo chileno Elemental - liderado por Alejandro Aravena - apresentou um projeto junto à via Perimetral (que está sendo aberta para ligar a região do estádio do Morumbi à avenida João Dias). Uma espécie de variação verticalizada de seu famoso projeto no Chile: uma “base” é construída com vazios que podem ser usados em ampliações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É melhor entregar uma boa meia-casa do que uma inteira ruim”, é o discurso. O resultado no Chile, após alguns anos, apesar de fora do controle formal dos arquitetos, fascina os projetistas do país, que fazem questão de mostrar o que ocorreu. Certamente, estamos diante de uma espécie de terceira via entre o moderno e o pós-moderno, que estabelece desenho contemporâneo mas permite (e até deseja) intervenções dos usuários. Se para os modernos isso era um crime - lembro-me do famoso exemplo em Casablanca, fruto da aplicação das ideias de Corbusier, com os vazios totalmente ocupados décadas depois -, para os pós-modernos poderia até ser aceito.&lt;br /&gt;Há um ano e meio a Sehab está confeccionando uma espécie de manual de diretrizes de projetos para que os arquitetos e funcionários tenham mais parâmetros para avaliar as propostas. A ideia, apoiada em proposta semelhante desenvolvida pelo espanhol Josep Maria Montaner, contou com a participação em workshops de construtores, arquitetos, assistentes sociais e outros agentes, a fim de recolher dados para formatar o volume, cuja primeira versão deve ser finalizada ainda este ano. Em um desses encontros, em que se abordavam as unidades, Vigliecca questionou: “Não devemos discutir os apartamentos, e sim as cidades”. De bate-pronto, foi rebatido por um colega: “Mas professor, o senhor é do júri do concurso da CDHU!”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse concurso, batizado de Habitação para Todos, alimenta ainda mais o debate. Ele foi promovido pelo governo do estado, que, até o momento, só utiliza projetos-padrão. Com seis categorias, não foi muito concorrido (de sete a 14 equipes participaram em cada categoria), mas revelou trabalhos interessantes, como os das equipes dos jovens Augusto Aneas, Fernão Morato e Guilherme Gambier Ortenblad (Zoom Arquitetos), que venceram na categoria casas escalonadas; Gregory Bousquet, Carolina Bueno, Olivier Raffaelli e Guillaume Sibaud (Triptyque), ganhadores para edifícios de quatro pavimentos; e Lucas Fehr, Mario Figueroa e Daniel Bonilha (Estúdio América), vencedor entre os edifícios de seis e sete pisos.&lt;br /&gt;Resta saber o que o governo do estado vai fazer com esse resultado.&lt;br /&gt;Fonte:Texto de Fernando Serapião&lt;br /&gt;Publicada originalmente em PROJETODESIGN&lt;br /&gt;Edição 369 Novembro de 2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-123727068464192595?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/123727068464192595/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=123727068464192595' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/123727068464192595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/123727068464192595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2011/05/quando-favela-vira-cidade.html' title='Quando a favela vira cidade'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-883760692389954925</id><published>2011-04-12T05:55:00.000-07:00</published><updated>2011-04-12T05:59:11.824-07:00</updated><title type='text'>Palestra IAB/RJ Dominique Gauzin-Müller</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Lnb69GRMm-o/TaRMbAEALuI/AAAAAAAAAfs/wag7-KG81rk/s1600/Dominique.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 118px; height: 119px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Lnb69GRMm-o/TaRMbAEALuI/AAAAAAAAAfs/wag7-KG81rk/s400/Dominique.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5594680663857966818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arquiteta, autora e jornalista francesa vivendo em Stuttgart (Alemanha) há 25 anos, Dominique Gauzin-Müller é apaixonada pela construção em madeira e pela arquitetura ecológica sobre as quais escreveu uns 150 artigos e ensaios, 7 livros e fez muitas conferências. Ela também é redatora-chefe da revista francesa Ecologik dedicada à arquitetura e ao urbanismo sustentáveis.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Interessada nas relações entre arquitetura e sociedade, foi, aliás, a curadora da exposição "Habiter écologique - Quelles architectures pour la ville durable ?"( "Morar ecológico- Que tipo de arquiteturas para uma cidade sustentável ? " em francês) que aconteceu em 2009 na Cité de l'architecture et du patrimoine no Palais de Chaillot em Paris e apresentava em particular exemplos de moradias econômicos em recursos naturais, em matérias-primas e em energia. Essa exposição será apresentada no Museu de Arte moderna de São Paulo a partir do próximo 19 de abril.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A esse propósito, ela examinará também a natureza da arquitetura sustentável durante a conferência, no dia 14 de abril no Instituto dos Arquitetos do Brasil às 18h30, cujo tema será "Arquitetura sustentável: lowtech ou hightech?" Entre low-tech e high-tech, tratará da alternativa que está surgindo: a moradia eco-responsável. Essa conferência estará aberta a todos, tantos aos arquitetos como aos apaixonados por arquitetura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-883760692389954925?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/883760692389954925/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=883760692389954925' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/883760692389954925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/883760692389954925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2011/04/palestra-iabrj-dominique-gauzin-muller.html' title='Palestra IAB/RJ Dominique Gauzin-Müller'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Lnb69GRMm-o/TaRMbAEALuI/AAAAAAAAAfs/wag7-KG81rk/s72-c/Dominique.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-3692710093683667187</id><published>2011-03-28T13:07:00.000-07:00</published><updated>2011-03-28T13:08:16.500-07:00</updated><title type='text'>Livro Gerenciamento do Risco em Habitações precárias</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/--PsYBxKuQxY/TZDqiuzcbnI/AAAAAAAAAfk/VCS1ye1BWmI/s1600/Livro%2BRisco.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5589225019967041138" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/--PsYBxKuQxY/TZDqiuzcbnI/AAAAAAAAAfk/VCS1ye1BWmI/s400/Livro%2BRisco.bmp" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-3692710093683667187?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/3692710093683667187/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=3692710093683667187' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/3692710093683667187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/3692710093683667187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2011/03/livro-gerenciamento-do-risco-em.html' title='Livro Gerenciamento do Risco em Habitações precárias'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/--PsYBxKuQxY/TZDqiuzcbnI/AAAAAAAAAfk/VCS1ye1BWmI/s72-c/Livro%2BRisco.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-2064564152445129932</id><published>2011-03-28T13:05:00.000-07:00</published><updated>2011-03-28T13:07:06.027-07:00</updated><title type='text'>Publicação PROARQ UFRJ</title><content type='html'>Publicação PROARQ UFRJ &lt;a href="http://www.proarq.fau.ufrj.br/site/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=48&amp;amp;Itemid=78"&gt;http://www.proarq.fau.ufrj.br/site/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=48&amp;amp;Itemid=78&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-2064564152445129932?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/2064564152445129932/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=2064564152445129932' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/2064564152445129932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/2064564152445129932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2011/03/publicacao-proarq-ufrj.html' title='Publicação PROARQ UFRJ'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-1567073431319142624</id><published>2011-03-24T13:22:00.000-07:00</published><updated>2011-03-24T13:23:48.156-07:00</updated><title type='text'>Vote Moradia Ideal</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-XJ2jHdWSDAQ/TYuoLjIZmxI/AAAAAAAAAfc/CBda4CxHz3Y/s1600/HUD_ecard_vote_PORT%252BFinal.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 224px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5587744679045733138" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-XJ2jHdWSDAQ/TYuoLjIZmxI/AAAAAAAAAfc/CBda4CxHz3Y/s400/HUD_ecard_vote_PORT%252BFinal.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-1567073431319142624?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/1567073431319142624/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=1567073431319142624' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/1567073431319142624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/1567073431319142624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2011/03/vote-moradia-ideal.html' title='Vote Moradia Ideal'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-XJ2jHdWSDAQ/TYuoLjIZmxI/AAAAAAAAAfc/CBda4CxHz3Y/s72-c/HUD_ecard_vote_PORT%252BFinal.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-8673935995911438816</id><published>2011-03-20T11:45:00.000-07:00</published><updated>2011-03-20T11:47:03.729-07:00</updated><title type='text'>Mapeamentos sócio-culturais</title><content type='html'>Fonte: &lt;a href="http://mapeamentossocioculturais.wordpress.com/about/"&gt;http://mapeamentossocioculturais.wordpress.com/about/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROJETO&lt;br /&gt;Vivemos um processo intenso de culturalização do país, pois cada vez mais a cultura se fortalece como cenário de afirmação da cidadania e do desenvolvimento humano. O debate público demonstra que a qualidade de vida não pode ser vista apenas na ótica do desenvolvimento material, mas como apropriação contínua do patrimônio imaterial pelos cidadãos e criação de rico imaginário a partir da diversidade das culturas.&lt;br /&gt;Aqui a palavra "diversidade" é forte, também território, pois cada vez a diversidade se dá mais por territórios de pertencimento e não por localidade, ou mesmo comunidades específicas.&lt;br /&gt;A diversidade cultural passa a compor estratégias de mudança e de construção de novos paradigmas civilizatórios. Documento da Unesco afirma que tão importante quanto a democracia e as oportunidades econômicas é a diversidade cultural. E falar em promoção da diversidade é reconhecer direitos culturais consagrados como a liberdade de expressão, as oportunidades de diálogo, também o direito à ancestralidade e à invenção; combinar o passado com o presente para inventar o futuro de forma intercultural, dialógica e com encantamento.&lt;br /&gt;No entanto, precisamos escutar para melhor compreender e interrogar a realidade, trazendo a tona novas experiências que possam subsidiar o enriquecimento de práticas, das visões participativas e de mudança, dos processos de criação da cidadania cultural. Nesse sentido, os mapeamentos socioculturais do território compõem um rol de instrumentos de defesa da promoção da diversidade cultural e de construção de políticas públicas a partir das experiências construídas no território.&lt;br /&gt;Desde meados da década de 1990 os mapeamentos culturais têm sido propostas pelo Fórum Intermunicipal de Cultura (FIC), e mais recentemente pelas Conferências Municipais de Cultura de São Paulo e outros Estados,  pelo Seminário Nacional de Políticas Públicas para as Culturas Populares (Brasília, 2005), pela Conferência Nacional de Cultura (Brasília, 2006) e muitos outros mapeamentos localizados em território nacional (Censo Cultural de Santo André e Diagnóstico Cultural de Belo Horizonte) e atualmente pelo Plano Nacional de Cultura. Na América Latina também existem experiências consolidadas de mapeamento sociocultural na Argentina, Colômbia e de redes de arte transformação com presença em movimentos culturais.&lt;br /&gt;Este instrumento procura detectar e entender quem são os atores e quais sãos os saberes e fazeres no universo cultural da localidade, bem como sua presença e capacidade de mudar relações. Realiza um levantamento de atividades, práticas, espaços, eventos, manifestações – institucionalizadas ou não – de grupos e artistas num determinado território. E obtém, assim, uma imagem cartográfica e um banco de dados que poderá mostrar a diversidade cultural local e suas possibilidades; identificar demandas e ofertas existentes em determinada região para um melhor planejamento das políticas culturais, além de poder subsidiar o planejamento de políticas públicas em diversos setores, considerando-se o caráter multidimensional da cultura e, assim , abrir novas possibilidades de ação conjunta e parceria.&lt;br /&gt;Considera-se importante aqui que novos sistemas metodológicos podem ser usados como metodologias de auscultas socioculturais: por exemplo, cartovideografia e auscultas audiovisuais, pois a dinâmica dos coletivos jovens em constante transformação impõe grandes dificuldades aos modelos consolidados de mapeamento sociocultural, baseados apenas na localização e descrição de grupos, espaços e experiências. O processo metodológico deve envolver os atores locais visando a construção do produto final de forma participativa.&lt;br /&gt;Assim, o mapeamento sociocultural pode constituir-se como potencializador das ações culturais no território, sentir a pulsação cultural do contexto, fortalecer o que é visível, revelar aquilo que está oculto para a sociedade, para as políticas públicas e muitas vezes para a própria comunidade. Pode ser um instrumento para ver melhor, auscultar os ruídos interiores, afirmar as vozes locais e, assim, contribuir para a presença desses cenários e atores nos processos identitários da localidade e do país, gerando, além disso, outras modalidades de comunicação política entre os grupos envolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBJETIVOS GERAIS&lt;br /&gt;•  Refletir sobre o papel dos mapeamentos socioculturais na construção da diversidade cultural do território&lt;br /&gt;•  Refletir sobre o papel do mapeamento sociocultural para a efetivação de políticas públicas para a afirmação da cidadania cultural.&lt;br /&gt;OBJETIVOS ESPECÍFICOS&lt;br /&gt;•  Sistematizar experiências de mapeamento sociocultural na Iberoamerica&lt;br /&gt;•  Sistematizar metodologias de mapeamento sociocultural&lt;br /&gt;•  Desenvolver conceitos de mapeamento&lt;br /&gt;•  Aproximar experiências entre o mapeamento no campo cultural e de outros segmentos "não-culturais"&lt;br /&gt;•  Contribuir para o desenvolvimento de uma cultura da diversidade a partir de mapeamentos socioculturais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RESULTADOS&lt;br /&gt;•  Despertar as redes socioculturais e as organizações públicas e privadas para a importância do mapeamento sociocultural como instrumento de afirmação da diversidade cultural&lt;br /&gt;•  Desenvolver conceitos pertinentes a mapeamentos socioculturais como instrumento de política pública&lt;br /&gt;•  Sistematizar experiências e metodologias de mapeamento sociocultural&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://mapeamentossocioculturais.wordpress.com/about/"&gt;http://mapeamentossocioculturais.wordpress.com/about/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-8673935995911438816?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/8673935995911438816/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=8673935995911438816' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/8673935995911438816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/8673935995911438816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2011/03/mapeamentos-socio-culturais.html' title='Mapeamentos sócio-culturais'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-8063844779885433467</id><published>2011-03-17T06:46:00.000-07:00</published><updated>2011-03-17T06:47:01.087-07:00</updated><title type='text'>Fernando Magalhães Chacel nos deixou....</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Paisagismo internacional perde um grande mestre&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Magalhães Chacel nos deixou em pleno domingo de Carnaval. Conhecendo seu espírito brincalhão, chega a soar como ironia. Avesso a elogios e a qualquer forma de louvação, surpreendeu os amigos em viagem no feriadão momesco, inviabilizando comovidas homenagens de corpo presente, ainda que merecidas.. Foi enterrado no Rio de Janeiro no dia seguinte, 7 de março, com uma simplicidade que na certa aprovou, entre parentes e amigos despreparados para o triste evento. Ameaçava chover.&lt;br /&gt;Mestre de várias gerações, apesar de negar qualquer título e de sua reconhecida falta de disciplina acadêmica, contribuiu de forma inestimável para ampliar a concepção do ofício do arquiteto paisagista no Brasil, evitando posturas meramente cosméticas – sem que isso signifique descompromisso com a beleza – e impregnando seus trabalhos com profundo conhecimento de nossa legislação ambiental, de nossas paisagens e das intrincadas relações bióticas envolvidas em seu manejo. Conseguiu transmitir paixão pelas questões ambientais para clientes de formações e intenções diversas, que lhe retribuíram com oportunidades para desenvolver simultaneamente teorias e práticas, aplicadas a cada situação específica, tudo isso embala do com doses de humildade, extremo respeito pela opinião alheia, bom humor e muita vontade de acertar.. Com tal “jeitinho”, conven ceu uma construtora comercial do Rio de Janeiro a implantar e manter com esmero, por 18 anos consecutivos, antes que viesse a cravar a estaca inaugural da primeira edificação, um verdadeiro parque linear de mangue e restinga, totalmente inédito na época e hoje compreendido como objeto único de estudo e exemplo a ser seguido por profissionais de todas as partes do mundo. Também levou o empreendedor de grande condomínio em Búzios, RJ, a abdicar de muitos lotes em favor da manutenção e regeneração de fragmentos de vegetação de restinga, cedendo ainda grande extensão de terra para a formação de um grande lago, resultado da exposição do lençol freático bastante superficial no local. Em paralelo, lutou como nunca pela preservação do último remanescente de floresta paludosa de restinga na Barra da Tijuca e se envolveu de corpo e alma para livrar o Parque do Flamengo da ameaça da implantação de monumental e grotesco complexo comercial.&lt;br /&gt;Suas palestras, tratadas com informalidade e recheadas de comentários inusitados, convertiam-se em concorridas aulas, já que sempre extrapolavam o exemplo demonstrado e instigavam a imaginação e a capacidade criativa da platéia. Ao fim de suas exposições, os profissionais e estudantes presentes sentiam vontade de correr para a prancheta ou computador para rever os conceitos de seus projetos em andamento. Nos últimos anos, Chacel adotou o tema recorrente da ecogênese – conjunto de estudos multidisciplinares que busca a regeneração de áreas degradadas com total respeito às associações vegetais originais de cada ecossistema –, fruto da intensa troca que manteve durante anos com eminentes profissionais de outras áreas, como o botânico Luiz Emygdio de Mello Filho e o geomorfologista Aziz Ab’Sáber.&lt;br /&gt;Por ocasião do 49º Congresso Internacional da IFLA, sediado no Rio de Janeiro em 2009 pela ABAP – Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas, Chacel brilhou como a estrela que era, inaugurando exposição individual de sua obra, participando de sala especial na mostra da ABAP e apresentando novos trabalhos para uma platéia internacional manifestamente extasiada, além de revelar-se exímio sanfoneiro ao se apresentar com sua banda durante o jantar de gala do evento. Quatro dias depois, foi hospitalizado, permanecendo 16 meses afastado das atividades profissionais. Hoje, já faz muita falta para todos nós – afinal, quantas gerações serão necessárias para gerar outro arquiteto paisagista tão completo?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eduardo Barra&lt;br /&gt;Arquiteto&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-8063844779885433467?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/8063844779885433467/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=8063844779885433467' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/8063844779885433467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/8063844779885433467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2011/03/fernando-magalhaes-chacel-nos-deixou.html' title='Fernando Magalhães Chacel nos deixou....'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-3192293191604650429</id><published>2011-02-16T10:05:00.000-08:00</published><updated>2011-02-16T10:07:57.062-08:00</updated><title type='text'>Moradia é um direito humano ...8 de março</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-bNJsBBiyP3Y/TVwSTg2xANI/AAAAAAAAAfU/oIyjtMzdKmY/s1600/cabecalho_boletim_no7_email_pt.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574350565224284370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 52px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-bNJsBBiyP3Y/TVwSTg2xANI/AAAAAAAAAfU/oIyjtMzdKmY/s400/cabecalho_boletim_no7_email_pt.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No dia 8 de março a Relatora Especial para o Direito à Moradia Adequada Raquel Rolnik apresentará ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, quatro relatórios, que são o resultado das missões nos países e das pesquisas temáticas desenvolvidas no ano passado. O relatório temático será sobre as implicações para o direito à moradia dos processos de reconstrução pós-desastres naturais e pós-conflitos. Serão também apresentados os relatórios das missões à Croácia e ao Cazaquistão. Além disso, a Relatora apresentará também o relatório preliminar da missão ao Banco Mundial e uma relação de todas as comunicações enviadas aos países até 20 de dezembro de 2010.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;Ver mais em&gt;&gt;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://sys.jaiminho.com.br/html_version.php?CampaignID=2166&amp;amp;CampaignStatisticsID=1588&amp;amp;Demo=0&amp;amp;EncryptedMemberID=MTk1NzU2NzA0&amp;amp;Email=YW5nZWxvbXYlNDB1b2wuY29tLmJy"&gt;https://sys.jaiminho.com.br/html_version.php?CampaignID=2166&amp;amp;CampaignStatisticsID=1588&amp;amp;Demo=0&amp;amp;EncryptedMemberID=MTk1NzU2NzA0&amp;amp;Email=YW5nZWxvbXYlNDB1b2wuY29tLmJy&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-3192293191604650429?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/3192293191604650429/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=3192293191604650429' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/3192293191604650429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/3192293191604650429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2011/02/moradia-e-um-direito-humano-8-de-marco.html' title='Moradia é um direito humano ...8 de março'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-bNJsBBiyP3Y/TVwSTg2xANI/AAAAAAAAAfU/oIyjtMzdKmY/s72-c/cabecalho_boletim_no7_email_pt.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-6728103935237023787</id><published>2011-01-25T05:01:00.000-08:00</published><updated>2011-01-25T05:03:57.172-08:00</updated><title type='text'>Desastres naturais extremos ..não distinguem grupos sociais</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Desastres naturais extremos já mostraram que não distinguem grupos sociais18/01/2011&lt;br /&gt;Estado de Minas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;OPINIÃO&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tragédias na habitação&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Edésio Fernandes - Jurista e urbanista&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A história é antiga, mas tem se repetido com maior frequência e intensidade: enchentes, deslizamentos, destruição de infraestrutura e construções, e um número crescente de mortes. O volume absurdo de chuvas na região serrana do Rio de Janeiro, causando o maior desastre natural da história do Brasil, se relaciona ao processo de aquecimento global, que afeta outros países. Um tal fenômeno natural causaria devastação em qualquer país. Contudo, há fatores bem brasileiros que explicam o enorme impacto das chuvas e sobretudo o número obsceno de mortes, se comparado com os impactos de desastres em outros países. Ainda se discute o papel da ação humana no aquecimento global, mas não restam dúvidas de que as tragédias brasileiras resultam em grande parte do padrão de ocupação do solo e urbanização do país. Os impactos dos desastres seriam menores se os gestores públicos tivessem uma maior responsabilidade territorial.A presidente Dilma Rousseff declarou com precisão: “Vimos áreas nas quais montanhas nunca tocadas pelo homem se dissolveram. Mas também vimos áreas nas quais a ocupação ilegal causou danos à saúde e à vida das pessoas”. Áreas ocupadas por grupos mais privilegiados foram afetadas, mas o número de mortes foi infinitamente maior nas áreas em que moram pessoas mais pobres. A presidente declarou que “a ocupação de áreas de risco é a regra, e não a exceção, no Brasil”, e perguntou: “Quando não há políticas habitacionais, onde as pessoas que ganham menos de dois salários mínimos vão viver?”. Desde o começo do século 20, a urbanização tem se caracterizado pela falta de políticas fundiárias e habitacionais de interesse social. O planejamento territorial e leis de uso do solo são elitistas, reforçam a estrutura fundiária concentrada, geram altos valores para os proprietários e não reservam áreas centrais para os pobres. Cerca de 5,5 milhões de imóveis vazios ou subutilizados não cumprem uma função social. A presença do Estado com serviços e equipamentos se concentra nas áreas “nobres”. Os mercados imobiliários formais não oferecem lotes/construções para os pobres, e as políticas habitacionais são insuficientes e inadequadas.Cerca de 90% do déficit habitacional de 6 milhões de unidades se concentra nas famílias entre 0 e 3 salários mínimos. Para a maioria da população, o acesso informal a favelas e loteamentos irregulares tem historicamente permitido a muitas pessoas mais e melhores opções de moradia do que os setores estatal e privado juntos. Mesmo com investimentos recordes em infraestrutura e habitação no governo Lula, os recursos do programa Minha casa, minha vida tem chegado com dificuldade aos mais pobres. Sem opções formais de acesso à moradia, resta ocupar áreas excluídas dos mercados formais, de preservação ambiental e/ou públicas, pagando altos preços, inclusive financeiros, para viver em condições precárias e mais vulneráveis aos desastres naturais. Este é um padrão perverso de urbanização de risco e segregação socioespacial, expressão do desenvolvimento especulativo sem compromisso com a sustentabilidade socioambiental.Faltam políticas de saneamento, ações de gestão dos riscos e medidas de prevenção de desastres nos assentamentos informais. Não há políticas curativas consistentes para a sua regularização, nem políticas preventivas suficientes de democratização do acesso ao solo com serviços e à moradia. Não há fiscalização das ações ilegais de ricos e pobres: o clientelismo político se renova à custa da reprodução da informalidade. Se existem recursos, não há projetos técnicos adequados e capacidade de gestão administrativa na escala necessária. Longe de promoverem a reforma urbana, muitas administrações públicas abraçaram a ideologia de mercantilização plena das cidades, a serviço dos interesses de grupos econômicos. A classe média fecha os olhos aos problemas dos pobres, quando não reage de maneira insensível. O discurso ambientalista tem sido utilizado, não para oferecer soluções possíveis, mas para justificar remoções de milhares de famílias sem que opções adequadas lhes sejam oferecidas – assim perpetuando o problema da informalidade. Respostas institucionais pontuais e fragmentadas são dadas na sequência de um desastre, mas são logo abandonadas até a tragédia seguinte.Os pobres são mais diretamente afetados, mas os desastres naturais extremos já mostraram que não distinguem grupos sociais. Sem a articulação de políticas urbanas, fundiárias, habitacionais e ambientais, todos pagaremos mais e mais, direta e indiretamente, pela história de irresponsabilidade territorial: moradores de favelas e loteamentos irregulares, do litoral e de encostas, de centros urbanos e de condomínios exclusivos. Nesse jogo perverso, todos perdemos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-6728103935237023787?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/6728103935237023787/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=6728103935237023787' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/6728103935237023787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/6728103935237023787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2011/01/desastres-naturais-extremos-nao.html' title='Desastres naturais extremos ..não distinguem grupos sociais'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-5166527906118239824</id><published>2011-01-18T08:40:00.000-08:00</published><updated>2011-01-18T08:43:35.458-08:00</updated><title type='text'>Sobre chuva, lama, pedras..arquitetura e urbanismo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TTXCvB4ruuI/AAAAAAAAAfI/7tnZwSOGgbM/s1600/PauloAfonso.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5563567027901938402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 280px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TTXCvB4ruuI/AAAAAAAAAfI/7tnZwSOGgbM/s400/PauloAfonso.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Sobre chuva, lama, pedras, mortes, arquitetura e urbanismo...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Paulo Afonso Rheingantz*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante dos recentes acontecimentos que destruíram e continuam a destruir sonhos e roubaram milhares de vidas de cidadãos de diferentes classes sociais nas cidades serranas do Rio de Janeiro, e diante do silêncio dos arquitetos - especialmente os acadêmicos, em sua maioria de férias (?!) - aos problemas "mundanos", gostaria de compartilhar uma reflexão incômoda que vem martelando minha mente, e que tem a ver com a discussão sobre o papel ativo dos não-humanos no coletivo urbano.&lt;br /&gt;A mensagem foi inspirada em matéria recebida de uma amiga, de autoria do professor titular da Faculdade de Saúde Pública da USP, Paulo Capel Narvai(que não conheço) relacionada com os recentes (e estarrecedores) episódios:&lt;br /&gt;Inicialmente replico texto de Narvai sobre o "indivíduo sem alternativa, que compra e entra onde não pode etc", que se relaciona com as políticas públicas de habitação e ao planejamento (sic) urbano, rural e regional, tratados como “propriedade privada”, "como coisa de particulares... isso de "é meu e ninguém tem nada a ver com isso...".&lt;br /&gt;A seguir, reforço pensamento de Narvai, sobre as "possibilidades" das "pessoas despossuídas (como sentido dado pelo Florestan)", de sua luta pela sobrevivência ... "é mais do que compreensível... as necessidades são imediatas e as decisões são movidas por desejos, vontade de resolver o problema de cada um, de cada família..."(Narvai) questões que, transcendem as necessidades e interesses pessoais ou familiares.&lt;br /&gt;Por sua relevância social, estas questões são (ou deveria ser) de interesse público. As pessoas não se amontoam em lugares insalubres, de risco, porque querem; elas o fazem porque as políticas e ações públicas de habitação e de ocupação e planejamento territorial, em lugar de atender os interesses das gentes, são feitas para atender os interesses econômicos de determinados (e restritos) grupos. Os interesses das pessoas são "coisas aparentemente sem importância, menores...”(Narvai).&lt;br /&gt;O planejamento e a ocupação do solo urbano não atendem aos interesses do coletivo urbano, que reúne atores humanos e não humanos - a esta altura do campeonato, me parede desnecessário argumentar que chuva, a lama e as pedras tem sido, ao lado dos políticos lideranças e moradores e visitantes locais, protagonistas ativos desta “tragédia coletiva”.&lt;br /&gt;O processo de urbanização (ou seria mais apropriado falar de desurbanização?) privilegia os interesses (lucros) de determinados grupos ou setores da sociedade que, em geral, financiam as campanhas dos políticos em troca da aprovação de "leis tolerantes com ocupação de áreas tecnicamente não recomendadas para edificação/habitação" (Narvai) que servem para abastecer os cofres destes grupos. Prevalece a lógica do "já-que-pode-pra-ele-eu-também-quero-também-posso" (Narvai) de especuladores e construtores (alguns são arquitetos) que 'aplicam' parte de seus recursos para "mover vontades, 'quebra-um-galho' aqui outro ali e viabilizam um condomínio no pé-da-serra onde não deveria poder... São os sócios daquela "Construtora" S.A. que, quando não conseguem aprovar leis que viabilizem seus negócios imobiliários, toleram que seus empregados subornem funcionários públicos corruptos para que o negócio se viabilize ..." (Narvai). Se relaciona com um tipo de "capitalismo do cotidiano" que explora e "vende montanhas e mananciais...", que decide as políticas de ocupação territorial e de urbanização. (Narvai)&lt;br /&gt;Fiel às suas raízes profissionais - saúde pública - relembra os esforços que redundaram nas políticas e ações urbanizadoras de sanitaristas, como Oswaldo Cruz e Emilio Rinas, para erradicar os vetores das doenças tropicais que assolavam o Rio de Janeiro - que deveria ser reurbanizado (foram demolidas inúmeras habitações e alargadas ruas e avenidas, consideradas insalubres - e Santos - onde foram construídos canais para drenar a cidade de Santos.&lt;br /&gt;Segue uma pergunta incômoda: será que algum dia os arquitetos e urbanistas terão direito e reconhecimento de voz nestes assuntos? A julgar pelo nosso silêncio, é pouco provável. Nosso silêncio indica uma espécie de 'direito divino superior' que, mais dia menos dia, deve 'cair do céu'.&lt;br /&gt;Enquanto isso, continuamos, do lado do mercado, a densificar e ampliar (ou seria destruir?) nossas cidades, e do lado acadêmico, a produzir belos e consistentes tratados e argumentos. Em comum, o descaso e o desconhecimento sobre as questões das gentes (humanos) e do ambiente (não-humanos). Estes procedimentos me fazem lembrar uma frase cunhada em tom de brincadeira quando cursei o mestrado em conforto ambiental: "a ética é, cada vez mais, uma questão de ótica".&lt;br /&gt;Aqueles que questionam estas práticas são vistos como “chatos” ou “românticos” de dois matizes, não necessariamente excludentes ou contraditórios: ou são socialistas que questionam o sistema, ou são ambientalistas que defendem o mato, os animais, os rios e os lagos, ou são ambos.&lt;br /&gt;A responsabilidade pela destruição dos sonhos, das casas, das vidas de milhares de pessoas e animais e do patrimônio cultural e ambiental das cidades e lugares atingidos, não é um problema individual. Sua solução não se resolve com ações setoriais. Não basta responsabilizar apenas os políticos, como insistem jornais e emissoras de televisão de circulação nacional. Este é um problema que, com maior ou menor parcela, nos atinge a todos, cuja solução implica em rever os dogmas de uma economia feita de números e de lucro; implica em rever os limites do crescimento econômico e do crescimento físico das cidades e da população; implica em rever as bases e fundamentos éticos de nosso sistema educacional; implica ainda, em rever nossa cumplicidade com práticas do tipo "ilegal, e daí?".&lt;br /&gt;Como denunciou Schumacher no final dos anos 60 (O negócio é ser pequeno), "a expansão da economia destrói a beleza das paisagens naturais com edifícios medonhos, polui o ar, envenena os rios e os lagos. Mediante um condicionamento implacável, ela rouba das pessoas o seu senso de beleza, enquanto gradualmente destrói aquilo que há de belo em seu meio ambiente." O Rio de Janeiro, hoje mero arremedo de uma outrora Cidade Maravilhosa, submetido a um processo enfurecido de enfeiamento e de destruição das suas belezas naturais, que são (ou foram) a essência de sua beleza. A verticalização de sua orla marítima se assemelha a um tapume que esconde as suas belas montanhas.&lt;br /&gt;Enquanto não foram modificadas as relações entre os humanos e o ambiente (aqui entendido como o conjunto de animais, plantas, artefatos e natureza), estes problemas tendem a se agravar. A cada ano as tempestades e fenômenos ditos naturais se tornam mais violentos e freqüentes. Dito porque penso se tratar de uma rejeição ao processo de crescimento que resulta de uma relação letal de causa-e-efeito.&lt;br /&gt;Precisamos rever nosso entendimento de um mundo dividido em mente e corpo, interior e exterior, humanos e natureza, bom e mau, material e espiritual, idéias e realidade. Estas questões se misturam em um coletivo que reúne os diferentes sujeitos (humanos e não-humanos) em uma rede complexa e dinâmica de relações auto-implicadas.&lt;br /&gt;Conforme observa a economista verde Hazel Henderson, precisamos reconhecer que as diversas “crises”, inclusive esta calamidade da região serrana do Rio de Janeiro, "estão todas arraigadas na crise maior de nossa percepção estreita e inadequada da realidade", e que "a economia não é uma ciência; é meramente uma política disfarçada". A autora sugere que a 'economia ecológica' terá de "entender como as atividades econômicas estão imersas nos processos cíclicos da natureza e no sistema de valores de uma determinada cultura."&lt;br /&gt;O problema da região serrana do Rio de Janeiro não deve ser entendido como um problema dos “outros” (dos habitantes da região serrana), ou como um problema do sistema de valores da região serrana. É um problema coletivo de escala global que afeta e ameaça a integridade e a vida em escala planetária, decorrente em grande parte da irresponsabilidade dos humanos. Em uma biosfera global interligada, não existe “outro lugar” ou “outros interesses” (Henderson).&lt;br /&gt;Enquanto isso acontece em nossa volta, e enquanto os alcaides do momento se ocupam de obras faraônicas e midiáticas como o novo Museu (projeto de Calatrava), o Porto Maravilha, com a enésima reforma do Maracanã, com as falácias sobre as obras dos jogos olímpicos de 2016, nas escolas de arquitetura seguimos trabalhando com exercícios e temas de projeto tão “importantes e necessários” quanto uma casa de um filósofo em uma ilha deserta - tema que, segundo Abelardo de Souza, justificou a reforma do ensino de arquitetura implantada por Lucio Costa em 1930 ... mudanças, só se um milagre cair do céu e nas mãos certas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Arquiteto Urbanista e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura - PROARQ-FAU/UFRJ &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fonte: &lt;a href="http://paisagemcarioca.ning.com/?xg_source=msg_mes_network"&gt;http://paisagemcarioca.ning.com/?xg_source=msg_mes_network&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-5166527906118239824?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/5166527906118239824/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=5166527906118239824' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/5166527906118239824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/5166527906118239824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2011/01/sobre-chuva-lama-pedrasarquitetura-e.html' title='Sobre chuva, lama, pedras..arquitetura e urbanismo'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TTXCvB4ruuI/AAAAAAAAAfI/7tnZwSOGgbM/s72-c/PauloAfonso.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-2571554447613208734</id><published>2011-01-17T04:18:00.000-08:00</published><updated>2011-01-17T04:20:18.034-08:00</updated><title type='text'>Principais faltas.. projetos intervenções favelas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quais as principais faltas em projetos de intervenção e urbanização de favelas?Colaboração : Giovanny Gerolla&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="TEXT-DECORATION: none" href="http://www.revistaau.com.br/arquitetura-urbanismo/200/artigo191400-1.asp" target="_blank" rel="nofollow"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes, boa intenção sozinha não basta. É preciso estudar as melhores maneiras de fazer com que uma intervenção em bairros com pouca infraestrutura dê frutos, seja usada, seja vista como algo próprio da comunidade, não alheio a ela ou um alienígena em meio a um espaço já precário de opções de cultura, lazer e infraestrutura. E se, por um lado, a questão do dinheiro público bem empregado é vital, por outro, não se pode deixar de pensar nos usuários. E quais, afinal, são os principais problemas encontrados atualmente nas intervenções em favelas? Consultamos arquitetos, urbanistas, governo e a comunidade local para saber quais as principais faltas cometidas por projetos e programas nesses bairros.&lt;br /&gt;Gilson Rodrigue, presidente da associação de moradores de Paraisópolis, São PauloGilson Rodrigues presidente da associação de moradores de Paraisópolis, São Paulo&lt;br /&gt;O que falta é o desenvolvimento de projetos em conjunto com a comunidade, ou seja, a união entre arquitetos projetistas, engenheiros, urbanistas, governo e comunidade. Só o trabalho conjunto resultará no atendimento completo às demandas da população que reside na região beneficiada, reduzindo conflitos e mantendo a maior parte da população na região - ou em regiões próximas que também se beneficiam das melhorias. Na maioria dos casos, projetos são tirados de uma gaveta e executados sem que tenham sido compartilhados ou aceitos pela comunidade. O fato de um projeto ter funcionado bem em uma comunidade também não implica que dará certo noutra, porque cada comunidade tem suas especificidades, e o desenvolvimento de um projeto deve respeitá-las para que tenha sucesso.&lt;br /&gt;Regina Chiaradia, presidente da Associação de Moradores e Amigos de Botafogo - Amab, no Rio de JaneiroRegina Chiaradiapresidente da Associação de Moradores e Amigos de Botafogo - Amab, no Rio de Janeiro&lt;br /&gt;O principal erro da maioria dos projetos de intervenção/urbanização de favelas apresentados pelo poder público é não ouvir a população local, subestimando o conhecimento popular de sua própria realidade. Em segundo lugar, é um erro acreditar que as melhorias urbanísticas, sozinhas, resolverão problemas. É preciso que acompanhem melhorias socioeducacionais que, por sua vez, transformem a realidade local. O tecido social-urbano jamais será rompido e reconstruído se os seus componentes não forem plenamente inseridos numa nova realidade econômica, social e educacional.&lt;br /&gt;Sérgio Magalhães, arquiteto, presidente do IAB-RJSérgio Magalhãesarquiteto, presidente do IAB-RJ&lt;br /&gt;Sob o ponto de vista do desenho urbano, os projetos que vejo são completos e abrangentes - com acessos, traçados de novas ruas, infraestrutura e equipamentos sociais. O que falta, em primeiro lugar, é a garantia de que governos estarão presentes na prestação de serviços públicos de manutenção, conservação e limpeza urbana - itens escassos ou até mesmo inexistentes nas favelas. A integração plena das favelas urbanizadas pressupõe essa presença, uma vez que sua ausência acarreta em ocupação e dominação por grupos marginais, gerando problemas (como a violência do tráfico) que não são solucionáveis com projetos de urbanização. Uma segunda necessidade é que se tenha visão mais ampla de que não é suficiente implantar infraestrutura e equipamentos; é preciso também melhorar a qualidade da habitação popular, em salubridade e condições sanitárias, com assistência técnica, além de aumentar o crédito para que essas melhorias possam surgir.&lt;br /&gt;Jeferson Tavares arquiteto e urbanista, atuou em programas de urbanização de favelas nas regiões Nordeste, Sul e SudesteJeferson Tavaresarquiteto e urbanista, atuou em programas de urbanização de favelas nas regiões Nordeste, Sul e Sudeste&lt;br /&gt;Cerca de 1/3 da população urbana brasileira mora em favelas, segundo a UN-Habitat. E elas não estão em rincões, isoladas. Fazem parte da estrutura urbana e social de nossas cidades. Portanto, estão equivocados os projetos que delimitam perímetros imaginários e desconsideram o território e suas áreas de influência. Os projetos em uma favela devem tomá-la como inserida na cidade, e propor a interface com sua dinâmica. A geografia, as redes de infraestrutura e os usos cotidianos são elementos que integram os espaços da cidade e, portanto, devem ser explorados como qualificadores urbanos dessas áreas. Valorizar o espaço público, tornar o equipamento social uma referência local e explorar a diversidade das tipologias habitacionais são alguns dos exemplos possíveis e desejáveis. Embora os problemas sejam semelhantes em qualquer parte do país, não há uma receita pré-definida, pois as soluções devem dialogar com as particularidades de cada contexto urbano.&lt;br /&gt;Elisabete França, superintendente de habitação popular da cidade de São PauloElisabete França superintendente de habitação popular da cidade de São Paulo&lt;br /&gt;A urbanização de favelas é uma ciência recente. Neste momento, em todos os assentamentos sob intervenção, muito conhecimento é produzido - um know-how que será usado pelas próximas décadas. O trabalho desenvolvido em São Paulo tem chamado a atenção do mundo justamente por sua capacidade de corrigir as faltas do passado, e de inovar. Uma falta considerada grave na urbanização de uma favela certamente é a ausência de participação da comunidade sob intervenção. Não basta ouvi-los como se fossem clientes, mas envolvê-los, chamá-los a compartilhar das principais decisões. Hoje, todas as intervenções dão grande importância à formação do conselho gestor: o assentamento é dividido em setores e, em cada um, é eleito um representante para integrar o conselho. Esse representante tem a função de compartilhar as decisões mais importantes e informar a população da sua área. Urbanizar favelas exige também muita criatividade e vontade de inovar. A Sehab investe na formação de uma boa equipe de arquitetos, em parceria com escritórios renomados e criativos, preparados para desafios e para criar grandes projetos e ideias que redimensionem o conceito de moradia para essas populações. Engana-se quem pensa que a população mais pobre não sabe diferenciar a boa da má arquitetura.&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.revistaau.com.br/arquitetura-urbanismo/200/fato-opiniao-quais-as-principais-faltas-em-projetos-de-191187-1.asp" target="_blank" rel="nofollow"&gt;http://www.revistaau.com.br/arquitetura-urbanismo/200/fato-opiniao-quais-as-principais-faltas-em-projetos-de-191187-1.asp&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-2571554447613208734?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/2571554447613208734/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=2571554447613208734' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/2571554447613208734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/2571554447613208734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2011/01/principais-faltas-projetos-intervencoes.html' title='Principais faltas.. projetos intervenções favelas'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-9000697666900974125</id><published>2011-01-17T04:16:00.000-08:00</published><updated>2011-01-17T04:17:47.384-08:00</updated><title type='text'>Sustentabilidade Habitações Populares</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A opinião do arquiteto inglês Bill Dunster sobre sustentabilidade nas habitações populares e as certificações ambientais de edifícios&lt;br /&gt;&lt;a style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: arial" href="http://www.revistaau.com.br/arquitetura-urbanismo/202/a-opiniao-do-arquiteto-ingles-bill-dunster-sobre-sustentabilidade-nas-206903-1.asp" target="_blank" rel="nofollow"&gt;http://www.revistaau.com.br/arquitetura-urbanismo/202/a-opiniao-do-arquiteto-ingles-bill-dunster-sobre-sustentabilidade-nas-206903-1.asp&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-9000697666900974125?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/9000697666900974125/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=9000697666900974125' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/9000697666900974125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/9000697666900974125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2011/01/sustentabilidade-habitacoes-populares.html' title='Sustentabilidade Habitações Populares'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-3494677505883078350</id><published>2011-01-07T11:51:00.000-08:00</published><updated>2011-07-17T06:44:49.463-07:00</updated><title type='text'>Rambla de Manguinhos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TSdw-IkMK8I/AAAAAAAAAfA/noMbvi0kVIc/s1600/Vista+projetomanguinhos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5559536477765643202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 258px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TSdw-IkMK8I/AAAAAAAAAfA/noMbvi0kVIc/s400/Vista%2Bprojetomanguinhos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TSdw1kmY3eI/AAAAAAAAAe4/-08K7ITgfY8/s1600/Manguinhos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5559536330672233954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 167px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TSdw1kmY3eI/AAAAAAAAAe4/-08K7ITgfY8/s400/Manguinhos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5559536034497729442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 190px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TSdwkVQ4k6I/AAAAAAAAAew/oTiHCQAWg3k/s400/Rambla%2Bmanguinhos2.jpg" border="0" /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TSdwZ3SjLDI/AAAAAAAAAeo/XWaGPGf5jWo/s1600/Manguinhos.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Rambla de Manguinhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La articulación entre "ciudad partida" y sociedad en Río de Janeiro&lt;br /&gt;Por Jorge Mario Jáuregui&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N. de la R.: El texto de esta nota está basado en la presentación de la obra del autor en el Museum of Modern Art de Nueva York.&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.cafedelasciudades.com.ar/planes_arqui_98.htm"&gt;http://www.cafedelasciudades.com.ar/planes_arqui_98.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El proyecto arquitectónico-urbanístico de la Rambla de Manguinhos es concebido como un atractor de convivencialidad, capaz de transformar cualitativamente el lugar: de divisor a conector. Un paseo público semicubierto, vivo las 24 horas del día, jalonado de eventos a sus lados: comercio, servicios, espacios de circulación y de permanencia, jardines, deporte, esparcimiento y arte urbano.&lt;br /&gt;El "arquitecto urbanista" es un hacedor de conexiones en el interior de la ciudad y la sociedad partidas. Busca concebir y materializar pasajes y mediaciones entre lo formal y lo informal. La Rambla de Manguinhos funciona como ese conector socio-espacial a escala urbana, que articula diferencias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La metrópolis contemporánea, en un sentido filosófico, se puede entender como una serie de flujos de la más variada condición: música, pintura, escultura, arquitectura, información; movimiento, tiempo.Este flujo se compone de sucesivas inserciones y se mueve constantemente entre conflictos, compromisos, contaminaciones, interferencias y transformaciones.&lt;br /&gt;Para el filósofo Walter Benjamin, las ciudades son lo plural de la humanidad, una acumulación de existencias y una multiplicación de la existencia misma; un pasado formidable manufacturado como un ensamblaje.&lt;br /&gt;Comprender una ciudad implica develar los misterios de su superficie. Un proyecto urbano debería ser formulado en gran medida poniendo los sentidos a tierra en el sitio, para entender las condiciones bajo las cuales se solicita la intervención. Para absorber el espíritu y las circunstancias de una ciudad debemos ser capaces de leer y capturar sus recuerdos, sus cicatrices, sus tensiones y sus historias. Para Benjamin, la ciudad contemporánea implica la disolución de todos en la totalidad: al mismo tiempo contiene la alegría de todos y la alegría de si misma. In the city, bodies, spirits, and masses are seductively interwoven, a seduction which is both of utilitarian and aesthetic character. En la ciudad, los cuerpos, los espíritus y las masas se entrelazan en una seducción que es tanto de carácter utilitario como estético.&lt;br /&gt;La gran ciudad contemporánea comparte muchos puntos en común con la Polis original. Encarna un conjunto diverso y fragmentado -no solo la aglomeración de un conjunto de personas, sino algo mucho más grande que la suma de sus partes. Tiene la capacidad de iluminar las pasiones. Su ley es la realización de una cierta racionalidad testeada en el tiempo, pero manteniendo ciertas áreas que no siguen los patrones racionales, las zonas de "no-sentido". La ciudad contemporánea demanda experimentación y nuevos conceptos para enfrentar el caos. Exige una nueva definición de lo urbano. Exige nuevas formas de intervención para estimular una nueva conectividad social y física.&lt;br /&gt;Las megaciudades de hoy constituyen el lugar de la vida contemporánea. Este lugar no sólo congrega y une a las personas, sino que también tiene el poder de provocar, desafiar y concretar un potencial oculto. Estas ciudades encarnan los valores de la determinación, la conciencia de un destino común y un sentido de logro para el ciudadano individual. Es en este tejido del entorno construido que los seres humanos, tan diversos en lo individual como homogéneos en su conjunto, se congregan para compartir acciones, experiencias, paisajes y un sentido común de su sitio.&lt;br /&gt;Los proyectos urbanos deben ser capaces de articular esta condición de lugar. Deben actuar como un vínculo entre los ciudadanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoy reconocemos dos condiciones: por un lado la intensificación de ciertos temas urbanos, desde la violencia y la desigualdad entre la ciudad formal e informal hasta la expansión suburbana y el debilitamiento de los centros tradicionales. Por otro lado, reconocemos la inevitable necesidad de la convivencia: dentro del vasto mar de signos que es la gran ciudad contemporánea, tenemos que encontrar nuestra manera de convivir y trabajar juntos. Estas condiciones actuales se manifiestan en &lt;a href="http://www.cafedelasciudades.com.ar/planes_arqui_98.htm#2#2"&gt;tres tipos de espacios urbanos&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;1.Los espacios generados a través de un largo proceso de acumulación y de sustitución, donde algunas piezas arquitectónicas resultan anónimas o genéricas y otras pueden ser identificadas como obra específica de "autores". Cuando la acumulación de funciones e historias alcanzan una cierta masa crítica, constituyen una identidad reconocible. Dentro de estos espacios, la imagen urbana es el resultado de una acción comunitaria que interactúa en un sitio específico, durante un período de tiempo, con necesidades y deseos constantemente redefinidos y negociados. Estos sectores urbanos, identificados como barrios, crean una condición de regularidad estructural que los define como imágenes visuales pertenecientes a la ciudad en su conjunto.&lt;br /&gt;2.Los espacios que escapan al control público (o donde el control público es muy débil) y que ocupan grandes extensiones en las periferias de las ciudades; constituyen espacios de impunidad y están fuera del marco legal y jurídico tradicional de la sociedad. En algunos casos, la acción en estas condicines requiere un cierto grado de "metodología de guerra", o "planificación para desastres", que implica actuar con una muy buena coordinación de las acciones. En estas áreas, el papel del diseño urbano en la determinación de una nueva imagen es crucial, tanto en la redefinición del sentido de lugar como en la mejora de la calidad de vida de los que se ven obligados a vivir allí por ausencia de otras alternativas. El proyecto urbano debe ser de alta calidad; debe dar a estos entornos no planificados una responsabilidad urbana. Urbanizar las periferias y favelas significa forzar el caos a inscribirse en puntos de coherencia y singularidad, con capacidad de producir efectos que alcanzan a la totalidad de las comunidades y sus entornos. Estas piezas de la red urbana (las favelas, que en muchos casos no están siquiera registradas en los planos de la ciudad) representan los aspectos oscuros de la sociedad. Ni siquiera son reconocidas como existentes; son vistas como “no lugares”, simples intervalos, momentos a soportar en el movimiento a través de la ciudad. Sin embargo, también pueden ser vistos como espacios abiertos a nuevas posibilidades para la creatividad, la innovación urbana y la experimentación social. Lugares donde lo que está en proceso y lo que está en devenir (aquello que ocurrirá en el futuro) está en experimentación permanente con las redes profundas de la sociedad y las historias individuales y locales. Estas redes e historias son la fuente principal de todo proyecto. Son el material básico y deben ser incluidos y activados en la articulación de la ciudad. Es aquí donde el proyecto específico encuentra finalmente su relevancia. Es aquí donde el diseño necesita crear una nueva imagen, crear una nueva identidad construida que tenga la posibilidad de generar la galvanización colectiva para cada intervención. En este sentido, creatividad y belleza estética deben ser inseparables, ya que la estética es la disciplina que otorga un significado más allá de la práctica formal de un proyecto.&lt;br /&gt;3. Espacios producidos por voluntad de una gran empresa (sea nacional o multinacional, pública o privada) y que se organizan en torno a diversos temas espaciales, tales como parques de diversiones, ferias internacionales o revitalización artificial de centros históricos. Estos espacios están desconectados (voluntariamente o no) de la estructura urbana; por lo general constituyen lo que podría considerarse "islas de la fantasía" en el archipiélago de la ciudad. En este tipo de espacios, "parques temáticos", los lugares de interés tienden a convertirse en productos básicos (commodities) y la ciudad una ciudad de "franquicias".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoy reconocemos dos condiciones: por un lado la intensificación de ciertos temas urbanos, desde la violencia y la desigualdad entre la ciudad formal e informal hasta la expansión suburbana y el debilitamiento de los centros tradicionales. Por otro lado, reconocemos la inevitable necesidad de la convivencia: dentro del vasto mar de signos que es la gran ciudad contemporánea, tenemos que encontrar nuestra manera de convivir y trabajar juntos. Estas condiciones actuales se manifiestan en &lt;a href="http://www.cafedelasciudades.com.ar/planes_arqui_98.htm#2#2"&gt;tres tipos de espacios urbanos&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;1.Los espacios generados a través de un largo proceso de acumulación y de sustitución, donde algunas piezas arquitectónicas resultan anónimas o genéricas y otras pueden ser identificadas como obra específica de "autores". Cuando la acumulación de funciones e historias alcanzan una cierta masa crítica, constituyen una identidad reconocible. Dentro de estos espacios, la imagen urbana es el resultado de una acción comunitaria que interactúa en un sitio específico, durante un período de tiempo, con necesidades y deseos constantemente redefinidos y negociados. Estos sectores urbanos, identificados como barrios, crean una condición de regularidad estructural que los define como imágenes visuales pertenecientes a la ciudad en su conjunto.&lt;br /&gt;2.Los espacios que escapan al control público (o donde el control público es muy débil) y que ocupan grandes extensiones en las periferias de las ciudades; constituyen espacios de impunidad y están fuera del marco legal y jurídico tradicional de la sociedad. En algunos casos, la acción en estas condicines requiere un cierto grado de "metodología de guerra", o "planificación para desastres", que implica actuar con una muy buena coordinación de las acciones. En estas áreas, el papel del diseño urbano en la determinación de una nueva imagen es crucial, tanto en la redefinición del sentido de lugar como en la mejora de la calidad de vida de los que se ven obligados a vivir allí por ausencia de otras alternativas. El proyecto urbano debe ser de alta calidad; debe dar a estos entornos no planificados una responsabilidad urbana. Urbanizar las periferias y favelas significa forzar el caos a inscribirse en puntos de coherencia y singularidad, con capacidad de producir efectos que alcanzan a la totalidad de las comunidades y sus entornos. Estas piezas de la red urbana (las favelas, que en muchos casos no están siquiera registradas en los planos de la ciudad) representan los aspectos oscuros de la sociedad. Ni siquiera son reconocidas como existentes; son vistas como “no lugares”, simples intervalos, momentos a soportar en el movimiento a través de la ciudad. Sin embargo, también pueden ser vistos como espacios abiertos a nuevas posibilidades para la creatividad, la innovación urbana y la experimentación social. Lugares donde lo que está en proceso y lo que está en devenir (aquello que ocurrirá en el futuro) está en experimentación permanente con las redes profundas de la sociedad y las historias individuales y locales. Estas redes e historias son la fuente principal de todo proyecto. Son el material básico y deben ser incluidos y activados en la articulación de la ciudad. Es aquí donde el proyecto específico encuentra finalmente su relevancia. Es aquí donde el diseño necesita crear una nueva imagen, crear una nueva identidad construida que tenga la posibilidad de generar la galvanización colectiva para cada intervención. En este sentido, creatividad y belleza estética deben ser inseparables, ya que la estética es la disciplina que otorga un significado más allá de la práctica formal de un proyecto.&lt;br /&gt;3. Espacios producidos por voluntad de una gran empresa (sea nacional o multinacional, pública o privada) y que se organizan en torno a diversos temas espaciales, tales como parques de diversiones, ferias internacionales o revitalización artificial de centros históricos. Estos espacios están desconectados (voluntariamente o no) de la estructura urbana; por lo general constituyen lo que podría considerarse "islas de la fantasía" en el archipiélago de la ciudad. En este tipo de espacios, "parques temáticos", los lugares de interés tienden a convertirse en productos básicos (commodities) y la ciudad una ciudad de "franquicias".&lt;br /&gt;Estos tres tipos de espacios tienden a permanecer desarticulados entre sí, manteniendo una distancia en su interacción. No forman "tejido urbano" ni "construyen la ciudad". Pensar en la necesidad de estas conexiones implica reflexionar sobre estrategias de articulación urbana contemporánea. Estas estrategias implican:&lt;br /&gt;1. Favorecer la conectividad de la estructura física y social;&lt;br /&gt;2. Articular la ciudad, la condición urbana y el espacio público a través del proyecto;&lt;br /&gt;3. Respetar el estado de funcionamiento actual del sitio y las inversiones realizadas por cada individuo residente por su propia voluntad a través del tiempo;&lt;br /&gt;4. Crear nuevos espacios de identidad y significado (centralidades) y dar un nuevo potencial a los ya existentes;&lt;br /&gt;5. Lograr la participación comunitaria a partir de "escuchar los deseos", en un sentido psicoanalítico;&lt;br /&gt;6. Sólo desplazar residentes de sus hogares en caso de riesgo grave del medio ambiente, y procurar lo necesario para mantener las redes sociales existentes;&lt;br /&gt;7. Garantizar el acceso adecuado a las viviendas existentes y mejorar las conexiones con las zonas circundantes;&lt;br /&gt;8. Intervenir sobre la densificación del tejido urbano existente para introducir nuevos espacios y edificios, dando un nuevo significado al medio ambiente y a las condiciones sociales y ofreciendo un claro sentido de lugar y pertenencia;&lt;br /&gt;9. Provocar una redefinición radical de la "imagen" del sitio, que va mucho más allá de un simple cambio estético;&lt;br /&gt;10. Combinar la diversidad y la individualidad en un todo coherente, que una la ciudad sin homogeneizarla, buscando la coexistencia de la "ciudad de los flujos" con la "ciudad de los lugares".&lt;br /&gt;Por lo tanto, la articulación de la "ciudad dividida" implica considerar la intersección de los aspectos físicos (urbanos, de infraestructura y medio ambiente), sociales (económicos, culturales y existenciales), ecológicos (ecología mental, la ecología social, y medio ambiente), junto con la seguridad ciudadana y los nuevos temas del sujeto contemporáneo.&lt;br /&gt;A través del &lt;a href="http://www.cafedelasciudades.com.ar/planes_arqui_98.htm#1#1"&gt;Programa Favela-Bairro&lt;/a&gt;, en 1995, los planes de desarrollo urbano para los Complejos de Manguinhos y Alemão en 2004 y el continuo desarrollo de proyectos urbanísticos por parte de la PAC (Programa de Aceleración del Crecimiento del presidente Luiz Inácio “Lula” da Silva), ha sido posible crear una base de referencia para estrategias que incluyen una amplia gama de escalas urbanas. Este conocimiento de conceptos y métodos puede aplicarse a situaciones similares en otros países de América Latina.&lt;br /&gt;¿Cuál es el objetivo de todas estas intervenciones de conexión socio-espacial? Es articular la ciudad dividida y la sociedad, proporcionando una mayor accesibilidad, inversiones en infraestructura, nuevos servicios sociales públicos (tales como hospitales, bibliotecas públicas, escuelas técnicas, centros de generación de trabajo e ingresos y centros juveniles) la revitalización del medio ambiente y la conexión de lo formal y lo informal de las distintas partes de la ciudad, estimulando así la movilización productiva del territorio y la mejora de la calidad de vida de los residentes.&lt;br /&gt;El enfoque proyectual se compone de varias etapas:&lt;br /&gt;Visitas al sitio para comprender el sentido del lugar (genius loci) y las condiciones existentes, a fin de determinar la conveniencia y viabilidad de la propuesta;&lt;br /&gt;"Escucha de los deseos" de los residentes locales (a través del método freudiano de la asociación libre y la atención fluctuante), hablando con diferentes representantes de la comunidad, líderes locales y residentes;&lt;br /&gt;Investigación de las condiciones históricas, culturales, económicas, sociales y ambientales, así como estudios técnicos del sitio;&lt;br /&gt;Imaginar el futuro potencial del sitio;&lt;br /&gt;Establecer diálogos con instituciones involucradas en el área de intervención y sus alrededores;&lt;br /&gt;Considerar aportes interdisciplinarios, incluyendo los campos de educación, salud, transporte, mano de obra, aspectos legales y vivienda;&lt;br /&gt;Formulación de la "trama urbana": definición de los principales temas y objetivos de la intervención, reforzando los puntos focales existentes e introduciendo otros nuevos para lograr una reconfiguración del sentido de lugar.&lt;br /&gt;La participación de los residentes locales se organiza en cuatro etapas:&lt;br /&gt;Reuniones in situ con los representantes del equipo del proyecto, en el inicio del proyecto;&lt;br /&gt;Intercambio de conocimientos locales con representantes de la comunidad, en las primeras etapas del diseño del proyecto;&lt;br /&gt;Asignándoles el rol de inspectores informales y mano de obra durante el proceso de construcción;&lt;br /&gt;Asignándoles el rol de representantes de los intereses de la comunidad en el POUSO (Centro de Orientación Urbana y Social) creado por el gobierno de la ciudad para hacer frente a posibles conflictos después de la finalización del proyecto.&lt;br /&gt;Uno de los principales objetivos de este enfoque proyectual es transformar la necesidad en virtud, lo cual significa maximizar las condiciones y los recursos existentes y la introducción de un nuevo poder del lugar a través de las intervenciones arquitectónicas, urbanísticas y ambientales. Este concepto de aprovechar al máximo los recursos existentes implica hacer lo que es necesario, en un sentido ético, en medio de condiciones adversas. Esta "maximización" nos exige trabajar con consistencia para diseñar proyectos que puedan construir un espacio público exitoso y realizar inversiones pertinentes y eficaces para el bien público.&lt;br /&gt;El psicoanálisis es un instrumento importante para ayudarnos a distinguir los deseos latentes y manifiestos de los habitantes. En un momento dado en el desarrollo del proyecto, es importante y necesario para el arquitecto o arquitecta tomar distancia de los deseos conscientes del usuario. El arquitecto tiene la capacidad y la responsabilidad de proponer un ideal para estirar los límites de la confianza y la imaginación, para ayudar a las personas a descubrir lo que tienen derecho a desear pero no sabían.&lt;br /&gt;El Complejo de Manguinhos está compuesto por diez comunidades informales -favelas- con una población total de 28.000 habitantes sobre 400 hectáreas de tierra urbana. El proyecto afecta a un área más amplia de la zona norte de la ciudad, de 1.400 hectáreas en total, y cruza los principales puntos de acceso a la ciudad de Río de Janeiro. El sitio incluye una importante autopista y otras carreteras principales, un río y una línea de tren. La línea de ferrocarril actúa específicamente como una barrera, dividiendo el área en varios fragmentos desconectados.&lt;br /&gt;Históricamente, el complejo albergó una variedad de usos: viejos parques industriales, instituciones educativas y de investigación, áreas comerciales y una parte de la zona portuaria principal.&lt;br /&gt;Es también el bastión de una de las tres facciones del tráfico de drogas de la ciudad; los barrios del complejo están sujetos a altos niveles de consumo de drogas, delincuencia e incursiones violentas de la policía. Los problemas físicos-territoriales contemplados en el enfoque de arquitectura son síntomas de una realidad con graves problemas sociales.&lt;br /&gt;La propuesta&lt;br /&gt;El principal desafío era reestructurar un área históricamente estigmatizada y ambientalmente degradada con una propuesta que pudiera ser implementada en un período de cuatro años de gobierno. El proyecto de Manguinhos es parte de un programa más amplio del actual gobierno de Luiz Ignácio “Lula” da Silva, conocido como PAC -Programa de Acceleração do Crescimento. Desde 2007, el Gobierno Federal ha tomado control del proceso de urbanización y formalización de los grandes complejos de favelas de Río a través del PAC. Por primera vez, autoridades estatales, federales y municipales están trabajando en conjunto e invierten una cantidad sin precedentes de dinero y recursos en las favelas. El programa de urbanización anterior, conocido como Favela-Barrio, abordó estas cuestiones en una escala de barrio a nivel municipal. PAC representa un proceso de urbanización similar, pero en una escala significativamente mayor. Trabaja en una escala más amplia, en toda la ciudad y con apoyo y financiación federal. Debido a este nivel elevado de inversión, las cuestiones sociales, físicas y ecológicas pueden ser abordadas de manera simultánea, junto con aspectos de policía y seguridad pública. Numerosos programas sociales y de regularización de la tenencia de la tierra corren en paralelo con el proyecto de arquitectura física.&lt;br /&gt;El equipo de arquitectura ha concluido el plan maestro para dos comunidades (Complexo do Alemão y Complexo do Manguinhos) en 2005 y por lo tanto fue seleccionado para realizar los proyectos en el marco del programa PAC, dos años más tarde. En el Complexo do Alemão, la introducción de un sistema de teleférico conectará seis de los morros (colinas). Cada estación incluye elementos de interés social y económico, tales como pequeñas bibliotecas, espacios comerciales, aulas al aire libre y espacios de reunión pública. El proyecto de Manguinhos eleva una peligrosa y segregadora línea de ferrocarril y la transforma en un parque lineal para la recreación y el comercio.&lt;br /&gt;El primer paso en la propuesta para el proyecto de Manguinhos consistió en definir los límites de la zona de intervención y analizar y responder a su complejidad geográfica (la convergencia de un río, una carretera y una vía férrea), topográfica (tratamiento de bordes de los ríos, canales y vertederos) y social (las realidades de la vida en las favelas de Río). El equipo trabajó los barrios adyacentes en términos de accesibilidad, infraestructura y reorganización de los nodos urbanos y centralidades.&lt;br /&gt;Además del plan general de desarrollo, el equipo se centró específicamente en el área alrededor de la avenida Leopoldo Bulhões: un sector conflictivo, conocido como la "Franja de Gaza", donde el ferrocarril divide la zona tanto espacial como socialmente. La propuesta eleva el ferrocarril para unir por debajo los dos barrios divididos con un espacio público lineal. Este paseo público, conocido como la Rambla, crea una fachada urbana a lo largo de una activa avenida principal y un nuevo centro de intercambio de transporte 24 horas que conecta tren, autobús, taxis, mototaxis , camionetas y ciclovías.&lt;br /&gt;El diseño del nuevo paisaje se compone de una serie de quioscos comerciales, áreas de recreación, espacios de encuentro social y vegetación abundante. Este diseño se inspiró en el exitoso Parque Flamengo, un parque lineal frente al mar en Río de Janeiro, diseñado por el arquitecto paisajista Burle Marx. El parque representa los valores de un moderno espacio urbano democrático que actúa como lugar de esparcimiento, recreación y cultura para que todos disfruten. El diseño cuidadoso de la Rambla tuvo en cuenta los potenciales beneficios y los usos de los distintos sectores de la población local: oportunidades de recreación y cultura para niños y familias, comercio y actividades generadoras de ingresos para los trabajadores. Se hizo hincapié en particular en la prestación de actividades alternativas para los jóvenes, demasiado a menudo expuestos a la seducción del narcotráfico (que desgraciadamente genera un gran número de puestos de trabajo en la áreas de ingresos bajos de la ciudad).&lt;br /&gt;Este programa multi-funcional en el proyecto de Manguinhos transforma un sector peligroso y abandonado en un espacio público activo: se trata de convertir el sitio de divisor a conector. El proyecto promueve un tipo de espacio público que tiene el poder de actuar como un articulador social, integrando a los residentes de la favela entre sí y, hacia el exterior, a la ciudad en su conjunto.&lt;br /&gt;Del complejo de Edipo al complejo Manguinhos…&lt;br /&gt;Cuando tratamos de excluir de nosotros algo que queremos expulsar, eso siempre regresa. La existencia de enormes áreas en nuestras ciudades donde los habitantes están excluidos de los beneficios de la urbanidad nos afecta a todos. Hay consecuencias por la exclusión y la expulsión de pedazos de nosotros mismos.&lt;br /&gt;El Complejo de Manguinhos es no sólo una colección de favelas de Río de Janeiro excluidas de la ciudad "formal" de Río de Janeiro, al igual que las otras favelas de la ciudad. También es una parte favelizada -excluida- de cada uno de nosotros. Es parte de un proceso que nos empobrece a todos, tanto a los que se ven obligados a vivir en la favela por falta de otras opciones como a aquellos que viven en la zona "formal" de la ciudad. El Instituto Brasileño de Estudios Sociales (IBASE) realizó un estudio para analizar las relaciones entre el morro (la "colina", sinónimo de favela) y el asfalto (en referencia a la ciudad formal) que reveló que los residentes de la ciudad formal ven a los que viven en las favelas con recelo y los residentes de las favelas ven a los residentes de la ciudad formal como arrogantes.Este fuerte prejuicio se manifiesta en todos los aspectos de la ciudad y mantiene la ilusión del "otro" como enemigo. Se trata de un aspecto de la sociedad construida sobre el miedo. Este miedo es siempre contraproducente y conduce a consecuencias trágicas para todos los involucrados.&lt;br /&gt;El psicoanálisis indica que el amor y el odio son parte integral del ser humano, cuya interacción da lugar a dos resultados que son a la vez los más extraños y los más sublimes: hermosas obras de arte y horribles delitos. Es aquí donde aparece el complejo de Edipo. El Edipo sirve para excluir, interceptar y redirigir las poderosas fuerzas del amor y el odio que nos mueven. El complejo de Edipo actúa como una estructura que prohíbe, que nos coloca a todos en la misma condición debido a nuestra "incompletitud" y mortalidad.&lt;br /&gt;Podemos ampliar nuestro horizonte, reconociendo nuestros propios límites y los de nuestras sociedades, incorporando lo excluido en nuestra vida, en nuestra ciudad y en nuestro mundo. Desde el saneamiento básico para todos a la creación de empleos y todo aquello que significa crear un proceso inclusivo y realmente "sostenible" de la ciudad, la cuestión es siempre la misma: debemos reconocer la reinserción de la humanidad en nosotros a través del reconocimiento del "otro".&lt;br /&gt;El medio ambiente necesita ser humano hacia los seres humanos, y la complejidad humana debe reconocer todos sus complejos y complejidades: desde el complejo de Edipo al complejo de Manguinhos.&lt;br /&gt;JMJ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El autor es arquitecto y responsable de numerosas realizaciones del programa Favela Bairro en Río de Janeiro. Dirige la oficina &lt;a href="http://www.jauregui.arq.br/" target="_blank"&gt;MPU&lt;/a&gt; (Metrópolis Projetos Urbanos).&lt;br /&gt;De su autoría o sobre su obra, ver también en café de las ciudades:&lt;a name="1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Número 12 Entrevista &lt;a href="http://www.cafedelasciudades.com.ar/entrevista12.htm" target="_blank"&gt;"Políticas para construir ciudad, no para hacer casitas"&lt;/a&gt; Jorge Jáuregui y el programa Favela Barrio, de Río de Janeiro. Jorge Jáuregui&lt;br /&gt;Número 19 Tendencias – Política &lt;a href="http://www.cafedelasciudades.com.ar/tendencias_politica19.htm" target="_blank"&gt;Favelas en la ciudad: articular, no separar&lt;/a&gt; Los muros de la vergüenza (II). Jorge Mario Jáuregui&lt;br /&gt;Número 58 Arquitectura de las ciudades (I) &lt;a href="http://www.cafedelasciudades.com.ar/arquitectura_58.htm" target="_blank"&gt;URDIMBRES: la favela es el lugar del puro devenir&lt;/a&gt; Una estrategia de reconquista de la ciudad en la 12 DOCUMENTA de Kassel Jorge Mario Jáuregui&lt;br /&gt;Número 70 Política de las ciudades (I) &lt;a href="http://www.cafedelasciudades.com.ar/politica_70_1.htm" target="_blank"&gt;La urbanización del Barrio Carlos Mugica, de Retiro&lt;/a&gt; Un debate recurrente y la opinión de Jorge Jáuregui Marcelo Corti&lt;br /&gt;Número 76 Arquitectura de las ciudades &lt;a href="http://www.cafedelasciudades.com.ar/arquitectura_76.htm" target="_blank"&gt;“Estamos invadidos por la anarquía urbana y el tiempo está contra nosotros”&lt;/a&gt; El legado del maestro Tomás José Sanabria Entrevista: Jorge Mario Jáuregui&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.cafedelasciudades.com.ar/planes_arqui_98.htm"&gt;http://www.cafedelasciudades.com.ar/planes_arqui_98.htm&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros Jauregui .. Habitação Social e Leitura do Lugar&lt;br /&gt;http://www.jauregui.arq.br/viviendasocial.html&lt;br /&gt;http://www.jauregui.arq.br/leituralugares.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-3494677505883078350?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/3494677505883078350/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=3494677505883078350' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/3494677505883078350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/3494677505883078350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2011/01/rambla-de-manguinhos.html' title='Rambla de Manguinhos'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TSdw-IkMK8I/AAAAAAAAAfA/noMbvi0kVIc/s72-c/Vista%2Bprojetomanguinhos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-2626071723365308704</id><published>2011-01-07T06:27:00.000-08:00</published><updated>2011-01-07T11:51:07.713-08:00</updated><title type='text'>Estratégias de Ação  Áreas de Risco (Rio de Janeiro)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TScjLaLNnFI/AAAAAAAAAeg/iyPibYVSz3c/s1600/image_gallery.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5559450943924051026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 277px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TScjLaLNnFI/AAAAAAAAAeg/iyPibYVSz3c/s400/image_gallery.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Prefeito apresenta estudo inédito nas áreas de risco de deslizamento&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantamento aponta 18 mil imóveis em área de risco e servirá para a Prefeitura fazer intervenções em cada comunidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;06/01/2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prefeito Eduardo Paes apresentou na manhã desta quinta-feira, dia 6, no Centro de Operações Rio, na Cidade Nova, um estudo inédito da Geo-Rio com o mapeamento geotécnico das áreas de alto risco de deslizamento no município. O levantamento feito em 196 comunidades, que foi iniciado depois das chuvas de abril de 2010, aponta que 21 mil imóveis em 117 comunidades estão em áreas consideradas de alto risco. Porém, atualmente, o número de imóveis em situação de risco já foi reduzido para 18 mil, pois a Prefeitura realizou intervenções ou ofereceu moradia segura para as famílias destes 3 mil imóveis ainda durante 2010. Com a conclusão deste estudo, a Prefeitura vai elaborar projetos específicos para cada comunidade com o objetivo de minimizar os riscos de deslizamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas localidades apontadas pelo estudo também já estão recebendo atenção especial da Defesa Civil, que trabalha com 1800 agentes treinados. Além disso, hoje pela manhã o prefeito Eduardo Paes se reuniu com lideranças comunitárias que passarão por treinamento e vão atuar de forma preventiva e estarão prontas para auxiliar os moradores nas situações de chuvas fortes. Do total de comunidades mapeadas, 47 dessas já passaram por obras de contenção de encostas e urbanização em 2010. Parte dos moradores foi reassentada através do Aluguel Social e de unidades do Programa “Minha Casa, Minha Vida”. As obras e o reassentamento atenderam cerca de 3 mil famílias. Para este ano de 2011, 27 comunidades já têm obras prestes a serem iniciadas ou licitadas, beneficiando outras 2.500 moradias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paes ressaltou que o objetivo da Prefeitura é fazer obras de contenção de encostas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O estudo serve para a prefeitura identificar quais são as áreas que precisam de obras de contenção e fazer essas obras necessárias e possíveis e manter as pessoas onde elas moram em condições dignas e seguras. Se pudermos resolver a situação dessas famílias com obras de geotecnia e contenção de encostas, resolveremos. Mas se a obra não for possível, aí sim, estudaremos outras alternativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram mapeadas as encostas do Maciço da Tijuca e adjacências, abrangendo 52 bairros das zonas Norte, Sul, Oeste e Centro da cidade. Ao todo foram vistoriados 1.302 hectares. O estudo utilizou tecnologias modernas, como levantamento a laser do terreno e ortofotos e fotos oblíquas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prefeito explicou ainda a importância deste mapeamento para a cidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nenhuma cidade do Brasil dispõe desse tipo de levantamento. Pela primeira vez fazemos um estudo com detalhe. Hoje temos uma possibilidade de afirmar com precisão quais são as áreas de alto risco na cidade. A Prefeitura inicia agora uma segunda fase de levantamento e estudo no detalhe de todas as possibilidades de obras e contenções. As obras já feitas pela Prefeitura ao longo de 2010 e já iniciadas em 2011 vão nos permitir resolver o problema de 5.500 dessas 21 mil moradias. O que fizemos foi criar um plano de contingência para já nesse verão a gente ter uma capacidade de prevenção muito maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agentes de Saúde atuam em casos de emergências&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos projetos de intervenção que serão elaborados para cada área de risco da cidade, a Defesa Civil preparou um sistema de alerta em comunidades que já está em funcionamento e tem o objetivo de reforçar a atuação em casos de emergências. No ano passado foram treinados 1.800 agentes de saúde do Programa de Saúde da Família, que serão osresponsáveis por coordenar as primeiras ações em situações como chuvas, alagamentos, deslizamentos de encosta e risco de desabamentos.&lt;br /&gt;Esses agentes já estão presentes em 25 das 117 comunidades apontadas no levantamento. Isso significa que 40% das famílias em áreas de alto risco já contam com o reforço desses agentes multiplicadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir da próxima semana, mais 1.200 pessoas, principalmente, líderes comunitários também receberão o treinamento, totalizando cerca de 3 mil profissionais. A proposta é fazer com que todas as comunidades identificadas no mapeamento tenham agentes capacitados no Sistema de Alerta Comunitário. Os profissionais que integram o sistema contam com um meio de comunicação integrado, utilizando aparelhos celulares cedidos pela Prefeitura para a troca de mensagens. Os telefones recebem torpedos com alertas em casos de ocorrências de chuvas e isso permite a comunicação rápida entre todos os integrantes para que estes avisem aos moradores sobre os riscos e os conduzam a pontos seguros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidentes de Associações entram em ação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de apresentar o estudo, o prefeito Eduardo Paes fez uma reunião com os presidentes das Associações de Moradores das comunidades mapeadas para implantação do plano de contingência, que entrará em vigor imediatamente. Eles receberam um relatório fotográfico de sua comunidade, uma cartilha com orientações e um telefone celular que funcionará no mesmo sistema dos Agentes de Saúde. À medida que o programa de Saúde da Família avançar nas comunidades, mais agentes da Defesa Civil serão treinados e estarão atuando de forma preventiva no município.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente da Associação de Moradores do Complexo do Alemão, Vagner Acácio, esteve reunido com o prefeito e falou sobre essa ação da Prefeitura:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A realidade era preocupante quando o tempo mudava. Mas agora teremos uma ligação direta com a Defesa Civil. A partir de agora vamos ter acesso as informações e vamos começar a trabalhar com o propósito de prevenir os acidentes no Alemão. Vamos trabalhar para sanar qualquer tipo de tragédia que possa acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto: Anna Beatriz Cunha&lt;br /&gt;Fotos: J.P.Engelbrecht &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-2626071723365308704?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/2626071723365308704/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=2626071723365308704' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/2626071723365308704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/2626071723365308704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2011/01/estudo-aeas-de-risco-rio-de-janeiro.html' title='Estratégias de Ação  Áreas de Risco (Rio de Janeiro)'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TScjLaLNnFI/AAAAAAAAAeg/iyPibYVSz3c/s72-c/image_gallery.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-5187849469447526869</id><published>2010-12-20T04:38:00.000-08:00</published><updated>2010-12-20T04:40:37.028-08:00</updated><title type='text'>Moradia Ideal - Cidades mais inclusivas e sustentáveis</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TQ9Ot-c0O6I/AAAAAAAAAeU/jUM9qCEF6y4/s1600/Eledmental+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5552743417336052642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 225px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TQ9Ot-c0O6I/AAAAAAAAAeU/jUM9qCEF6y4/s400/Eledmental%2B2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Moradia Ideal&lt;br /&gt;COLABORAÇÃO PARA CIDADES MAIS INCLUSIVAS E SUSTENTÁVEIS&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.changemakers.com/pt-br/moradiassustentaveis"&gt;http://www.changemakers.com/pt-br/moradiassustentaveis&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-5187849469447526869?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/5187849469447526869/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=5187849469447526869' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/5187849469447526869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/5187849469447526869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/12/moradia-ideal-cidades-mais-inclusivas-e.html' title='Moradia Ideal - Cidades mais inclusivas e sustentáveis'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TQ9Ot-c0O6I/AAAAAAAAAeU/jUM9qCEF6y4/s72-c/Eledmental%2B2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-5915658526555326423</id><published>2010-12-20T04:32:00.000-08:00</published><updated>2010-12-20T04:34:58.198-08:00</updated><title type='text'>Revista BLOG - o INFOHABITAR (Associação  Portuguesa)</title><content type='html'>Revista/blog - o Infohabitar - com acesso livre e edição com base semanal de um novo artigo sobre as amplas matérias do habitar, da qualidade de vida, da qualidade arquitectónica e das múltiplas matérias associadas ao espaço urbano e à paisagem.Trata-se de uma publicação exclusivamente na www, associada à actividade do &lt;strong&gt;Grupo Habitar (GH) - Associação Portuguesa&lt;/strong&gt; de Promoção da Qualidade Habitacional, que é uma associação técnica e científica sem fins lucrativos que tem sede no Núcleo de Arquitectura e Urbanismo (NAU) do Departamento de Edifícios (DED) do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) de Lisboa.Como poderão ver na margem da página do Infohabitar, e no respectivo índice interactivo, disponibilizamos já mais de 320 artigos, sobre cerca de 30 sub-temáticas e contamos com cerca de 50 técnicos e investigadores como autores de artigos - também devidamente registados na margem da página.Esta semana na edição n.º 324 do Infohabitar, está disponível um artigo de apresentação ao recente livro de Sérgio Fazenda Rodrigues, intitulado "A Casa dos Sentidos - Crónicas de Arquitectura".&lt;br /&gt;Para aceder a este artigo basta clicar em: &lt;a class="moz-txt-link-freetext" href="http://infohabitar.blogspot.com/"&gt;http://infohabitar.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os melhores cumprimentos, Lisboa e GH/LNEC, em 15 de Dezembro de 2010 António Baptista Coelho Direcção do Grupo Habitar (GH) e Chefe do Núcleo de Arquitectura e Urbanismo (NAU) do LNEC&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-5915658526555326423?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/5915658526555326423/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=5915658526555326423' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/5915658526555326423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/5915658526555326423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/12/revista-blog-o-infohabitar-associacao.html' title='Revista BLOG - o INFOHABITAR (Associação  Portuguesa)'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-7728201482798183537</id><published>2010-12-17T04:52:00.000-08:00</published><updated>2010-12-17T04:54:29.672-08:00</updated><title type='text'>Matérias Habitação Social</title><content type='html'>16/12/2010, 7:48h&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Imóveis abandonados no município Feira de Santana&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Devem ser incorporados ao patrimônio do município&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oito imóveis situados em Feira de Santana foram declarados pelo Governo Municipal como abandonados. Após transcorridos três anos da edição dos decretos, os imóveis serão adquiridos pelo município, conforme a Lei Civil e a Lei Municipal nº 2.986, de 22 de junho de 2009.&lt;br /&gt;Com base na publicação em jornal de edição local nesta quarta-feira (15), a Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária fica autorizada a promover a identificação e cadastro dos imóveis, constando no cadastro a atual situação de uso.&lt;br /&gt;Depois de incorporados ao patrimônio imobiliário do município, os imóveis serão destinados a implantação de programas habitacionais e de regularização fundiária de interesse social. Para reaver os imóveis, o secretário municipal de Serviços Públicos, Luiz Araújo, explica que é preciso limpar e murar o imóvel, construir passeio e executar manutenção constante, além de pagar os impostos.&lt;br /&gt;“Isso deve ser feito imediatamente em todos os imóveis declarados por abandono. Hoje, temos vários imóveis que se encontram nessa situação”, afirma o secretário.&lt;br /&gt;Um dos imóveis declarado por abandono é situado na rua Antônio Torres Coelho, s/n, bairro Santa Mônica, de propriedade de Luiz Fernando da Silva Assis. O segundo decreto, de número 8.136, é referente ao imóvel situado na rua Santo Expedito, s/n, bairro Santa Mônica, do proprietário João José Ferreira de Oliveira.&lt;br /&gt;Também foram declarados abandonados os imóveis situados na rua Antonio Torres Coelho, s/n, bairro Santa Mônica, do proprietário Luiz Fernando da Silva Assis, e o localizado na rua General Mendes Pereira, s/n, bairro Ponto Central, de Pedro Augusto de Santana.&lt;br /&gt;Além desses imóveis, foram declarados ainda um imóvel situado na rua São Cosme e São Damião, s/n, bairro Santa Mônica, de Salim de Cerqueira Gedeão; outro localizado na rua Santo Expedito, s/n, bairro Santa Mônica, do proprietário Osvaldo Pinheiro Requião, e mais um na rua Antonio Torres Coelho, s/n, bairro Santa Mônica.&lt;br /&gt;Em junho deste ano, dois terrenos baldios em situação de irregularidade foram desapropriados pela Prefeitura de Feira de Santana, através da Secretaria Municipal de Serviços Públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.feiradesantana.ba.gov.br/noticia.asp?id=6476" target="_blank" rel="nofollow"&gt;http://www.feiradesantana.ba.gov.br/noticia.asp?id=6476&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Urbanização da Rocinha – Rua 4&lt;br /&gt;O milagre da Rua 4&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra mais importante do PAC da Rocinha está para ser inaugurada este mês: a abertura da Rua 4. Esta localidade só é vista por quem está dentro da Rocinha. Liga a parte média da  Estrada da Gávea ao Caminho do Boiadeiro (São Conrado). Portanto, quem passa fora da comunidade, não tem a visão da nova rua. Da Rua 4 não se via o céu nem se sentia o vento. Era um longo e estreito beco insalubre, formado por um aglomerado de casas e puxadinhos para todos os lados. O local virou foco doenças e registrava o maior índice de tuberculose do município.Ninguém acreditava que seria possível abrir ruas na Rocinha. Num local onde vivem mais de 100 mil pessoas, só havia uma rua por onde passavam ambulâncias, caminhão de lixo, carro dos Bombeiros. Agora, uma outra localidade da favela poderá receber os serviços públicos. Por todos estes motivos, a obra da Rua 4 é simbólica. O desafio de transformar o beco em rua durou dois anos. Moradores e técnicos não sabiam se seria possível. Não havia um modelo nem referência. Todos aprenderam fazendo. E deu certo. É o primeiro passo para que outras vias sejam abertas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;William de Oliveira e Edu Casaes,  fotografaram o dia a dia das obras.&lt;br /&gt;Confira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte : &lt;a href="http://www.andreagouveavieira.com.br/photogallery/photo.php?photogallery_idpk=246&amp;amp;xmlFile=246.xml"&gt;http://www.andreagouveavieira.com.br/photogallery/photo.php?photogallery_idpk=246&amp;amp;xmlFile=246.xml&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-7728201482798183537?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/7728201482798183537/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=7728201482798183537' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/7728201482798183537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/7728201482798183537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/12/materias-habitacao-social.html' title='Matérias Habitação Social'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-3177816943663754928</id><published>2010-12-13T04:21:00.000-08:00</published><updated>2010-12-13T04:26:37.625-08:00</updated><title type='text'>Links Seminário Habitação, Meio  Ambiente ..34 ENSA</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TQYQZ5AJ4wI/AAAAAAAAAeM/3JE4PGAL9do/s1600/ensasitepreto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550141627764957954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 396px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TQYQZ5AJ4wI/AAAAAAAAAeM/3JE4PGAL9do/s400/ensasitepreto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;LINKS PARA BAIXAR AS APRESENTAÇÕES DO VI SEMINARIO&lt;br /&gt;CLÁUDIA SIEBERT&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/document/8WI_ra59/1_PAINEL_-_CLAUDIA_SIEBERT.html"&gt;http://www.4shared.com/document/8WI_ra59/1_PAINEL_-_CLAUDIA_SIEBERT.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;MASSATO KOBIYAMA&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/document/s6EFbnXj/1_PAINEL_-_MASATO_KOBIYAMA.html"&gt;http://www.4shared.com/document/s6EFbnXj/1_PAINEL_-_MASATO_KOBIYAMA.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;RAFAEL SCHADECK&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/document/24JFWsHL/1_PAINEL_-_RAFAEL_SCHADECK.html"&gt;http://www.4shared.com/document/24JFWsHL/1_PAINEL_-_RAFAEL_SCHADECK.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;DEMAH PORTO ALEGRE&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/document/PKVxEspH/2_PAINEL_-_DEMHAB_PORTO_ALEGRE.html"&gt;http://www.4shared.com/document/PKVxEspH/2_PAINEL_-_DEMHAB_PORTO_ALEGRE.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;GUILHERME DALLACOSTA&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/document/Lh2L50Yh/2_PAINEL_-_GUILHERME_DALLACOST.html"&gt;http://www.4shared.com/document/Lh2L50Yh/2_PAINEL_-_GUILHERME_DALLACOST.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;ILDO DA ROSA&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/document/CXYDv0W-/2_PAINEL_-_ILDO_DA_ROSA.html"&gt;http://www.4shared.com/document/CXYDv0W-/2_PAINEL_-_ILDO_DA_ROSA.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;ÂNGELO MARCOS ARRUDA&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/document/yvfykEpC/ABERTURA_-_ANGELO_ARRUDA.html"&gt;http://www.4shared.com/document/yvfykEpC/ABERTURA_-_ANGELO_ARRUDA.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;RAQUEL ROLNIK&lt;br /&gt;&lt;a href="http://rapidshare.com/files/432842521/Raquel_Rolnik_FNA.wmv"&gt;http://rapidshare.com/files/432842521/Raquel_Rolnik_FNA.wmv&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Para baixar o livro "Desastre de 2008 no Vale do Itajaí – Água, gente e política":&lt;a href="http://www.comiteitajai.org.br/dspace/handle/123456789/1116" target="_blank"&gt;http://www.comiteitajai.org.br/dspace/handle/123456789/1116&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;VIDEO APRESENTADO POR CLÁUDIA SIEBERT&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=La4BnpEnTK0" target="_blank"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=La4BnpEnTK0&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;RELATÓRIO DO SEMINÁRIO ANUAL DA FEDERAÇÃO NACIONAL DOS&lt;br /&gt;ARQUITETOS E URBANISTAS - FNA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seminário “Habitação, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável no Brasil” foi realizado no dia 25 de novembro de 2010, das 10h00min as 20h00min, na cidade de Florianópolis – SC na Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina, no Palácio Barriga Verde - Rua Doutor Jorge Luz Fontes, 310.&lt;br /&gt;O evento teve inicio às 9 horas com a realização do credenciamento dos participantes no foyer do auditório principal da Assembléia Legislativa, mesmo local onde foram expostos os trabalhos inscritos através da convocação realizada pela FNA.&lt;br /&gt;A mesa de abertura foi composta pelo Presidente da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas – FNA, Arquiteto e Urbanista, Doutor Em Educação, Ângelo Marcos Arruda; Presidente do Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas de Santa Catarina - SINDARQ-SC, o anfitrião do evento, o Arquiteto e Urbanista Luis Boabaid Reis; a Representante do Conselho das Cidades Sr. Vidal Barbosa e o Superintendente da Caixa Econômica de Florianópolis Sr. Carlos Etor Averbeck.&lt;br /&gt;A abertura, conforme programação em anexo, seria realizada pela Arquiteta e Urbanista Raquel Rolnik, que não pode estar presente ao evento pelo fato de ter assumido a relatoria da Organização das Nações Unidas – ONU – para o direito a moradia adequada, e tendo que ficar a disposição para uma sessão online de uma plenária da ONU no mesmo dia em que foi realizado o seminário, visando responder questionamentos de seu relatório apresentado recentemente. Entretanto enviou um vídeo de dez minutos contendo um resumo de sua apresentação, que foi transmitido para todos os presentes no auditório. Tendo em vista tal fato, o Arquiteto e Urbanista Ângelo Arruda, na condição de presidente da Federação organizadora do evento a substituiu realizando uma apresentação sobre as condições da habitação no Brasil, desastres naturais e abrigos de emergenciais e expôs o documento tese do seminário elaborado pela FNA, sujeito a debate.&lt;br /&gt;Após essa primeira apresentação foi aberto o debate e realizado seus encaminhamentos, encerrando-se assim a primeira parte às 12h30min.&lt;br /&gt;O primeiro painel de debates do período da tarde foi iniciado as 14h00min com o título: “Processo de Urbanização, Mudanças Climáticas e Situação de Vulnerabilidade, Ocorrência De Desastres e Ações em Santa Catarina” a coordenação foi de Berthelina Alves Costa e relatoria de Fárida Mirany de Mira. A primeira palestra foi ministrada pela Prof.ª Dra. Claudia Siebert do Núcleo de Estudos Urbanos e Regionais da Universidade Regional de Blumenau, com o tema: “Urbanização de risco: construindo desastres”.&lt;br /&gt;A segunda palestra foi realizada pelo Dr. Em Engenharia Florestal Masato Kobiyama, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da Universidade Federal de Santa Catarina, com o titulo: “Evolução de desastres hidrológicos no Brasil: Água para sedimentos”.&lt;br /&gt;A terceira e ultima palestra do primeiro painel foi do Engenheiro Civil Rafael Schadeck, coordenador de projetos do CEPED, da Universidade Federal de Santa Catarina. Discursou sobre: “Projetos de Avaliação de Áreas de Risco em SC, parceira entre o DEDC/SC e CEPED UFSC”.&lt;br /&gt;Após o enceramento da ultima palestra foi aberto o debate sobre este primeiro painel com proposições e perguntas dos participantes do seminário e respostas e comentários finais dos palestrantes.&lt;br /&gt;O segundo painel do dia tratava sobre: “Prevenção, Planejamento e Protótipos de Habitação Emergencial” com a coordenação foi de Antonio Menezes Junior e relatoria de Fárida Mirany de Mira. Houve a apresentação de mais três palestras sendo a primeira ministrada pelo Advogado Guilherme Dallacosta, da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável – Diretoria de Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável – DMUC com o tema: “Políticas Públicas para Adaptação às Mudanças Climáticas e o Crescimento das Cidades”.&lt;br /&gt;A segunda palestra foi: "Habitação Social, Sustentável, desenvolvida pelo Departamento Municipal de Habitação - Porto Alegre". A palestra foi ministrada em dupla pelo Arquiteto e Urbanista Fernando Biffignandi, Chefe da Unidade de Projetos Urbanísticos, e da Arquiteta e Urbanista Miriam da Rocha Fernandes, do Grupo de Trabalho Intersecretarias, ambos do Departamento Municipal de Habitação - Porto Alegre (DEMHAB).&lt;br /&gt;E para concluir esse painel a palestra foi do Delegado da Polícia Federal Ildo Raimundo da Rosa, chefe da delegacia de segurança privada de santa Catarina com a palestra: "Defesa Civil, Áreas de Risco e Plano Diretor de Florianópolis". Após a conclusão deste painel, foi realizado um debate sobre o próprio painel e as demais atividades do dia, sendo tomadas as providências e encaminhamentos finais, encerrando-se às 20h00min.&lt;br /&gt;TEXTO TESE&lt;br /&gt;ABERTURA DO VI SEMINARIO NACIONAL HABITAÇÃO, MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE&lt;br /&gt;“O Brasil vem assistindo, atônito, os desastres provocados pelas intensas chuvas que ocorrem em determinados períodos do ano, ocorridas em diversos Estados. As cenas que assistimos e vimos nos jornais e na televisão são chocantes. Em 5 anos, podemos relembrar dos desastres em Santa Catarina, em São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, etc todos provocando grandes danos materiais e perdas de vidas humanas e mais recentemente em Alagoas e Pernambuco.Todos eles deixam rastro de destruição e dor nas pessoas, nas famílias e no povo brasileiro.&lt;br /&gt;A grande imprensa noticiou que as vítimas das chuvas aumentaram de 1,3 milhão para mais de 3 milhões e o total de municípios afetados subiu de 176 para 620 em 5 anos. É muita coisa. Ainda mais quando tomamos conhecimento que ainda existem famílias morando em locais precários, um ano depois de terem sido vítimas de enchentes ou deslizamentos de terra.&lt;br /&gt;No calor das discussões para minimizar os problemas, sempre surgem idéias, palpites e meios de como atuar; no calor das perdas que se contabilizam, o Estado perplexo, fica imobilizado e somente consegue aliados para campanhas visando arrecadar roupas, comida e outras formas de sustentar as famílias desabrigadas. Entretanto, passada a tempestade, quando tudo volta à calmaria, o Estado tende a desaparecer, a imprensa deixa de noticiar e as famílias continuam por lá, em galpões, ginásios esportivos, salas de aula de escolas públicas, igrejas, enfim, tudo menos numa casa. E é sobre esse tema que coloco a discussão.&lt;br /&gt;O edifício para moradia familiar, diferente de um alimento ou roupa ou um colchão, não se encontra nas prateleiras para ser consumido. Ou ele existe ( imóvel vazio ou em construção final) ou ele tem de ser construído e como ainda não inventaram a “casa na prateleira de supermercado” para ser consumida, imediatamente e com rapidez, a humanidade e os gestores públicos, ainda não se deram conta que esse assunto precisa ser discutido.&lt;br /&gt;Se formos pesquisar o tema na rede Web, procurando “habitação de emergência ou habitação para emergência”, vamos encontrar idéias e propostas interessantes, como a que usa containers de navios, que se encontram sem utilização nos diversos portos do mundo e que podem, com readequações, serem utilizados para cumprir determinada finalidade. Ou uma proposta da Prefeitura de Porto Alegre que cede para as famílias desabrigadas, barracos em madeirit de obras, montáveis, com pouco mais de 20 m2 para atender a urgência. Existem idéias de cápsulas metálicas, de trabalhos de conclusão de curso de graduação com painéis montáveis e desmontáveis; casas em aço revestidas de placas com enchimento de lã de rocha, etc.&lt;br /&gt;Todas essas idéias tem um problema em comum: levam um tempo para ficarem pronta, algo em torno de duas a 3 semanas e nesse intervalo de tempo, as famílias sofrem ao se abrigarem em locais coletivos, sem higiene, conforto, salubridade e acima de tudo, dignidade. As perdas materiais somadas às perdas de vidas humanas dessas pessoas, quando colocadas em abrigos provisórios, vivendo de doações, dependendo do Estado e da sociedade, no calor da emergência, são dolorosas e devem ser melhor examinadas por todos que tem condições e capacidade de gestão.&lt;br /&gt;Nós arquitetos e urbanistas brasileiros, temos contribuído pouco com essa discussão. Há uma tendência mundial desse assunto ficar com as Organizações Não Governamentais, onde o Estado é parceiro e com isso, o socorro, quando chega, como no caso do Haiti, vem sempre lento e desprovido de uma política pública de planejamento e de habitação. Sendo assim o quadro, precisamos contribuir com idéias e discussões sobre o assunto, afinal somos os profissionais que pensam a cidade e o edifício.&lt;br /&gt;Na visão da Federação Nacional de Arquitetos e Urbanistas, esse assunto tem de ser tratado como política pública pois ele é recorrente e crescente em diversos locais do país, alguns todo ano e outros que surgem num ano e reaperecem anos depois.&lt;br /&gt;Pensar uma política pública que possa planejar como resolver os pós-desastres e ao mesmo tempo, dialogar com a política urbana para pensar o possível desastre em função das características do assentamento urbano. Claro que uma família sem condições de abrigo quando recorre morar na beira de um rio ou de um córrego, ele será alvo, um dia, se houver previsão de que, naquele local onde ela habita, o rio possa subir seu nível em função de um gráfico de chuvas de 30 anos, que todas as cidades brasileiras dispõem.&lt;br /&gt;Sendo assim, devemos assumir uma discussão nacional sobre o assunto, que paute a ação do planejamento urbano dos municípios, as soluções mais rápidas para a moradia, o papel e as condições de uma Defesa Civil bem diferente da que temos atualmente, do planejamento das ações para socorro das famílias e de uma ação eficaz que controle os locais de risco nas cidades e no campo.&lt;br /&gt;A FNA quer participar da construção dessa política nacional. Nesse Seminario Nacional, aqui em Florianópolis a Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas propõe discutir o assunto e colaborar com propostas. Para nós, arquitetos e urbanistas, esse assunto merece ser colocado no centro de uma discussão que amplie a visão do socorro às vítimas e atue com a visão de planejamento de uma emergência e, para tanto, colocar na mesma mesa os atores de todo o processo, como forma democrática de dar espaço para o debate.&lt;br /&gt;Reinvindicamos que esse assunto deixe de ser tratado como um tema da Defesa Civil e seja ampliado para o planejamento urbano e somente assim, teremos garantias de que a emergência na habitação seja tratada como política de Estado e não como um problema gerado pelas chuvas”.&lt;br /&gt;Fonte : Ângelo Marcos Vieira de Arruda - Presidente da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas-FNA &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-3177816943663754928?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/3177816943663754928/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=3177816943663754928' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/3177816943663754928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/3177816943663754928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/12/links-para-baixar-as-apresentacoes-do.html' title='Links Seminário Habitação, Meio  Ambiente ..34 ENSA'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TQYQZ5AJ4wI/AAAAAAAAAeM/3JE4PGAL9do/s72-c/ensasitepreto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-1375693318397659998</id><published>2010-11-23T04:41:00.001-08:00</published><updated>2010-11-23T04:55:10.620-08:00</updated><title type='text'>Galpões inutilizados  em Manguinhos .Reabilitação</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TOu2o1fc7OI/AAAAAAAAAeE/w0JtosJc3V4/s1600/galpoesbiblioteca.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542724579079548130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 269px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TOu2o1fc7OI/AAAAAAAAAeE/w0JtosJc3V4/s400/galpoesbiblioteca.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Galpões inutilizados, da época em que o Rio de Janeiro era capital federal, cedem espaço a um novo ponto de encontro dos moradores de Manguinhos: uma biblioteca&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.revistaau.com.br/arquitetura-urbanismo/200/novas-historias-191212-1.asp"&gt;http://www.revistaau.com.br/arquitetura-urbanismo/200/novas-historias-191212-1.asp&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Novas páginas se abrem para a população de Manguinhos, zona Norte do Rio de Janeiro, com a recente inauguração da Biblioteca Parque de Manguinhos. "Para mim, biblioteca tem a ver com conhecimento, expansão mental e de espírito. É gratificante ver uma biblioteca no meio da favela", afirma o arquiteto Jorge Mario Jáuregui, do escritório MPU, responsável pelo projeto de reurbanização de Manguinhos, implantado por iniciativa do PAC1. Uma das primeiras providências para viabilizar o projeto foi realizar uma vistoria no local, sempre com o acompanhamento da comunidade e diretores de associações de favelas. "Verificamos que havia um conjunto de edifícios usado para depósito de suprimentos do Exército (Desup), quando o Rio era capital federal, que estava abandonado e poderia ser reaproveitado", declara o arquiteto. Havia vários galpões - um deles era o edifício do Comando Central do Exército e foi transformado em escola profissionalizante. O segundo galpão reciclado foi o da biblioteca-parque. "Esse tipo de programa não existia, foi instaurado pelo PAC urbano tomando como referência as escolas de Medelín, na Colômbia". O galpão, com 2 mil m², teve apenas as paredes externas e o telhado preservados, sendo removidas as poucas divisórias internas, de modo a assegurar-lhe uma continuidade. "Encaixamos o novo sem tocar no antigo; o propósito foi claro: o velho recuperado permanece por fora, mas mostrando o efeito do tempo, enquanto o novo se insere protegido pelo velho. Ou seja, as paredes estão separadas", explica Jáuregui. Esse conceito fica evidente nas paredes vazadas, fechadas com vidro (pois a biblioteca necessita de ar condicionado), o que favorece a entrada de luz natural. O interior é constituído por dois níveis interligados por uma rampa. O piso térreo tem diferentes usos, como sala de leitura, salas técnicas de computação, espaço de consulta, salas de pequenos grupos e de reunião comunitária. No mezanino, estão a sala de leitura privativa, as dependências administrativas e outras salas de reunião. Ambos pavimentos têm 2,80 m de pé-direito, altura permitida pelo telhado original da construção, que foi conservado pelo projeto atual. Ainda será instalado um forro de vidro que proporcionará a visão das telhas tradicionais de barro francesas.Com 3.000 m² construídos (1.800 m² no térreo e 1.200 m² no mezanino), a biblioteca tem um acervo de 25 mil livros, além de outros dois mil reproduzidos para consulta simultânea. Desde que abriu, no início de 2010, já são 2.650 sócios e 2.600 livros emprestados, o que demonstra o grande interesse da comunidade pela leitura."No início, as pessoas não sabiam como se comportar num ambiente de biblioteca; via-se correria e gritos pelos corredores e salas de leitura. Hoje, já estão conscientizados da necessidade do silêncio", relata o arquiteto. O aspecto lúdico fica por conta dos livros instalados no forro com frases alusivas ao tema. A participação da comunidade foi fundamental no projeto de reurbanização de Manguinhos. Foram contratadas 1.800 pessoas para trabalhar na construção de vários projetos já concluídos e outros ainda por serem terminados. Elemento de destaque no conjunto, está prevista a construção de uma rua chamada de Rambla, remetendo à famosa via de Barcelona. Em Manguinhos, como na cidade espanhola, a rua será fechada para o passeio de pedestres. "É espaço de circulação e de permanência, com 1,5 km de extensão, rodeado em todo o percurso por atividades esportivas, comerciais e de recreação, áreas verdes, mobiliário urbano, além de áreas para intercâmbio de diferentes sistemas de transporte", explica o arquiteto. Segundo Jáuregui, "esse passeio será a ligação entre os dois lados das comunidades, divididas pelo muro do trem, por isso chamado de Faixa de Gaza". Também fazem parte da intervenção urbana em Manguinhos o parque aquático, 1.700 unidades habitacionais, escola profissionalizante e uma UPA - Unidade de Pronto Atendimento. Ao lado da biblioteca, aproveitando um antigo silo, haverá um espaço cultural multiuso. "Será uma espécie de Pompidou na favela", entusiasma-se Jáuregui. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;NEW HISTORYNew pages were opened for the Manguinhos, Rio de Janeiro, North zone population, with the recent inauguration of the Biblioteca Parque de Manguinhos (Parque de Manguinhos Library). "A library has a lot to do with knowledge, mental and spiritual expansion. It is gratifying to see a library right in the middle of a slum area", states the architect Jorge Mário Jáuregui, from the MPU studio, responsible for the Manguinhos re-urbanization project. "We verified that there was a complex of buildings used as an Army supplies warehouse (DESUP), since the time when Rio was the federal capital, that was abandoned and could be reused", declares the architect. One of the warehouses became the park library. "This type of program was created based on the Medellín, Colombia, schools". Only the external walls and the roof of the warehouse were preserved, with all the few internal partitions removed, in such a way as to assure continuity. The interior consists of two levels connected by a ramp. Both floors have a height of 2.80 m, allowed by the original roof, which was maintained. With 3,000 m² constructed (1,800 m² on the ground floor and 1,200 m² in the mezzanine), the library has 25 thousand books, besides another two thousand copied for simultaneous consulting. The participation of the community was fundamental in the re-urbanization of Manguinhos. 1,800 persons were hired to work in the construction of a few projects already completed and others still to be finished.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fonte: Revista AU - Novas Histórias&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.revistaau.com.br/arquitetura-urbanismo/200/novas-historias-191212-1.asp"&gt;http://www.revistaau.com.br/arquitetura-urbanismo/200/novas-historias-191212-1.asp&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-1375693318397659998?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/1375693318397659998/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=1375693318397659998' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/1375693318397659998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/1375693318397659998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/11/galpoes-inutilizados-em-manguinhos.html' title='Galpões inutilizados  em Manguinhos .Reabilitação'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TOu2o1fc7OI/AAAAAAAAAeE/w0JtosJc3V4/s72-c/galpoesbiblioteca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-7160444385485757397</id><published>2010-11-11T05:31:00.000-08:00</published><updated>2010-11-11T05:36:03.967-08:00</updated><title type='text'>Transformação de Canal a Céu Aberto na favela de Paraisópolis em espaço público de convivência</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TNvxDdTyDnI/AAAAAAAAAd0/fNhWsrDPTg4/s1600/Favela+Sampa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5538285208491658866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 334px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TNvxDdTyDnI/AAAAAAAAAd0/fNhWsrDPTg4/s400/Favela%2BSampa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;PROJETO URBANO CÓRREGO DO ANTONICO, EM SÃO PAULO &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Link:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://tr2.virtualtarget.com.br/index.dma/DmaClick?1644,46,54659,3323,2b451eb1a85085142d9333ad7be69623,aHR0cDovL3d3dy5jc3B1Ymxpc2hlci5jb20vL2FkbWluLy9wcm9kdXRvcy8vUEFSLy9uZXdzbGV0dGVyLy4uL2FycXVpdGV0dXJhLXVyYmFuaXNtby8yMDAvZGl2aXNvci1kZS1hZ3Vhcy0xOTEyMDEtMS5hc3A/dXRtX3NvdXJjZT1WaXJ0dWFsK1RhcmdldCZ1dG1fbWVkaXVtPWVtYWlsJnV0bV9jb250ZW50PVJldmlzdGErYVUrJTdDJUEwUHJvamV0byZ1dG1fY2FtcGFpZ249TkwrMjAlMkYxMSUyRjIwMTAmdXRtX3Rlcm09YW5nZWxvbXZAdW9sLmNvbS5icg==,2"&gt;PROJETO URBANO CÓRREGO DO ANTONICO, EM SÃO PAULO Arquitetos do escritório MMBB e a Prefeitura de São Paulo transformam canal a céu aberto na favela de Paraisópolis em espaço público de convivência&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Divisor de águas&lt;br /&gt;De problema a fonte de qualidade de vida: como um canal a céu aberto deve adquirir um novo significado e transformar o espaço público&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Simone Sayegh&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo depende das condições meteorológicas. Tempo seco: córregos que passam abaixo das casas nas favelas carregam lixo e esgoto. Chuvas e temporais: os fios de água malcheirosos enchem, e engolem os poucos espaços que sobram, carregam móveis e alguma esperança. Essa condição urbana e esse tipo de relacionamento com a água são típicos dos grandes adensamentos com pouca infraestrutura de saneamento, em favelas por todo o Brasil. Em São Paulo, o Projeto Urbano Córrego do Antonico, localizado em Paraisópolis, segunda maior favela da cidade (são 60 mil habitantes), busca transformar essa relação: fazer com que a água deixe de ser uma vilã, de trazer doenças, de cheirar mal ou de destruir casas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O córrego do Antonico corta uma trama urbana de cerca de 1 km2, e seu projeto de canalização envolveu questões muito mais complexas do que a implantação de soluções técnicas de saneamento. O planejamento envolveu a qualidade de habitação, a vivência e a convivência de todos os moradores - e a água foi tratada como agente transformador dos espaços e da vida urbana da favela, dessa vez, para o bem. Coube ao escritório de arquitetura MMBB resolver essas questões e trazer à caótica ordem estabelecida nesses grandes adensamentos a qualidade urbana possível. O projeto busca alternativas de reconciliação com as águas, que pode ser desfrutada no cotidiano da população. Sua principal premissa baseia-se na transformação do sistema de drenagem em um sistema de promoção de urbanidade nos locais por onde passa. "Esse projeto quer mostrar como o sistema hídrico supercapilar poderia ser menos um elemento de desestruturação e mais um elemento de construção de urbanidade", explica Fernando de Mello Franco, sócio do MMBB ao lado dos arquitetos Marta Moreira e Milton Braga. "A estratégia é articular duas esferas de investigação projetual: a primeira opera sobre a redefinição do paradigma da infraestrutura urbana, e a segunda na construção de formas de imaginário popular atuantes sobre o uso do espaço", conclui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOVO SISTEMA HÍDRICO No Estado de São Paulo, as diretrizes vigentes para a elaboração de novos sistemas de drenagem impedem o tamponamento dos rios e córregos. Assim, para que esse sistema funcione em áreas muito adensadas, onde o custo social de remoção é alto, os engenheiros normalmente rebaixam a lâmina d'água, que fica afastada do chão da cidade e permanece subutilizada na maior parte do tempo. Para solucionar as diferentes vazões (a quantidade de água que passa por segundo em uma tubulação dependendo da época de cheia ou seca) e ainda se enquadrar na lei estadual, a estratégia do projeto do Antonico é distinguir os fluxos. Um será a céu aberto e irá manter na superfície do canal apenas o fluxo de base e as vazões dos regimes de inverno e verão compatíveis. O fluxo das grandes chuvas será direcionado para uma galeria extravasora subterrânea, de maneira a não haver conflitos com o frágil tecido urbano da favela. "Não tem sentido colocar a água violenta das enxurradas em contato com a população, por isso a proposta do desmembramento em dois sistemas", explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para complementar, as águas que fluírem pelo canal aberto recebem sistemas adicionais de limpeza biológica, para mitigar os efeitos da poluição - o que, para os arquitetos, permitirá o contato da população com o novo córrego. "O córrego, uma vez reprogramado, irá se configurar em uma das principais estruturas locais, potencializado por dinâmicas de uso que promovem a construção do domínio público", completa. Para arrematar a ideia do córrego como agente de urbanidade, os espaços livres em torno de seu caminho serão tratados a partir do que se chamou de cultura da praia urbana. "Na praia há um nível de coexistência que preserva o espaço público", acredita Fernando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paralelas ao canal serão geradas faixas livres de largura mínima de 10 m - o que inclui a remoção de 700 unidades habitacionais. O ponto negativo é que, no processo de remoção dessas construções, seriam reveladas paredes de fundo das casas remanescentes. "Não há espaço que sobreviva sendo fundo de qualquer coisa", acredita Fernando. A solução proposta, então, é oferecer uma faixa média de 1,70 m aos moradores dessas edificações lindeiras, para organizarem novos usos - que podem ser desde um novo quarto, uma varanda ou até um pequeno comércio, desde que voltados para o córrego. Essas "novas frentes" irão gerar economias locais ao longo do trajeto do Antonico e se constituem em estratégias de preservação do espaço público. Para complementar, a passagem de veículos será impedida e uma ciclovia será implantada. Essa faixa será o principal eixo de mobilidade interno ao bairro, pois percorre as declividades mais suaves de Paraisópolis, e se estenderá até o encontro com uma linha de metrô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando a população reconhece um valor de domínio público, ela preserva", acreditam os arquitetos. A ideia de praia urbana que conceitua todo o projeto nasceu da observação de uma das mais potentes estruturas espaciais das cidades brasileiras: o calçadão, espaço de mediação entre as áreas destinadas ao ócio e as destinadas à vida habitual da cidade. "O projeto do canal, não mais visto como produção de um artefato técnico, criará uma centralidade linear composta por uma sucessão de espaços privados e públicos, abertos a inúmeras possibilidades de ressignificação por parte da população", conta Fernando. O projeto de paisagismo das faixas será baseado no sistema de reflorestamento e não de ornamentação. As técnicas de reflorestamento selecionam espécies agrupadas por tipos de crescimento e de vida útil. Existem árvores que crescem rápido e têm ciclo de vida curto, e outras de crescimento mais lento, de maior vida útil. São plantadas muitas delas, de maneira massiva, e enquanto as mais rápidas crescem, proporcionam sombra e proteção para as mais lentas, que viverão mais: como a simbiose na floresta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com os arquitetos, a arborização massiva tem três razões distintas: criação de sombras, criação de ambiências e consumo do excesso de hidrogênio produzido pelos lixões, por meio das raízes e folhas. Para permitir esse plantio, a fiação será enterrada - e o que, por um lado, pode exigir um investimento maior da concessionária, por outro evita "gatos" e diminui o prejuízo. "Tudo converge para se fazer direito, onde todo mundo sai ganhando", acredita. O projeto do córrego se insere no Programa de Urbanização de Favelas promovido pela Secretaria Municipal de Habitação de São Paulo. O programa completo abrange obras de infraestrutura urbana, equipamentos sociais e novas habitações.&lt;br /&gt;WATERSHED&lt;br /&gt;It all depends on the meteorological conditions. Dry weather: streams flowing under the slum houses carry garbage and sewage. Rains and storms: the stinking waterways flood, and carry furniture along with some hope. This urban condition is typical of the slums all over Brazil. In São Paulo, the Projeto Urbano Córrego do Antonico (Antonico's Stream Urban Project), in Paraisópolis (the City's second largest slum, with 60 thousand inhabitants), seeks to transform this relationship with water - and the project for the stream flowing through an urban web of approximately 1 km2 was awarded to the MMBB architecture firm.&lt;br /&gt;To solve the varying flows (the water volume is wet or dry depending of the season), the strategy was to separate the flows. One will be in open air and will keep only the basic flow in the surface and the winter and summer regimes compatible. The big rainfalls will be directed to a subterranean draining gallery, to avoid conflicts with the slum's fragile urban fabric. In addition, the water flowing through the open canal will receive a biological cleaning system to mitigate the effects of pollution - which should allow the people to get in contact with the new stream. To enhance the idea of the stream as an agent of urbanity, the spaces around its path will be treated based on the so-called urban beach culture. Parallel to the canal, 10 m-wide free lanes will be built.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:Revista AU /Edição 200/ Novembro /10&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-7160444385485757397?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/7160444385485757397/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=7160444385485757397' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/7160444385485757397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/7160444385485757397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/11/transformacao-de-canal-ceu-aberto-na.html' title='Transformação de Canal a Céu Aberto na favela de Paraisópolis em espaço público de convivência'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TNvxDdTyDnI/AAAAAAAAAd0/fNhWsrDPTg4/s72-c/Favela%2BSampa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-2279776032989526223</id><published>2010-10-29T05:59:00.000-07:00</published><updated>2010-10-29T06:01:32.475-07:00</updated><title type='text'>25 milhões de domicílios inadequados</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Brasil possui 25 milhões de domicílios inadequados para a moradia, diz IBGE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Daniel MilazzoEspecial para o UOL Notícias No Rio de Janeiro&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil ainda registra 25 milhões de domicílios considerados inadequados para a moradia, segundo a pesquisa de Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2010, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (1º). Em 2008, 43% dos domicílios brasileiros não cumpriam todos os critérios do estudo: até dois moradores por dormitório, coleta de lixo direta ou indireta por serviço de limpeza, abastecimento de água por rede geral e esgotamento sanitário por rede coletora ou fossa séptica.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Domicílios particulares adequados para a moradia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1992&lt;br /&gt;2008&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Adequados para a moradia&lt;br /&gt;36,8%&lt;br /&gt;57%&lt;br /&gt;Até 2 moradores por dormitório&lt;br /&gt;66,7%&lt;br /&gt;82,4%&lt;br /&gt;Rede geral de água&lt;br /&gt;73,6%&lt;br /&gt;83,9%&lt;br /&gt;Rede geral de esgoto ou fossa séptica&lt;br /&gt;56,7%&lt;br /&gt;73,2%&lt;br /&gt;Coleta de lixo direta ou indireta&lt;br /&gt;66,6%&lt;br /&gt;87,9%&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa, no entanto, revela que houve avanço na área, já que em 1992 apenas 36,8% dos domicílios particulares atendiam aos requisitos do indicador – em 2008 eram 57%. Houve aumento em todos os critérios, mas as desigualdades regionais ainda são marcantes. Enquanto 72,5% dos domicílios da região Sudeste são considerados adequados, na região Norte eles representam apenas 28,6%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois BrasisA pesquisa do IBGE sugere a existência de “dois Brasis”: um, menos desenvolvido, formado pelas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste (à exceção do Distrito Federal) com índices inferiores à média nacional; e outro com indicadores acima da média, composto pelas regiões Sul e Sudeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, o maior contraste está na região Centro-Oeste. A unidade federativa com o pior indicador é Mato Grosso do Sul (21,1%), enquanto aquela detentora do melhor índice é o Distrito Federal (78,6%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se analisa a taxa de acesso a rede de esgoto ou fossa séptica, o Centro-Oeste é mais uma vez o retrato da desigualdade, visto que o Mato Grosso do Sul figura como o pior Estado nesse critério –apenas 24% de seus domicílios possuem a estrutura– e o Distrito Federal detém o maior percentual do país (96,8%).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Domicílios adequados por regiões do país&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Brasil&lt;br /&gt;57%&lt;br /&gt;Norte&lt;br /&gt;28,6%&lt;br /&gt;Nordeste&lt;br /&gt;40,2%&lt;br /&gt;Centro-Oeste&lt;br /&gt;39,4%&lt;br /&gt;Sudeste&lt;br /&gt;72,5%&lt;br /&gt;Sul&lt;br /&gt;62,3%&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Abastecimento de água&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Segundo o levantamento do IBGE, os menores percentuais de residências com abastecimento de água por rede geral estão concentrados na região Norte, principalmente em Rondônia (42,3%), Pará (49,1%) e Acre (56,8%). Contudo, o estudo ressalta que nessas áreas é maior a proporção de domicílios que se abastecem da água de poços ou nascentes. Em Rondônia, 38,8% das casas usam esse tipo de abastecimento, enquanto no Pará o índice chega a 47,6%.&lt;br /&gt;A média nacional dos domicílios que possuem abastecimento de água por rede geral é de 83,9%. No entanto, a porcentagem de casas que possuem o esgotamento sanitário adequado ainda é inferior (73,2%) e está diretamente associada ao indicador de Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado (DRSAI). Um exemplo disso é o Estado de Alagoas, que possui somente 36,8% de seus domicílios com acesso a rede geral de esgoto ou fossa séptica e registra 497,7 internações hospitalares por DRSAI a cada 100 mil habitantes, índice 61,2% superior à média nacional, que é de 308,7.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-2279776032989526223?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/2279776032989526223/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=2279776032989526223' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/2279776032989526223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/2279776032989526223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/10/25-milhoes-de-domicilios-inadequados.html' title='25 milhões de domicílios inadequados'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-1894495569826943627</id><published>2010-10-28T05:41:00.000-07:00</published><updated>2010-10-28T05:49:59.444-07:00</updated><title type='text'>Cafe de Las Ciudades</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TMlwh4cpABI/AAAAAAAAAds/QKAxTGsfhaQ/s1600/DSC02829.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5533077344591872018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TMlwh4cpABI/AAAAAAAAAds/QKAxTGsfhaQ/s400/DSC02829.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TMlwHBZI1ZI/AAAAAAAAAdk/l8f4Aba0_jE/s1600/Terrenos+INSS+PraÃ§as+UH.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Recomendo:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Café de las Ciudades, Octubre 2010&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cafedelasciudades.com.ar/"&gt;http://www.cafedelasciudades.com.ar/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este número está dedicado especialmente al actual momento que atraviesa la discusión sobre la planificación territorial en la Argentina, en relación a la demanda de una Reforma Urbana y la puesta en conocimiento público de importantes iniciativas del Estado. La Subsecretaría de Planificación Territorial de la Inversión Pública ha formalizado el Plan Estratégico Territorial del Bicentenario; en el mismo acto, el COFEPLAN (Consejo Federal de Planificación y Ordenamiento Territorial) presentó su Anteproyecto de Ley de Ordenamiento Territorial Nacional, que será debatido en foros y talleres a realizarse en los próximos meses en las distintas jurisdicciones. Esta propuesta se suma a otros proyectos ya presentados por las diputadas Augsburger y Belous, respectivamente; son analizados en esta edición por Melinda Maldonado y la propia Silvia Augsburger. El panorama argentino se completa con el análisis del mercado inmobiliario informal del Barrio Carlos Mugica o Villa 31 de Retiro, por Kelly Olmos, los comentarios de dos publicaciones relacionadas al tema: Territorio y Sustentabilidad – El caso de la Provincia de Neuquén, de Ramón Martínez Guarino, y el Manual de urbanismo para asentamientos precarios publicado por la Secretaría de Acción Comunitaria de la FADU-UBA, y las conclusiones (en nuestro café corto) del reciente Seminario sobre Abordajes alternativos para el hábitat y la vivienda en la Provincia de Buenos Aires.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Urbanidad contemporánea  &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;El Indice de Ciudades Globales de Foreign PolicyEntre los negocios y la felicidad, por Marcelo CortiAlguna vez Andrés Borthagaray cuestionaba la validez de este tipo de índices y rankings, cuyos resultados suelen ser más reveladores sobre los sistemas de valores e intereses de quienes los elaboran que de la real calidad de vida de las ciudades consideradas. Borthagaray señalaba por ejemplo la falacia de considerar en una misma balanza casos tan disímiles en cuanto a la vigencia de las libertades individuales como Londres y Singapur. Si bien algunos de los criterios considerados en el Indice de FP pueden ser indicadores indirectos respecto a las vigencias de esos derechos, las libertades y garantías ciudadanas continúan siendo secundarios en la confección de este Indice en particular. Mucho menos hay evidencias sobre performances ambientales, aunque los modelos de huella ecológica constituyen un indicador sumamente confiable en tal sentido, ni aparecen en consideración las expectativas de los trabajadores, de las mujeres o de las diversas minorías que componen una sociedad urbana.&lt;br /&gt;Economía de las ciudadesMercado Informal de Alquileres en las Villas 31 y 31bis (Barrio Padre Carlos Mugica, de Retiro)Y algunas conclusiones sobre calidad de vida y políticas públicas, por Kelly OlmosLo habitual es que la densificación se genere por ausencia de tierras vacantes o “agotamiento de la frontera de expansión”, como denomina Abramo a estos procesos. En conocimiento de que la densificación en las villas de la ciudad ha venido acompañada de un crecimiento de su oferta de unidades en alquiler, nos hemos focalizado en este segmento del mercado informal de vivienda como objeto de investigación. Nuestra hipótesis es que una importante proporción de esa expansión poblacional y densificación, no responde solamente a las conductas históricas: crecimiento vegetativo, ingreso de familiares, nuevas ocupaciones tradicionales de tierra, sino a la existencia de un mercado de alquileres, cuyo dinamismo puede ser explicado por las altas tasas de rentabilidad obtenidas ante la demanda de localización y ello ha impulsado fuertemente las construcciones. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Planes y Política de las ciudades (I)&lt;/strong&gt;Hacia una Ley Nacional de Ordenamiento Territorial: reflexiones a partir de tres propuestas normativasUn análisis crítico de la legislación argentina (X), por Melinda Lis MaldonadoConsideramos que resulta más conveniente utilizar la denominación derechos y deberes de los habitantes, ya que están más vinculados al concepto de derecho a la ciudad. Si sólo se utiliza la denominación “titulares de dominio, poseedores y tenedores” se restringen los derechos y deberes a una relación de éstos con su derecho de propiedad individual, quedando por fuera las relaciones con la ciudad (a transportarse, a disfrutar de los equipamientos públicos, etc.). Estimamos que la mención al “derecho a la ciudad” debe ser expresa como un derecho de los habitantes. También creemos que debe hacerse expresa mención al deber y derecho del Estado de recuperar plusvalías urbanas. Esto tiene dos consecuencias: 1) se tornaría indiscutible que el Estado está facultado para recuperar las plusvalías que genere su acción. 2) como deber constreñiría al Estado a recuperar las plusvalías so pena de incurrir en responsabilidad fiscal.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.cafedelasciudades.com.ar/planes_96_1.htm"&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Planes y Política de las ciudades (II)&lt;/strong&gt;Perspectivas para una ley de suelos y desarrollo urbanoUn análisis crítico de la legislación argentina (XI), por Silvia AugsburgerDebido a esta dificultad, un número cada vez mayor de personas ha tenido que incumplir la ley para tener un lugar en las ciudades, viviendo sin seguridad jurídica de la tenencia, en condiciones precarias, insalubres y peligrosas, generalmente en zonas periféricas o en áreas centrales desprovistas de infraestructura adecuada. Así, el incremento de la informalidad y la exclusión urbana, aún en los años de crecimiento económico sostenido, se evidencian en los numerosos conflictos por la tierra que se suceden en diferentes ciudades de nuestro país. Esta situación refleja lo imprescindible de un marco jurídico que, respetando las potestades provinciales y las autonomías de los municipios, proteja los derechos de los habitantes en relación al suelo y provea de instrumentos que faciliten la promoción de políticas urbanas y de vivienda con un sentido redistributivo.&lt;br /&gt;Planes y Política de las ciudades (III)Territorio y sustentabilidad, por Ramón Martínez GuarinoEl caso de la provincia del Neuquén, por Marcelo CortiLa base conceptual que propone Martínez Guarino es impecable y reitera su apuesta por la “Alta Simplicidad” en los procesos de ordenamiento y gestión territorial. Plantea un reconocimiento (y no una división, “con toda la carga defensiva de los límites”) de las diversas escalas del territorio, que supera la triada de compartimentos estancos municipio-provincia-nación: su serie virtuosa es barrio, ciudad, microregión, provincia, región, nación, región supranacional. La microregión es la escala apropiada de planificación para el desarrollo local e involucra el rol distintivo de la comarca, pequeña unidad urbano-rural, cuya recuperación es la alternativa a la migración obligada a las grandes periferias metropolitanas. Sólido en su planteo técnico, el texto no ignora sin embargo la dimensión política del territorio y postula la coordinación entre la lógica de planificación y gestión vertical-sectorial (vivienda, salud, educación, infraestructuras, transporte) y la lógica horizontal-territorial.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mensajes al caféTerritorios URBANORURARIFICADOS&lt;/strong&gt;, imágenes del Bicentenario chileno (ciudadano y popular), el Parque en Caballito y la Ciudad de las Artes y las Ciencias&lt;br /&gt;Café cortoEncuentros, Jornadas, Seminarios, Congresos: Seminario RedMuni Cuyo 2010 “Políticas Públicas para el Desarrollo Local” – El sol de Brecht en la cara de Benjamín – 2º Encuentro Internacional de Interiorismo y Diseño, en Buenos Aires – Más Ciudad, en Costa Rica – Bienal Iberoamericana de Arquitectura y Urbanismo, en Medellín – Región, Territorio y Normativa, en Mar del Plata – XVII Bienal Panamericana de Arquitectura de Quito – BAQ 2010 – Seminario Internacional de la RII en Mendoza – Reflexiones sobre el sentido de los derechos habitacionales, en Bogotá – VI Jornadas de Sociología de la UNLP Convocatorias y Concursos: Morón busca profesionales – Convocatoria a Disertantes sobre Cambio Climático – Urbe, revista de gestión urbana – Cuadernos de Vivienda y Urbanismo de la Universidad Javeriana – Convocatoria de RIUrb – Revista Iberoamericana de Estudios Municipales Cursos y programas académicos: Gestión y Gobierno Comunal, en Buenos Aires Exposiciones y muestras: Muestra A+A, Desdibujando límites, en el CPAU – 10a edición de la megaexposición Gobierno y Servicios Públicos 2010 Noticias y publicaciones: Abordajes alternativos para el hábitat y la vivienda en la provincia de Buenos Aires – Todorov en Barcelona Metrópolis – La Biblioteca Digital Mundial de la UNESCO – Aldo Ferrer en el Foro Metropolitano – La era del bufón, por Vargas Llosa&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-1894495569826943627?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/1894495569826943627/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=1894495569826943627' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/1894495569826943627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/1894495569826943627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/10/cafe-de-las-ciudades.html' title='Cafe de Las Ciudades'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TMlwh4cpABI/AAAAAAAAAds/QKAxTGsfhaQ/s72-c/DSC02829.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-7853611180794722319</id><published>2010-10-24T08:46:00.000-07:00</published><updated>2010-10-24T08:46:44.641-07:00</updated><title type='text'>Ponto Cine - Diálogos com o cinema "5x Favela"</title><content type='html'>&lt;object style="BACKGROUND-IMAGE: url(http://i2.ytimg.com/vi/U8fIYBX1Jlo/hqdefault.jpg)" width="480" height="295"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/U8fIYBX1Jlo?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed 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rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/10/ponto-cine-dialogos-com-o-cinema-5x.html' title='Ponto Cine - Diálogos com o cinema &quot;5x Favela&quot;'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-4178046141238200708</id><published>2010-10-21T06:15:00.000-07:00</published><updated>2010-10-21T06:21:33.517-07:00</updated><title type='text'>Novas Alternativas e Arquiteto de Família ( Links interessantes)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TMA92A0d8tI/AAAAAAAAAdc/lzx516prZZA/s1600/FACHADA+LIVRAMENTO6769.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530488340553265874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 265px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TMA92A0d8tI/AAAAAAAAAdc/lzx516prZZA/s400/FACHADA+LIVRAMENTO6769.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; Programa Novas Alternativas&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;( SMH/PCRJ)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.sinduscon-rio.com.br/SMH_INVENTARIOS.asp"&gt;http://www.sinduscon-rio.com.br/SMH_INVENTARIOS.asp&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Exposição do Projeto Arquiteto de Família, no dia 10 de setembro no IVB.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.clubedareforma.com.br/noticias/68/DEBATE+SOBRE+ASSISTENCIA+TECNICA+INTEGRA+EXPOSICAO+EM+NITEROI.aspx"&gt;http://www.clubedareforma.com.br/noticias/68/DEBATE+SOBRE+ASSISTENCIA+TECNICA+INTEGRA+EXPOSICAO+EM+NITEROI.aspx&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-4178046141238200708?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/4178046141238200708/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=4178046141238200708' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/4178046141238200708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/4178046141238200708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/10/novas-alternativas-e-arquiteto-de.html' title='Novas Alternativas e Arquiteto de Família ( Links interessantes)'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TMA92A0d8tI/AAAAAAAAAdc/lzx516prZZA/s72-c/FACHADA+LIVRAMENTO6769.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-6315508112012585553</id><published>2010-10-14T06:28:00.001-07:00</published><updated>2010-10-22T09:26:58.483-07:00</updated><title type='text'>Morar Carioca</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TLcFxDfQIEI/AAAAAAAAAdU/i444PtxjoJg/s1600/LogoMorarCarioca.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5527893407928688706" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 278px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TLcFxDfQIEI/AAAAAAAAAdU/i444PtxjoJg/s400/LogoMorarCarioca.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Link: Reportagem&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/document/pub?id=1z2WOSc8cV_beEBw4-UAVbH1kg-6uVDzli3fz8ZiwisQ"&gt;https://docs.google.com/document/pub?id=1z2WOSc8cV_beEBw4-UAVbH1kg-6uVDzli3fz8ZiwisQ&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Prefeitura lança obras de R$ 32,3 milhões do Morar Carioca na Colônia Juliano Moreira&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Haverá intervenções de urbanização e infraestrutura, além da construção de 160 unidades habitacionais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13/10/2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Secretaria Municipal de Habitação publica hoje, no Diário Oficial do Município, o edital das obras do Programa Morar Carioca na Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá. Nesta etapa, com investimento de R$ 32.388.299,69, haverá intervenções de urbanização e infraestrutura nas comunidades Vale do Ipê, Vila Arco-Íris e Área Verde, além da construção de 160 unidades habitacionais para reassentamento. O pacote de obras inclui, também, a construção do Espaço de Desenvolvimento Infantil (EDI) Leila Diniz; a abertura de um Posto de Orientação Urbanística e Social (Pouso); a implantação de mais de 10 mil metros quadrados de áreas de lazer e reflorestamento de espaços degradados. As ações alcançarão uma área de 279.620,45 metros quadrados, beneficiando 5.550 moradores em 1.387 domicílios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.rio.rj.gov.br/web/guest/exibeconteudo?article-id=1205664"&gt;http://www.rio.rj.gov.br/web/guest/exibeconteudo?article-id=1205664&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-6315508112012585553?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/6315508112012585553/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=6315508112012585553' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/6315508112012585553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/6315508112012585553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/10/prefeitura-lanca-obras-de-r-323-milhoes.html' title='Morar Carioca'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TLcFxDfQIEI/AAAAAAAAAdU/i444PtxjoJg/s72-c/LogoMorarCarioca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-1591894431638818279</id><published>2010-10-13T06:41:00.000-07:00</published><updated>2010-10-13T06:42:57.841-07:00</updated><title type='text'>Conflitos Urbanos Habitação e Meio Ambiente</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Orçados em R$ 4,4 bilhões, parques lineares removerão mais de 20 mil famílias em SP&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Guilherme Balza Do UOL Notícias Em São Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Operação Urbana Águas Espraiadas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;As obras da Operação Urbana Águas Espraiadas e do Parque Linear Várzeas do Tietê removerão mais de 20 mil famílias de suas casas nos próximos anos, segundo estimativa do governo. Juntos, os dois projetos estão orçados em R$ 4,4 bilhões e devem ser inaugurados até 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil.&lt;br /&gt;Apesar do grande número de desapropriações e do custo elevado das obras, lideranças comunitárias e o defensor público Carlos Loureiro denunciam a falta de planos de habitação mais detalhados e transparentes que indiquem qual será o destino das famílias que serão atingidas, na sua maioria de comunidades carentes.&lt;br /&gt;As constantes alterações no projeto Operação Urbana Águas Espraiadas (leia no box abaixo) e as indefinições em torno da obra, que prevê a extensão da avenida Jornalista Roberto Marinho até a rodovia dos Imigrantes por meio de um túnel e a construção de um parque linear na superfície, preocupam as mais de 10 mil famílias que devem ter os imóveis desapropriados.&lt;br /&gt;Entenda a Operação Urbana Água Espraiada&lt;br /&gt;A avenida Jornalista Roberto Marinho (antiga avenida Águas Espraiadas) foi inaugurada em 1995 na gestão do prefeito Paulo Maluf, com indícios de superfaturamento. Com custo total de R$ 840 milhões, a avenida foi considerada a mais cara do mundo na época. O prolongamento da avenida até a rodovia dos Imigrantes estava previsto no projeto original, aprovado quando Jânio Quadros era prefeito (1986-1989).&lt;br /&gt;O objetivo da extensão até a Imigrantes é desafogar o tráfego da avenida dos Bandeirantes --uma das vias mais congestionadas da capital-- e revitalizar, por meio de um parque linear, a região em torno do córrego Água Espraiada, repleta de favelas. Em 2002, na gestão de Marta Suplicy, foi aprovado o projeto de prolongamento da avenida, segundo o qual a extensão seria feita por uma via de superfície de aproximadamente 3 km e um túnel de 400 m, ao custo de R$ 900 milhões.&lt;br /&gt;No ano passado, contudo, o prefeito Gilberto Kassab alterou o projeto original, determinando que o prolongamento fosse feito por um túnel com cerca de 2,4 km e a construção de um parque linear na superfície, que contaria também com uma via para carros nas margens, ciclovias e equipamentos de lazer. A proposta de Kassab prevê ainda que, por sobre o parque, seja construído o monotrilho que ligará o Jabaquara ao Morumbi. Com as alterações, o custo da obra triplicou para R$ 2,7 bilhão, verba que a prefeitura pretende financiar pelo venda de títulos imobiliários (Cepac).&lt;br /&gt;Em julho deste ano, o Tribunal de Contas do Município (TCM) embargou a obra, que já havia sido licitada, alegando alteração no projeto original e insuficiência de recursos, além de mais de 60 irregularidades. O TCM determinou a correção de 17 irregularidades para que o contrato com as construtoras que venceram a licitação seja homologado e a obra comece a ser tocada. Uma das exigências é que seja aprovada na Câmara Municipal uma lei que altere o projeto original e que contenha as modificações que foram feitas.&lt;br /&gt;O projeto de prolongamento da via foi aprovado em 2002, na gestão de Marta Suplicy (PT), mas previa um túnel menor, com apenas 400 metros. A ampliação do túnel para 2,4 km e a implantação do parque linear foram mudanças aprovadas pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM).&lt;br /&gt;A auxiliar administrativa Priscila Soares, moradora da Vila Facchini, afirma que cerca de 2.000 famílias não seriam atingidas pelo projeto anterior e terão que ser removidas da região se as alterações forem mantidas. “Nenhum morador foi consultado sobre as mudanças. Está tudo muito obscuro. Ninguém falou para nós como serão as indenizações”, afirma Soares, que integra um movimento de proprietários de imóveis e comerciantes contrários às mudanças aprovadas na gestão de Kassab.&lt;br /&gt;Além das famílias que foram pegas de surpresa com a possibilidade de desapropriação, há outras 8.556 que moram em 16 favelas da região e já foram cadastradas pela Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) para serem reassentadas em áreas próximas da região ou para receberem auxílio-aluguel no valor de R$ 300 mensais até que as moradias que integram a obra fiquem prontas.&lt;br /&gt;O defensor público Carlos Loureiro, que acompanha a situação das famílias afetadas, afirma que a construção das moradias já deveria ter começado antes mesmo do início da obra. Segundo ele, não há um plano habitacional claro para as famílias que perderão suas casas. “Já existem áreas desapropriadas, mas os empreendimentos [habitacionais] sequer começaram. Não dá para saber se os terrenos [destinados aos reassentamentos] serão suficientes para receber os moradores”, diz.&lt;br /&gt;Loureiro teme que se repita o que ocorreu durante o processo de construção do trecho que já existe da avenida Jornalista Roberto Marinho, quando cerca de 50 mil moradores de favelas que existiam no local desde a década de 70 foram retirados e, grande parte deles, acabaram indo morar em áreas de proteção ambiental do extremo sul da capital.&lt;br /&gt;“Existia um complexo de favelas que foi removido, de forma agressiva, para regiões de mananciais na periferia. Isso é uma prova de que o próprio poder público falha ao desrespeitar direitos básicos. É preciso tomar cuidado para que isso não se repita”, afirma.&lt;br /&gt;Procurada pela reportagem do UOL Notícias desde a quarta-feira (6), a Sehab afirmou que todas as famílias que comprovaram que moram na região atingida receberão unidades habitacionais ou outra forma de compensação, como o auxílio-aluguel no valor de R$ 300, mas a remoção das famílias, mas não apresentaram plano para realocação dos moradores&lt;br /&gt;Além de melhorar o trânsito, a expansão da avenida integra um projeto de valorização da região do Brooklin, do qual também fizeram parte a construção da ponte estaiada Octavio Frias de Oliveira, inaugurada em 2008, e a retirada dos barracos da favela do Jardim Edith, na avenida Engenheiro Luiz Carlos Berrini, no início do ano passado.&lt;br /&gt;Parque Linear Várzeas do Tietê&lt;br /&gt;Com custo total de R$ 1,7 bilhões, o Parque Linear Várzeas do Tietê será o maior parque linear do mundo, com 75 quilômetros de extensão e 107 km² de área, segundo o governo do Estado. O parque ocupa toda a várzea do rio Tietê, entre o bairro da Penha, na capital, até o município de Salesópolis, onde fica a nascente do rio, passando pelos municípios de Guarulhos, Itaquaquecetuba, Poá, Suzano, Mogi das Cruzes e Biritiba-Mirim.&lt;br /&gt;Imagens do Parque Linear Várzeas do Tietê&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dividida em três etapas, a obra prevê a construção de uma avenida (Via Parque) e de uma ciclovia dentro do parque, além da instalação de 33 centros de lazer e a recuperação das matas ciliares. A conclusão da primeira etapa está prevista para 2014, quando 48 quilômetros da Via Parque e da ciclovia devem ser entregues, além de quatro núcleos de lazer com 15 campos de futebol e 14 quadras poliesportivas. Os recursos para a obra virão de empréstimos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) --R$ 1,3 bilhão-- e do orçamento do governo do Estado --R$ 377 milhões.&lt;br /&gt;Um dos objetivos do projeto é reduzir as enchentes na marginal Tietê e valorizar a região, que fica às margens da rodovia Ayrton Senna, entre o Aeroporto Internacional de Guarulhos e o futuro estádio do Corinthians, provável sede paulista na Copa do Mundo, em Itaquera. Na área da várzea também estão a USP Leste, os centros de treinamento do Corinthians e da Portuguesa, além de empresas e indústrias.&lt;br /&gt;Apesar do investimento vultoso e do tamanho da obra, as famílias que vivem em comunidades carentes da região, e serão removidas, não foram consultadas sobre a implantação do parque e muitas não sabem para onde irão, segundo o líder comunitário Oswaldo Ribeiro, morador da Vila Itaim, presidente da Ação Cultural Afro Leste Organizada (Acaleo). “Pegaram nós de surpresa. Com um projeto de tamanha proporção, a comunidade no mínimo tinha que ser consultada”, diz. “As famílias foram morar ali há mais de 40 anos, quando ainda não era Área de Proteção Ambiental (APA)”, afirma.&lt;br /&gt;Os números de famílias desapropriadas divergem: enquanto a Sehab fala em 10.191 famílias, a Secretaria de Saneamento e Energia do Estado reduz a estimativa para 7.500. De acordo com Ribeiro, também não há uma proposta habitacional para o conjunto dos moradores, embora o BID exija isso de contrapartida social para o empréstimo dos recursos. “Inventam um parque linear sem uma política habitacional. Na prática isso é expulsar as pessoas para os bolsões mais miseráveis”, diz.&lt;br /&gt;A Sehab, por sua vez, disse que mais de 4.000 famílias que já foram removidas do local receberam ou ainda estão recebendo parcelas de auxílio-aluguel no valor de R$ 300 por mês ou então foram transferidas para apartamentos do CDHU. Entre essas famílias estão 338 que foram atingidas, no final do ano passado e no início deste ano, pelas enchentes no Jardim Romano, bairro que ficou alagado por mais de 70 dias por conta do transbordamento do rio Tietê.&lt;br /&gt;A secretaria não informou o destino 6.000 famílias restantes que foram cadastradas. “A prefeitura disse que compraria terrenos em bairros da zona leste para distribuir às famílias, mas até agora isso não aconteceu”, afirma Ribeiro.&lt;br /&gt;Ainda de acordo com o líder comunitário, a população da várzea do Tietê, em geral, não é contra o parque, mas também gostaria de ser beneficiada pela obra. “Não somos contra o meio ambiente. Se o meio ambiente conseguir enxergar o ser humano como parte dele, é positivo. Eles falam tanto do meio ambiente, mas não inserem o ser humano nesse processo”, diz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-1591894431638818279?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/1591894431638818279/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=1591894431638818279' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/1591894431638818279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/1591894431638818279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/10/conflitos-urbanos-habitacao-e-meio.html' title='Conflitos Urbanos Habitação e Meio Ambiente'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-2053635356961398363</id><published>2010-10-13T06:25:00.000-07:00</published><updated>2010-10-13T06:40:57.483-07:00</updated><title type='text'>Governo do Estado elabora Plano Estadual de Transporte</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Governo do Rio de Janeiro elabora novo plano estadual de transportes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://jornal.ofluminense.com.br/editorias/cidades/governo-do-rio-de-janeiro-elabora-plano-estadual-de-transportes"&gt;http://jornal.ofluminense.com.br/editorias/cidades/governo-do-rio-de-janeiro-elabora-plano-estadual-de-transportes&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-2053635356961398363?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/2053635356961398363/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=2053635356961398363' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/2053635356961398363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/2053635356961398363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/10/governo-do-estado-elabora-plano.html' title='Governo do Estado elabora Plano Estadual de Transporte'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-3739315610549347152</id><published>2010-10-06T08:24:00.000-07:00</published><updated>2010-10-06T08:28:29.353-07:00</updated><title type='text'>Qualidade no Projeto de Edifícios</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TKyU1mP-6FI/AAAAAAAAAdM/PVRSkb7mPY4/s1600/lIVRO+qUALIDADE+NO+pROJETO+DE+eDIFÃCIOS.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5524954491398318162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 229px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TKyU1mP-6FI/AAAAAAAAAdM/PVRSkb7mPY4/s400/lIVRO+qUALIDADE+NO+pROJETO+DE+eDIF%C3%8DCIOS.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Sobre o livro:  As cidades e os seus edifícios representam o habitat do homem contemporâneo e têm enormes e multivariadas implicações na qualidade de vida das pessoas. Assim, o projeto e a avaliação de projetos em arquitetura e engenharia são estratégicos para aprimorar a qualidade do ambiente construído. O processo de projeto e sua gestão constituem também as etapas nas quais as tecnologias e as soluções são concebidas, desenvolvidas e avaliadas, com repercussões em todas as demais etapas do ciclo de vida do ambiente construído, tais como: a construção, o uso e a operação, a manutenção, bem como a requalificação ou descarte das edificações. O processo de projeto contemporâneo desnvolve empreendimentos cada vez mais complexos, exigindo soluções projetuais e tecnológicas mais elaboradas e multidisciplinares, avaliadas e aprimoradas continuamente. Neste contexto, o livro Qualidade no Projeto de Edifícios discute a atuação de projetistas e construtores durante o ciclo de concepção, projeto, acompanhamento de execução e uso, considerando diversos agentes intervenientes em cada etapa e os usuários e suas necessidades. O livro Qualidade no Projeto de Edifícios é promovido pela Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído através do Grupo de Trabalho de qualidade do projeto, e traz como conteúdo as principais discussões dos pesquisadores convidados para o 1º Simpósio Brasileiro de Qualidade do Projeto no Ambiente Construído realizado em São Carlos, SP em novembro de 2009. Esta obra conta com treze capítulos desenvolvidos por importantes pesquisadores da área e está estruturada em três grandes temas: qualidade do projeto e percepção do usuário; tecnologia da informação e qualidade do projeto ; qualidade do projeto, meio urbano e a habitação social . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sumário:  SOBRE A ANTAC Francisco Ferreira Cardoso&lt;br /&gt;PREFÁCIO - Doris Kowaltowski&lt;br /&gt;INTRODUÇÃO Márcio Minto Fabricio, Sheila Walbe Ornstein&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TEMA 1 - QUALIDADE DO PROJETO E PERCEPÇÂO DO USUÁRIOConceitos de qualidade no projeto de edifícios - Márcio Minto Fabricio, Sheila Walbe Ornstein e Silvio Burrattino MelhadoArquitetura centrada no usuário ou no cliente: uma reflexão sobre a qualidade do projeto - Mônica Santos SalgadoArquitetura centrada no usuário - gestão de requisitos no processo de projeto - Luciana Inês Gomes MironElementos do processo projetual como fonte de stress ambiental – explorando aspectos que podem influenciar a relação usuário-ambiente - Gleice Azambuja ElaliAbordagem experiencial, qualidade do projeto, qualidade do lugar e cultura na atualidade - Paulo Afonso Rheingantz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TEMA 2 - TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E QUALIDADE DO PROJETOLógica fuzzy e suas aplicações na avaliação do ambiente construído – Odair Barbosa de MoraesTendências da colaboração em arquitetura, engenharia, construção – Marcus Vinícius Granadeiro Corrêa e Regina Coeli RuschelBuilding information modeling para projetistas - Regina Coeli Ruschel, Paulo Roberto Pereira Andery, Silvio Romero Fonseca Motta, Ana Cecília Nascimento Rocha Veiga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TEMA 3 - QUALIDADE DO PROJETO, MEIO URBANO E A HABITAÇÃO SOCIAL&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Edificações e espaços urbanos- percepção, cognição e métodos de avaliação - Antônio Tarcísio da Luz ReisGestão de espaços coletivos em his -  negação das necessidades básicas dos usuários e a qualidade do cotidiano e do habitat - Nirce Saffer MedvedovskiAvaliação, valor e habitação de interesse social - Miguel Antôno BuzzarCidade e habitação de interesse social - António Baptista Coelho Edição: RIMA / ANTACISBN: 978-85-7656-186-6 Brochura 16,0 x 22,9 cm261 páginas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-3739315610549347152?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/3739315610549347152/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=3739315610549347152' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/3739315610549347152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/3739315610549347152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/10/qualidade-no-projeto-de-edificios.html' title='Qualidade no Projeto de Edifícios'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TKyU1mP-6FI/AAAAAAAAAdM/PVRSkb7mPY4/s72-c/lIVRO+qUALIDADE+NO+pROJETO+DE+eDIF%C3%8DCIOS.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-1412487086123413992</id><published>2010-10-06T07:27:00.000-07:00</published><updated>2010-10-06T07:35:21.413-07:00</updated><title type='text'>Indice de Bem Estar Urbano ( iBEU) Brasil</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TKyH-j7T3uI/AAAAAAAAAdE/0ktGFPc3dDQ/s1600/Premio+Caixa+2006x.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5524940351742402274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 247px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TKyH-j7T3uI/AAAAAAAAAdE/0ktGFPc3dDQ/s400/Premio+Caixa+2006x.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Observatório das Metrópoles divulga, pela primeira vez, o Índice de Bem-Estar Urbano das Regiões Metropolitanas do Brasil (iBEU). A característica principal do iBEU é avaliar as condições de vida associadas à moradia e ao acesso aos serviços urbanos básicos nas regiões metropolitanas brasileiras. A avaliação das condições de bem-estar urbano torna-se importante no momento em o país tem experimentado melhoria das condições individuais de vida, como vários estudos têm apontado, decorrentes dos efeitos da distribuição da renda traduzidos no aumento do consumo mercantil de bens e serviços e à redução da pobreza absoluta e relativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preocupação foi saber se a melhoria das condições individuais de vida têm sido acompanhada por melhora das condições coletivas de bem-estar, principalmente àquelas relacionadas ao abastecimento de água, esgotamento sanitário, mobilidade urbana, entre outros aspectos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tendência geral constada do iBEU foi o da melhoria ao longo da primeira década do século XXI – período de 2001 a 2009 –, apesar de apresentar pequenas oscilações para baixo, nos anos de 2005 e 2008, de acordo com dados da PNAD utilizados para elaboração desse índice. Não obstante esse resultado, os indicadores que compõem o iBEU possuem comportamentos diferentes, no mesmo período analisado, o que possibilita uma análise mais apurada do que tem se caracterizado como as principais problemáticas urbanas na contemporaneidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para acessar o relatório Índice de Bem-Estar Urbano das Regiões Metropolitanas do Brasil (iBEU) , acesse este link abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://observatoriodasmetropoles.net/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=1463&amp;amp;catid=45&amp;amp;Itemid=88%E2%8C%A9=pt"&gt;http://observatoriodasmetropoles.net/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=1463&amp;amp;catid=45&amp;amp;Itemid=88%E2%8C%A9=pt&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-1412487086123413992?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/1412487086123413992/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=1412487086123413992' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/1412487086123413992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/1412487086123413992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/10/indice-de-bem-estar-urbano-ibeu-brasil.html' title='Indice de Bem Estar Urbano ( iBEU) Brasil'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TKyH-j7T3uI/AAAAAAAAAdE/0ktGFPc3dDQ/s72-c/Premio+Caixa+2006x.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-8646819869309211678</id><published>2010-10-06T06:58:00.000-07:00</published><updated>2010-10-06T06:59:46.566-07:00</updated><title type='text'>Concurso Morar Carioca</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TKyAp_uaMuI/AAAAAAAAAc8/GxvbeOUYn00/s1600/LogoMorarCarioca.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5524932301845836514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 278px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TKyAp_uaMuI/AAAAAAAAAc8/GxvbeOUYn00/s400/LogoMorarCarioca.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-8646819869309211678?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/8646819869309211678/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=8646819869309211678' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/8646819869309211678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/8646819869309211678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/10/concurso-morar-carioca.html' title='Concurso Morar Carioca'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TKyAp_uaMuI/AAAAAAAAAc8/GxvbeOUYn00/s72-c/LogoMorarCarioca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-6252363525294428849</id><published>2010-10-02T19:20:00.000-07:00</published><updated>2010-10-02T19:21:44.163-07:00</updated><title type='text'>Mapa da Injustiça Ambiental</title><content type='html'>&lt;h1 style="margin-top:15.0pt;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm;margin-left: 0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-line-height-alt:12.0pt;vertical-align:baseline"&gt;&lt;span style="font-size:18.0pt;font-family:Arial;color:#333333"&gt;Mapa da Injustiça Ambiental&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:18.0pt;font-family:Arial;color:#333333"&gt;Fonte: Carta Capital&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:12.0pt"&gt;&lt;em style="border-style:initial; border-color:initial;outline-width: 0px;outline-style: initial;outline-color: initial; background-image:initial;background-attachment:initial;background-origin: initial; background-clip: initial;background-position:initial initial;background-repeat: initial initial"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family:Arial;color:black; border:none windowtext 1.0pt;mso-border-alt:none windowtext 0cm;padding:0cm"&gt;&lt;span style="border-style:initial;border-color:initial;outline-width: 0px;outline-style: initial; outline-color: initial;background-image:initial;background-attachment:initial; background-origin: initial;background-clip: initial;background-position:initial initial; background-repeat:initial initial"&gt;Envolverde&lt;/span&gt;&lt;span style="border-style: initial;border-color:initial;outline-width: 0px;outline-style: initial; outline-color: initial;background-image:initial;background-attachment:initial; background-origin: initial;background-clip: initial;background-position:initial initial; background-repeat:initial initial"&gt;2 de outubro de 2010 às 11:52h&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:16.5pt;vertical-align: baseline;border-style:initial;border-color:initial;outline-width: 0px; outline-style: initial;outline-color: initial;background-image:initial; background-attachment:initial;background-origin: initial;background-clip: initial; background-position:initial initial;background-repeat:initial initial"&gt;&lt;em style="border-style:initial;border-color:initial;outline-width: 0px;outline-style: initial; outline-color: initial;background-image:initial;background-attachment:initial; background-origin: initial;background-clip: initial;background-position:initial initial; background-repeat:initial initial"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family: Arial;color:black;border:none windowtext 1.0pt;mso-border-alt:none windowtext 0cm; padding:0cm"&gt;Pesquisador da FIOCRUZ Marcelo Frippo fala sobre o projeto que tem o objetivo de apoiar a luta dos atingidos pelo desenvolvimentismo insustentável&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family:Arial"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:16.5pt;vertical-align: baseline;border-style:initial;border-color:initial;outline-width: 0px; outline-style: initial;outline-color: initial;background-image:initial; background-attachment:initial;background-origin: initial;background-clip: initial; background-position:initial initial;background-repeat:initial initial"&gt;&lt;strong style="border-style:initial;border-color:initial;outline-width: 0px;outline-style: initial; outline-color: initial;background-image:initial;background-attachment:initial; background-origin: initial;background-clip: initial;background-position:initial initial; background-repeat:initial initial"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family: Arial;color:black;border:none windowtext 1.0pt;mso-border-alt:none windowtext 0cm; padding:0cm"&gt;Por Flávia Londres*&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt; font-family:Arial;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:16.5pt;vertical-align: baseline;border-style:initial;border-color:initial;outline-width: 0px; outline-style: initial;outline-color: initial;background-image:initial; background-attachment:initial;background-origin: initial;background-clip: initial; background-position:initial initial;background-repeat:initial initial"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family:Arial;color:black"&gt;A contaminação de ambientes rurais e residenciais e a intoxicação de trabalhadores e populações por agrotóxicos, assim como as disputas por terras, o desemprego e a insegurança alimentar provocados pela expansão do agronegócio constituem graves exemplos de injustiça ambiental e, como não poderia deixaria de ser, figuram em diversos casos do Mapa de Conflitos envolvendo Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil. Este instrumento constitui uma importante ferramenta de denúncia e de articulação em busca de soluções. O Mapa da Injustiça Ambiental é o resultado de um projeto desenvolvido em conjunto pela Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) e pela FASE – Solidariedade e Educação, com o apoio do Departamento de Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde. Seu objetivo maior é, a partir de um mapeamento inicial, apoiar a luta de inúmeras populações e grupos atingidos em seus territórios por projetos e políticas baseadas numa visão de desenvolvimento insustentável e prejudicial à saúde. A seguir a entrevista com Marcelo Firpo, pesquisador da FIOCRUZ e coordenador geral do projeto do Mapa de Conflitos envolvendo Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family:&amp;quot;MS Gothic&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;MS Gothic&amp;quot;; color:black"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family:Arial; color:black"&gt;O que é Injustiça Ambiental? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt; font-family:&amp;quot;MS Gothic&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;MS Gothic&amp;quot;;color:black"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family:Arial;color:black"&gt;O tema da justiça ambiental surge inicialmente nos EUA, sua origem está relacionada à luta contra a discriminação racial e étnica presente nos movimentos pelos direitos civis da sociedade norte-americana nos anos 70 e 80. Inicialmente foi cunhada a expressão racismo ambiental em função da presença de populações negras que viviam em regiões altamente poluídas por indústrias químicas ou próximas a depósitos de lixo. Algum tempo depois o movimento passou também a usar o conceito mais amplo de justiça ambiental, articulando-se com a defesa pelos direitos humanos universais e incorporando outras questões além da discriminação racial e étnica, como classe social — exploração dos trabalhadores – e gênero – subjugação das mulheres. Na América Latina, somente nos anos 90 é que, aos poucos, a relação entre meio ambiente, saúde, direitos humanos e justiça passou a fazer parte da agenda de alguns países com a adoção do conceito de justiça ambiental.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt; font-family:&amp;quot;MS Gothic&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;MS Gothic&amp;quot;;color:black"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family:Arial;color:black"&gt;No Brasil, a criação da Rede Brasileira de Justiça Ambiental em 2001 (www.justicaambiental.org.br) se deu com o lançamento da Declaração de Princípios, na qual o conceito de Injustiça Ambiental foi definido como “o mecanismo pelo qual sociedades desiguais, do ponto de vista econômico e social, destinam a maior carga dos danos ambientais do desenvolvimento às populações de baixa renda, aos grupos sociais discriminados, aos povos étnicos tradicionais, aos bairros operários, às populações marginalizadas e vulneráveis”. Já o conceito de Justiça Ambiental é entendido por um conjunto de princípios e práticas que asseguram que nenhum grupo social, seja ele étnico, racial, de classe ou gênero, “suporte uma parcela desproporcional das conseqüências ambientais negativas de operações econômicas, decisões de políticas e de programas federais, estaduais, locais, assim como da ausência ou omissão de tais políticas”. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family:&amp;quot;MS Gothic&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;MS Gothic&amp;quot;; color:black"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family:Arial; color:black"&gt;O que é o Mapa da Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family:&amp;quot;MS Gothic&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;MS Gothic&amp;quot;; color:black"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family:Arial; color:black"&gt;O Mapa é um sonho antigo e resulta de um projeto desenvolvido em conjunto pela FIOCRUZ e pela Fase, ONG que sedia a secretaria da Rede Brasileira de Justiça Ambiental (RBJA). Seu objetivo maior é, a partir de um mapeamento inicial, socializar e apoiar a luta de inúmeras populações e grupos atingidos/as em seus territórios por projetos e políticas baseadas numa visão de desenvolvimento considerada insustentável e prejudicial à saúde por tais populações, bem como movimentos sociais e ambientalistas parceiros. É importante destacar que a noção de saúde inclui também temas como a defesa da cultura e modos de vida tradicionais, a democracia e a violência, já que em inúmeros casos existem ameaças e até assassinatos contra aqueles que lutam por seus direitos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family:&amp;quot;MS Gothic&amp;quot;; mso-bidi-font-family:&amp;quot;MS Gothic&amp;quot;;color:black"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 9.0pt;font-family:Arial;color:black"&gt;Como diz nosso site, o Mapa busca sistematizar e socializar informações disponíveis, dando visibilidade às denúncias apresentadas pelas comunidades e organizações parceiras. Os cerca de 300 casos (novos 40 estão sendo introduzidos neste momento) nos vários estados do país foram selecionados a partir de sua relevância socioambiental e sanitária, seriedade e consistência das informações apresentadas. Com isso, esperamos contribuir para o monitoramento de ações e de projetos que enfrentem situações de injustiças ambientais e problemas de saúde em diferentes territórios e populações das cidades, campos e florestas, sem esquecer as zonas costeiras.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family:&amp;quot;MS Gothic&amp;quot;; mso-bidi-font-family:&amp;quot;MS Gothic&amp;quot;;color:black"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 9.0pt;font-family:Arial;color:black"&gt;É importante ressaltar que não consideramos o Mapa “fechado”. Muito pelo contrário, ele é o momento inicial de um novo espaço para denúncias, para o monitoramento de políticas públicas e, ainda, de desafio para que o Estado, em seus diversos níveis, responda às necessidades da cidadania.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family:&amp;quot;MS Gothic&amp;quot;; mso-bidi-font-family:&amp;quot;MS Gothic&amp;quot;;color:black"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 9.0pt;font-family:Arial;color:black"&gt;Uma possibilidade de atuação por parte de comunidade ou organizações, que já vem acontecendo, é a denúncia de novos casos, a correção ou atualização das informações sobre os casos existentes. Isso pode ser feito no Fale Conosco que está presente no portal do Mapa na internet.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family:&amp;quot;MS Gothic&amp;quot;; mso-bidi-font-family:&amp;quot;MS Gothic&amp;quot;;color:black"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 9.0pt;font-family:Arial;color:black"&gt;O uso indiscriminado de agrotóxicos constitui um elemento importante gerador de injustiça ambiental? Há muitos casos no mapa envolvendo os agrotóxicos?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt; font-family:&amp;quot;MS Gothic&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;MS Gothic&amp;quot;;color:black"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family:Arial;color:black"&gt;No Mapa a expansão do agronegócio, em especial de monocultivos como a soja e a produção de árvores para a celulose ou a siderurgia, aparece como um das principais causas de injustiça ambiental no Brasil. Tais atividades geram vários efeitos negativos, como a concentração de terras, renda e poder político dos grandes produtores; o desemprego e a migração campo-cidade com impactos no caos urbano das metrópoles dos países periféricos; o não atendimento às demandas de segurança e soberania alimentar, já que o agronegócio está preocupado em produzir as mercadorias agrícolas mais lucrativas e que muitas vezes não são alimentos (caso dos biocombustíveis) ou são exportados como commodities para os países mais ricos. Além disso, a disputa por terras gera conflitos com as populações tradicionais como indígenas, quilombolas, pescadores e extrativistas, além daqueles com agricultores familiares e os movimentos pela reforma agrária.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 9.0pt;font-family:&amp;quot;MS Gothic&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;MS Gothic&amp;quot;;color:black"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family:Arial;color:black"&gt;O uso intensivo de agrotóxicos e agroquímicos, uma das marcas da “modernização agrícola” no Brasil, é também um grande problema. No Mapa aparecem 43 casos de conflitos em que aparece a palavra agrotóxicos. Nem sempre o problema se dá no campo: a produção de agrotóxicos também está presente em tragédias envolvendo trabalhadores e populações urbanas, como nos casos da contaminação de resíduos de agrotóxicos na Baixada Santista pela multinacional francesa Rhodia, em Paulínia (SP) pela Shell, na chamada Cidade dos Meninos em Duque de Caxias (RJ) em que o próprio governo federal é o réu, ou ainda em desastres como o vazamento de milhares de litros do agrotóxico endossulfam pela empresa Servatis em Resende (RJ), que contaminou o Rio Paraíba do Sul e afetou várias cidades e pescadores até a foz do rio, no Norte do Estado.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 9.0pt;font-family:&amp;quot;MS Gothic&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;MS Gothic&amp;quot;;color:black"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family:Arial;color:black"&gt;Como se espera que esta ferramenta possa influenciar o poder público a buscar soluções para os conflitos?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family:&amp;quot;MS Gothic&amp;quot;; mso-bidi-font-family:&amp;quot;MS Gothic&amp;quot;;color:black"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 9.0pt;font-family:Arial;color:black"&gt;Como já foi dito, uma questão importante é a divulgação destes casos de conflitos e injustiças na opinião pública. Um aspecto da vulnerabilização destas populações é a invisibilidade de seus problemas na mídia e nos debates públicos. Raramente eles aparecem na mídia, ou quando aparecem muitas vezes são apresentados de forma discriminatória: as violências praticadas contra tais populações, os atos de resistência e de defesa de direitos são ocultados ou distorcidos, e são realçadas acusações contra o direito de propriedade dos grandes produtores. O lançamento do Mapa nos últimos meses em vários veículos da mídia e em eventos regionais permitiu lançarmos um olhar contra-hegemônico, o que provocou reações, mas também busca de ações mais efetivas por parte das instituições e, por vezes, das próprias empresas. Há uma fetichização no mundo e no Brasil sobre o que chamam gestão ambiental e responsabilidade social corporativa, pois frequentemente tais práticas não dialogam com as populações e desprezam suas reivindicações.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family:&amp;quot;MS Gothic&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;MS Gothic&amp;quot;; color:black"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family:Arial; color:black"&gt;Outro aspecto muito importante para nós é o uso desta ferramenta por parte das populações e dos movimentos sociais para mostrar o “outro lado” que não aparece nos indicadores de crescimento econômico e desenvolvimento. Também esperamos que instituições democráticas ligadas a setores como a saúde ambiental, o meio ambiente, a reforma agrária, a demarcação de terras indígenas e quilombolas, dentre outros, possam incluir os dados do Mapa para elaborar agendas e implementar suas ações.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt; font-family:&amp;quot;MS Gothic&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;MS Gothic&amp;quot;;color:black"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family:Arial;color:black"&gt;O Mapa da Injustiça Ambiental se encontra em:&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.conflitoambiental.icict.fiocruz.br/" target="_blank" style="border-style:initial;border-color:initial;outline-width: 0px;outline-style: initial; outline-color: initial;background-image:initial;background-attachment:initial; background-origin: initial;background-clip: initial;background-position:initial initial; background-repeat:initial initial"&gt;&lt;span style="border:none windowtext 1.0pt; mso-border-alt:none windowtext 0cm;padding:0cm;text-decoration:none;text-underline: none"&gt;http://www.conflitoambiental.icict.fiocruz.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:16.5pt;vertical-align: baseline;border-style:initial;border-color:initial;outline-width: 0px; outline-style: initial;outline-color: initial;background-image:initial; background-attachment:initial;background-origin: initial;background-clip: initial; background-position:initial initial;background-repeat:initial initial"&gt;&lt;em style="border-style:initial;border-color:initial;outline-width: 0px;outline-style: initial; outline-color: initial;background-image:initial;background-attachment:initial; background-origin: initial;background-clip: initial;background-position:initial initial; background-repeat:initial initial"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family: Arial;color:black;border:none windowtext 1.0pt;mso-border-alt:none windowtext 0cm; padding:0cm"&gt;*Flávia Londres é engenheira agrônoma, consultora da AS-PTA&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:16.5pt;vertical-align: baseline"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family:Arial;color:black"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/sociedade/mapa-da-injustica-ambiental"&gt;http://www.cartacapital.com.br/sociedade/mapa-da-injustica-ambiental&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-6252363525294428849?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/6252363525294428849/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=6252363525294428849' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/6252363525294428849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/6252363525294428849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/10/mapa-da-injustica-ambiental.html' title='Mapa da Injustiça Ambiental'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-2363242030521908858</id><published>2010-09-28T06:26:00.000-07:00</published><updated>2010-09-28T06:31:56.520-07:00</updated><title type='text'>Concurso Reforma Urbana / FENEA 2010</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TKHuFm8GPEI/AAAAAAAAAck/5aTm4M31Irs/s1600/CONCURSO+NACIONAL+REFORMA+URBANA.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521956398252309570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 283px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TKHuFm8GPEI/AAAAAAAAAck/5aTm4M31Irs/s400/CONCURSO+NACIONAL+REFORMA+URBANA.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;CONCURSO REFORMA URBANA / FENEA 2010&lt;br /&gt;Júri:&lt;br /&gt;Arqto. Tarcísio Marques – IAB/MG&lt;br /&gt;Arqta. Elizete Menegat - UFJF&lt;br /&gt;Arqto. Pedro Arantes – UNIFESP&lt;br /&gt;Critérios que orientaram a avaliação&lt;br /&gt;• Diagnóstico consistente, com visitas a campo e domínio da situação territorial e social delimitada;&lt;br /&gt;• Propostas coerentes com o diagnóstico apresentado;&lt;br /&gt;• Soluções de urbanização e edificações que fogem do banal e pesquisam possibilidades ricas e complexas de implantação e conformação das cidades;&lt;br /&gt;• Uso de alguns instrumentos do Estatuto da Cidade a fim de liberar terra para implantação da moradia ou outra forma de aplicação para auxiliar na solução de demandas;&lt;br /&gt;• Pesquisa de formas de financiamento possíveis, dentro do quadro de políticas atuais;&lt;br /&gt;• Capacidade de inserção do projeto no tecido urbano, proximidades com equipamentos públicos e vias de acesso, respeito e diálogo com os contextos nos quais intervém;&lt;br /&gt;• Indicação de alguma forma de gestão do processo de projeto e/ou intervenção urbana;&lt;br /&gt;• Preocupação com sistema construtivo e sua sustentabilidade;&lt;br /&gt;• Demais diretrizes apontadas no edital do Concurso.&lt;br /&gt;Primeiro lugar:&lt;br /&gt;OLAVO COSTA – PROJETO Nº 420&lt;br /&gt;Diagnóstico do território com levantamento de campo adequado. Solução sensível ao problema de ocupação de encostas, que é uma situação recorrente nos assentamentos precários na maioria das cidades brasileiras – áreas em que os trabalhadores tiveram que se localizar, terras “sobrantes” que não interessavam ao mercado e às elites, ambientalmente frágeis e ingratas para urbanizar. O grupo realiza um estudo interessante de implantação de circulações, pequenas praças e edificações nas encostas. Promove a remoção apenas das moradias que se encontram em área de risco e sua relocação para terrenos próximos, o que permite às famílias manter seus vínculos com o bairro e os serviços públicos que já utilizam. Faz bom uso do terreno e investiga propostas volumétricas interessantes. Expressa um respeito ao contexto, dialogando com aquela ocupação, sem propor terra arrasada ou, de outro lado, romantizar a situação da favela. Apesar da volumetria rica, as plantas, fachadas e tipologias habitacionais ainda não haviam encontrado a melhor solução. A proposta revela a maturidade do grupo ao adotar uma postura de projeto atenta ao contexto e que incorpora diversas das conquistas das práticas de urbanização em assentamentos precários no Brasil nas últimas décadas.&lt;br /&gt;Segundo lugar:&lt;br /&gt;CAPIVARI – PROJETO Nº 410&lt;br /&gt;Reconhecimento do problema ambiental e habitacional em um interessante vazio urbano. Trabalha de modo correto e com riqueza espacial a situação da várzea – outra problemática típica da moradia social no Brasil. Procura combinar projeto habitacional com geração de renda, educação, lazer e área de preservação. Faz um estudo das edificações com boa volumetria, apesar de redundar em edifícios com difícil equacionamento estrutural e de instalações. Dialoga corretamente com a legislação existente, como o Estatuto da Cidade, com programas habitacionais e políticas de financiamento, como a locação social e o “Minha Casa, Minha Vida”. O resultado é um projeto integrado, complexo e interessante, que aponta para soluções urbanísticas propícias a um processo de reforma urbana a favor da qualificação da forma-cidade, ao evitar a expansão periférica extensiva e insustentável.&lt;br /&gt;Terceiro lugar&lt;br /&gt;HIPERSIGNIFICAR – PROJETO Nº 416&lt;br /&gt;Trabalho mais problematizador e provocativo do que propositivo, o que não deixa de ser um mérito, ao expressar inquietação e inconformismo. Questiona o processo de urbanização capitalista como um todo, mobiliza textos críticos e escolhe uma área de intervenção significativa em Juiz de Fora. Trata-se da fronteira entre um bairro popular e a urbanização-desurbanizadora de shoppings e vias expressas que encontra na praça Lancet seu ponto emblemático de conflito. É nessa praça que o grupo faz uma instalação-provocação com uma releitura da Maison Domino de Le Corbusier incorporando a ela um barraco em alvenaria aparente. O “desajuste” entre o modelo e sua exceção, que no Brasil é a regra, promove um efeito desnaturalizador interessante – e ironiza os arquitetos. Na laje da Maison-Parangolé um menino empina uma pipa. O trabalho teria ganhado em densidade se o grupo tivesse lido com mais cuidado a própria situação em conflito, a história do bairro popular e dos empreendimentos comerciais que ali surgiram, bem como do uso da praça Lancet, que antes da intervenção viária abrigava um campo de futebol e atividades festivas da comunidade. Assim, o diálogo que o grupo procurou com a teoria crítica não encontrou rebatimento em uma pesquisa de campo sobre o contexto local. Afinal, a reforma urbana ainda acontece na escala local e com sujeito e conflitos reais, mesmo que compreendida dentro da contradição global da urbanização capitalista e de suas abstrações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em caso de dúvidas, enviar para: concurso2010@fenea.org&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Saiba mais&lt;/strong&gt; sobre o ganhador e os finalistas da 2º edição em 2008, e os finalistas da última edição do concurso, fazendo download dos arquivos abaixo, NESTE SITE:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.fenea.org/gt-reforma-urbana/concurso2010 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-2363242030521908858?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/2363242030521908858/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=2363242030521908858' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/2363242030521908858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/2363242030521908858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/09/concurso-reforma-urbana-fenea-2010.html' title='Concurso Reforma Urbana / FENEA 2010'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TKHuFm8GPEI/AAAAAAAAAck/5aTm4M31Irs/s72-c/CONCURSO+NACIONAL+REFORMA+URBANA.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-7001644811093568856</id><published>2010-09-23T16:05:00.000-07:00</published><updated>2010-10-03T11:22:57.015-07:00</updated><title type='text'>3 milhões vivem precariamente em SP</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;b&gt;Power Point - Apresentação PLHIS - São Paulo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/habitacao/menu/index.php?p=21732"&gt;http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/habitacao/menu/index.php?p=21732&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: small; line-height: 15px; "&gt;&lt;table width="570" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" style="border-collapse: collapse; -webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; font-size: inherit; line-height: 1.22em; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; display: table; "&gt;&lt;tbody style="line-height: 1.22em; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; "&gt;&lt;tr style="line-height: 1.22em; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; display: table-row; vertical-align: inherit; "&gt;&lt;td align="right" style="line-height: 1.22em; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; display: table-cell; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;span style="line-height: 1.22em; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; "&gt;São Paulo, quinta-feira, 23 de setembro de 2010&lt;/span&gt; &lt;img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/images/saopau.gif" hspace="10" style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; line-height: 1.22em; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; " /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table width="600" cellpadding="0" cellspacing="0" style="border-collapse: collapse; -webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; font-size: inherit; line-height: 1.22em; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; display: table; "&gt;&lt;tbody style="line-height: 1.22em; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; "&gt;&lt;tr style="line-height: 1.22em; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; display: table-row; vertical-align: inherit; "&gt;&lt;td width="100" style="line-height: 1.22em; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; display: table-cell; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="right" style="line-height: 1.22em; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; display: table-cell; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/images/spbar.gif" width="500" style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; line-height: 1.22em; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; " /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table width="500" style="border-collapse: collapse; -webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; font-size: inherit; line-height: 1.22em; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; display: table; "&gt;&lt;tbody style="line-height: 1.22em; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; "&gt;&lt;tr style="line-height: 1.22em; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; display: table-row; vertical-align: inherit; "&gt;&lt;td width="100" style="line-height: 1.22em; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; display: table-cell; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="400" style="line-height: 1.22em; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; display: table-cell; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 1.22em; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; "&gt;&lt;b style="line-height: 1.22em; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; "&gt;3 milhões vivem precariamente em SP&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; line-height: 1.22em; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; "&gt;&lt;b style="line-height: 1.22em; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; "&gt;Cidade precisa de 700 mil novas moradias e da adequação de 670 mil cortiços até 2024, diz plano de habitação&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="line-height: 1.22em; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; "&gt;Metas propostas por conselho de habitação foram apresentadas ao prefeito; deficit atual é de 130 mil unidades &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 1.22em; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; "&gt;DE SÃO PAULO&lt;/span&gt;&lt;div style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; line-height: 1.22em; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; "&gt;Com 3 milhões de paulistanos vivendo em assentamentos precários, São Paulo vai precisar de mais de 700 mil moradias e da adequação de 670 mil cortiços até 2024.&lt;br /&gt;Essas são algumas das metas do plano municipal de habitação, apresentado ontem ao prefeito Gilberto Kassab (DEM). O projeto foi elaborado nos últimos cinco anos pelo Conselho Municipal de Habitação, a partir de levantamento da demanda.&lt;br /&gt;O estudo constatou que o deficit hoje é de 130 mil unidades. Até 2024, esse número deve chegar a 610 mil.&lt;br /&gt;Para reverter essa situação, seriam prioridades a urbanização de assentamentos precários, a criação de sistema de subsídio para aluguéis e a construção de moradias.&lt;br /&gt;Segundo o conselho, serão necessários R$ 3,4 bilhões ao ano -o orçamento hoje é de R$ 1,2 bilhão. Para o secretário da Habitação Ricardo Pereira Leite, são essenciais aportes federal e estadual, e eventualmente, privados.&lt;br /&gt;Após a entrega ao prefeito, o plano passará por uma série de audiências públicas.&lt;br /&gt;Integrante do conselho municipal, o urbanista Kazuo Nakano, criticou a ausência de uma política fundiária articulada ao plano.&lt;br /&gt;"É necessário regular o preço da terra e destinar áreas para habitações de interesse social", afirma.&lt;br /&gt;Líderes de movimentos sociais veem o projeto com ceticismo. "Com o ritmo dos investimentos que existem hoje, o discurso é desmentido pela realidade", diz Benedito Barbosa, da União dos Movimentos de Moradia, também conselheiro da habitação.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; line-height: 1.22em; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; "&gt;&lt;strong style="line-height: 1.22em; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; "&gt;&lt;span style="line-height: 1.22em; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; "&gt;PLANO MUNICIPAL DE HABITAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A PROPOSTA &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eliminar, até o ano de 2024, o deficit habitacional na cidade de São Paulo e as moradias precárias, com prioridade para a urbanização de assentamentos em más condições, criação de um sistema de subsídio para aluguéis e construção de novas moradias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="line-height: 1.22em; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; "&gt;3 milhões &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;de pessoas vivem em assentamentos precários hoje em São Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="line-height: 1.22em; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; "&gt;R$ 3,4 bilhões &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;seriam necessários anualmente para eliminar o deficit habitacional na cidade&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; line-height: 1.22em; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; "&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; line-height: 1.22em; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; line-height: 1.22em; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;Entrevistas ( Habitação, enchentes,outras)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; line-height: 1.22em; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; "&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; line-height: 1.22em; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; "&gt;&lt;b&gt;&lt;h1 style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:3.0pt;margin-left: 0cm"&gt;&lt;span style="font-family:inherit;mso-bidi-font-family:Arial;color:#3975B5; letter-spacing:-.75pt"&gt;Especialistas debatem soluções para os alagamentos em&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:inherit;mso-bidi-font-family:Arial;color:#3975B5; letter-spacing:-.75pt"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h1 style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:3.0pt;margin-left: 0cm"&gt;&lt;span style="font-family:inherit;mso-bidi-font-family:Arial;color:#3975B5; letter-spacing:-.75pt"&gt; São Paulo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;  &lt;p style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;border-style:initial;border-color: initial;outline-width: 0px;outline-style: initial;outline-color: initial"&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;font-family:inherit;mso-bidi-font-family:Arial; color:#AAA5B0"&gt;Chuva castiga o estado de São Paulo desde o início de dezembro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:15.0pt;margin-left: 0cm;line-height:13.5pt;border-style:initial;border-color:initial;outline-width: 0px; outline-style: initial;outline-color: initial"&gt;&lt;span style="font-size:10.5pt; font-family:inherit;mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1464585-17665-306,00.html"&gt;http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1464585-17665-306,00.html&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; line-height: 1.22em; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; "&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-7001644811093568856?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/7001644811093568856/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=7001644811093568856' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/7001644811093568856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/7001644811093568856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/09/3-milhoes-vivem-precariamente-em-sp.html' title='3 milhões vivem precariamente em SP'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-4898784530782398185</id><published>2010-09-21T05:59:00.000-07:00</published><updated>2010-09-21T06:02:05.114-07:00</updated><title type='text'>Déficit Habitacional brasileiro é de 5,6 milhões</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Déficit habitacional brasileiro é de 5, 6 milhões&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Atualização do indicador confirma redução de 450 mil moradias entre 2007 e 2008&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atualização do déficit habitacional no Brasil, divulgada pelo Ministério das Cidades, confirma a queda do indicador. O resultado final do estudo realizado pela Fundação João Pinheiro revela queda de 6 milhões (indicador de 2007 atualizado) para 5,572 milhões de moradias.&lt;br /&gt;Desse total, 83% dos domicílios se localizam em áreas urbanas. A maior concentração do déficit habitacional – 96,6% do total – continuava abrangendo as famílias com renda inferior a cinco salários mínimos.&lt;br /&gt;“A pesquisa excluí pessoas que coabitam por razões não financeiras”, explica o ministro das Cidades, Marcio Fortes de Almeida, referindo-se à alteração da metodologia da pesquisa feita desde o levantamento referente ao ano de 2007. “A redução do déficit já mostra resultados da política habitacional do governo”, conclui.  &lt;br /&gt;Resultados preliminares do estudo “Déficit Habitacional no Brasil 2008”, divulgados em março passado, já indicavam que o déficit havia caído de 6 milhões para 5,8 milhões de moradias.Déficit 2007A queda do indicador foi calculada em cerca de 450 mil unidades habitacionais. O déficit de 6,2 milhões, divulgado no lançamento da edição de 2007 do estudo, foi atualizado no estudo de 2008 porque a Contagem Populacional que o IBGE realizou em 2007 indicou a necessidade de reponderação dos resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2007, fonte do “Déficit Habitacional no Brasil”. ConceitoQuatro elementos compõem o cálculo do déficit: habitações precárias, coabitação familiar, ônus excessivo com aluguel e adensamento excessivo nos domicílios alugados.&lt;br /&gt;São consideradas habitações precárias os domicílios improvisados e os rústicos; a coabitação familiar se caracteriza pela convivência de famílias na mesma moradia por falta de opção; o ônus excessivo com aluguel acontece quando mais de 30% da renda mensal de uma família com renda familiar de até três salários mínimos são destinados ao pagamento do aluguel; e o adensamento excessivo nos domicílios alugados quando mais de três pessoas dividem o mesmo dormitório. Regiões A maior parte do déficit habitacional está concentrada na Região Sudeste – 36,9% do total ou 2,1 milhões de moradias. A Região Nordeste é a região com o segundo maior déficit habitacional do país: 2 milhões de domicílios ou 35,1% do total. Comparada às demais regiões, a Região Norte apresenta o maior percentual do déficit em termos relativos – o déficit de 600 mil unidades habitacionais corresponde a 13,9% dos domicílios da região.Domicílios vagosDe acordo com o estudo, o Brasil tinha, em 2008, cerca de 7,2 milhões de domicílios vagos em condições de serem ocupados e em construção. Desse total, cerca de 5,2 milhões estão localizados em área urbana.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ministério das Cidades&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Assessoria de Comunicação&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-4898784530782398185?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/4898784530782398185/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=4898784530782398185' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/4898784530782398185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/4898784530782398185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/09/deficit-habitacional-brasileiro-e-de-56.html' title='Déficit Habitacional brasileiro é de 5,6 milhões'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-5894690499360533785</id><published>2010-09-20T10:38:00.000-07:00</published><updated>2010-09-20T10:39:10.221-07:00</updated><title type='text'>Lei.. imóveis vazios e subutilizados</title><content type='html'>Lei combate especulação, mas é limitada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nabil Bonduki&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Folha de S.Paulo (artigo de Nabil Bonduki na Folha de S.Paulo desta segunda-feira 12/7)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lei aprovada em São Paulo para combater a especulação com imóveis ociosos e subutilizados é importante, mas está atrasada e é insuficiente.&lt;br /&gt;Os proprietários têm um ano após serem notificados para apresentar projeto de ocupação dos imóveis; caso não o façam, serão penalizados com imposto progressivo: a cada ano, a alíquota do IPTU será dobrada, até atingir 15% do valor da propriedade.&lt;br /&gt;O dispositivo foi previsto no Plano Diretor Estratégico (PDE), aprovado em 2002, cuja redação final foi por mim formulada enquanto relator na Câmara Municipal. Embora detalhado, não pode ser aplicado imediatamente, porque o Estatuto da Cidade exige lei específica, retardando o combate à especulação.&lt;br /&gt;Para evitar essa demora, a lei nº 13.885/2004, da qual também fui relator, deu um prazo de seis meses (até 4 de agosto de 2005) para que o Poder Executivo regulamentasse o instrumento. Os prefeitos Serra e Kassab, cujo descaso com a questão urbana é notória, não encaminharam o assunto.&lt;br /&gt;O Ministério Público abriu uma ação civil pública contra o Executivo, por descumprimento do prazo. Coube, então, aos vereadores Paulo Teixeira (na legislatura de 2005-2008) e José Police a apresentação de projetos de lei que seguiam, na essência, o texto do PDE.&lt;br /&gt;O caso mostra que, neste tema, o Legislativo está mais avançado que o Executivo paulistano. A lei aprovada, entretanto, fica muito aquém do que pretende o PDE, que incluiu nas penalidades da lei todos os imóveis ociosos (inclusive edifícios com mais de 80% de sua área vazia há mais de 5 anos na área central), inseridos na macrozona de estruturação urbana, onde a cidade deve se desenvolver.&lt;br /&gt;A lei aprovada limita a aplicação do dispositivo aos imóveis situados nas Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis 2 e 3) e na Operação Urbana Centro, ou seja, a apenas 2% da macrozona. É bom para ocupar as Zeis, mas insuficiente para um correto combate à especulação fundiária e para redução significativa nos preços dos terrenos, pois nada mudará no restante da cidade.&lt;br /&gt;É preocupante, ainda, o argumento do Secovi (sindicato do setor imobiliário) de que o dispositivo não valeria para edifícios vazios, como rege o PDE, que visa promover o repovoamento do centro.&lt;br /&gt;O argumento dos empresários não é correto, pois o Estatuto da Cidade delega ao PDE estabelecer onde o solo urbano não utilizado não cumpre a função social da propriedade; ora, no centro de São Paulo, é evidente que um edifício vazio, entregue aos ratos, é solo urbano não utilizado.&lt;br /&gt;Espera-se que o prefeito seja ágil, iniciando imediatamente a notificação dos proprietários para forçá-los a apresentar projetos de ocupação nesses imóveis ociosos até o final de 2011. Assim, em 2012, o imposto progressivo poderá começar a ser aplicado, gerando os impactos esperados nas Zeis.&lt;br /&gt;A lei repercutirá em todo o país, pois raros municípios colocaram em prática dispositivos para combater a especulação imobiliária. Sua aprovação mostra ao Legislativo e Executivo paulistanos que é melhor implementar o Plano Diretor Estratégico do que perder tempo com sua revisão ilegal. A cidade vai ganhar muito mais.&lt;br /&gt;NABIL BONDUKI é arquiteto e professor de planejamento urbano da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP). Ex-vereador de São Paulo pelo PT (2001-2004), foi relator do Plano Diretor Estratégico na Câmara Municipal&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-5894690499360533785?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/5894690499360533785/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=5894690499360533785' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/5894690499360533785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/5894690499360533785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/09/lei-imoveis-vazios-e-subutilizados.html' title='Lei.. imóveis vazios e subutilizados'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-8349360751729833240</id><published>2010-08-08T07:42:00.000-07:00</published><updated>2010-09-29T13:12:05.986-07:00</updated><title type='text'>É preciso levar o DNA da classe média para a favela, diz arquiteto</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TKOakRQK4-I/AAAAAAAAAc0/FQWdJYhweYo/s1600/Elemental.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5522427515983553506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TKOakRQK4-I/AAAAAAAAAc0/FQWdJYhweYo/s400/Elemental.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TKOacs4bi9I/AAAAAAAAAcs/454IMOpNO2k/s1600/Eledmental+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5522427385961221074" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 225px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TKOacs4bi9I/AAAAAAAAAcs/454IMOpNO2k/s400/Eledmental+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                                                                        &lt;em&gt;   Elemental &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;                                                                           Obra do Arquiteto chileno Alejandro Aravena&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;19/07/2010 - 03h00&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;É preciso levar o DNA da classe média&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;para a favela, diz arquiteto&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;MARIO CESAR CARVALHO&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;ENVIADO ESPECIAL A SANTIAGO&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O arquiteto chileno Alejandro Aravena criou uma equação para atacar o que considera o&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;ponto mais frágil dos projetos de arquitetura social: a qualidade da moradia. "É melhor&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;fazer meia casa boa do que uma casa ruim", disse à Folha.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Aravena, 44, dirige o Elemental, grupo que ganhou o Leão de Prata da Bienal de Veneza&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;de 2008 e fará o primeiro projeto no Brasil, em Paraisópolis, favela da na zona sul de&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;São Paulo. As obras dos 120 apartamentos devem começar no próximo mês.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O percentual de autoconstrução caiu de 50% para cerca de 10% por causa de lei&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;brasileira. Se fosse maior do que 50 m2, o apartamento não seria considerado habitação&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;de interesse social e perderia os subsídios, o que inviabilizaria o projeto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Aravena concilia projetos de moradia social com os de vanguarda. Tem obras nos EUA,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;na Alemanha e na China, pelas quais é apontado como um dos grandes criadores da&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;arquitetura contemporânea.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na fábrica da Vitra na Alemanha, a maior concentração de estrelas da arquitetura&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;mundial, ele projetou um centro que ficará ao lado de obras da anglo-iraniana Zaha&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hadid e dos suíços Herzog e De Meuron.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em seu escritório em Santiago, uma torre de vidro de ar corporativo, ele critica o&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;programa "Minha Casa, Minha Vida", do governo Lula, por não se valer da capacidade&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;das famílias de construir por conta própria: "Se essa capacidade informal existe, não&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;seria melhor usá-la?".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Folha - Como um arquiteto de vanguarda descobre que precisava fazer habitação&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;social?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Alejandro Aravena - Foi por um sentido de vergonha própria. Eu estudava na&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Universidade Harvard, havia sido convidado para dar aulas e estava numa mesa com o&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;ministro chileno de Habitações, um engenheiro e um advogado. Todos começaram a&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;falar de habitação social e eu, o único arquiteto da mesa, Não tinha nada para dizer.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fiquei envergonhado por não poder dizer nada sobre habitação social numa discussão&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;importante.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Harvard te põe em contato com o poder, um tipo de oportunidade que não se pode&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;perder. Havia três ou quatro ganhadores do prêmio Pritzker. Eu não podia falar do&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;estado da arte da arquitetura, porque as pessoas que estavam ali produzem o que eu&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;consumo lendo livros ou revistas. O único assunto que eu poderia ter alguma vantagem&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;em relação a eles estava relacionado com o contexto de escassez. Os prédios que eu&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;projetara tinham a ver com isso. Comparando com outros prédios, nós tirávamos leite&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;das pedras.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quanto custaram esses prédios?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O edifício da faculdade de arquitetura da Universidade Católica custou US$ 125 o metro&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;quadrado. Isso não é nada para arquitetura contemporânea. No Chile, somos treinados&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;para trabalhar com escassez. Com a escassez, como não se pode fazer tudo, tem de&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;fazer o mais relevante. Ao mesmo tempo, 60% do que se constrói no Chile tem algum&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;tipo de subsídio. Era ridículo que eu não tivesse trabalhado em algo social no Chile. Eu&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;fazia arquitetura para o 1% da população que vive como se estivesse em qualquer lugar&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;do mundo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não te interessa trabalhar para a elite?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fazer um edifício para uma universidade privada é trabalhar para a elite. Mas naquele&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;mercado em que 60% das obras recebem subsídio não havia arquitetos de qualidade&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;porque os valores pagos eram muito baixos. Um dos problemas mais difíceis do&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Elemental foi como pagar arquitetos de qualidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Outra pergunta difícil é como fazer moradia social. Não é só por uma questão&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;humanitária ou porque é socialmente importante. Era um desafio profissional trabalhar&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;onde é mais difícil dar uma resposta certa. É uma pergunta que tem mérito intelectual,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;como dizia outro chileno que estava em Harvard, Andrés Velasco, que foi ministro das&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Finanças. Um milímetro que se mova nessa área será multiplicado por mil metros&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;quadrados.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A maioria dos arquitetos deu respostas arquitetônicas a essa pergunta. Por que&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;você entrou no campo econômico?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Isso é muito importante, esse é o ponto. Há variáveis econômicas, sociais, políticas,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;financeiras, urbanas. A minha resposta é, de certa forma, uma crítica à arquitetura,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;principalmente a que se desenvolveu na última década. A arquitetura só se ocupa de&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;problemas que interessam a outros arquitetos, que é o uso estratégico da forma. Era um&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;conhecimento específico para problemas específicos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A sua pergunta tem a ver com o que aconteceu com a arquitetura nos anos 1930 e 1940&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;e foi uma das questões explícitas do começo do Elemental. Entre os anos 1960 e 1970,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;houve uma bifurcação no mundo da arquitetura e alguns arquitetos vivem uma espécie&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;de foro criativo, como se dissessem: "Me deixem ser gênio. Sou talentoso. Deixem-me&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;criar essas obras de arte, mas não me peçam para ter relação com o mundo real. Eu&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;vou criar as regras do jogo".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esse caminho vai dar numa certa arquitetura de impacto. Um professor de Harvard que&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;foi muito importante para mim, um tipo do Oriente, &lt;strong&gt;Hashim Sarkis&lt;/strong&gt;, dizia que arquitetura&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;que tomou esse caminho adotou a estratégia do choque, do impacto. O preço que&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;pagaram por isso foi serem irrelevantes. A estratégia que se seguiu à irrelevância foi o&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;impacto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Outro caminho que se abriu nos anos 1960 e 1970 foi o dos problemas inespecíficos:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;pobreza, segregação, desenvolvimento, violência. Esse discurso levou muitos arquitetos&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;a tratar desses temas duros, que interessam à sociedade como um todo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;São problemas transversais, que poderiam ser tratados por um economista. Não é&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;preciso ser arquiteto ou urbanista para opinar. Todos podem opinar. O problema é que&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;os arquitetos que se dedicavam a essas questões abandonaram o projeto e os&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;conhecimentos. Em vez de projetar, faziam "papers", informes, para organismos&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;internacionais. Perderam a capacidade de fazer projetos. Entendem o fenômeno, mas&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;não propõem nada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O desafio a partir do ano 2000, quando começou o Elemental, foi cruzar conhecimento&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;específico com problemas inespecíficos. Ocupamo-nos de problemas que interessam à&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;sociedade em geral. Todo mundo pode opinar: o economista, o político e a senhora que&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;não sabe ler nem escrever. Um comitê da periferia pode opinar tanto quanto um político.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Usamos o conhecimento de arquitetura, o manejo estratégico da forma, o uso sintético&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;do projeto, para tratar de problemas inespecíficos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Você não acompanhou outros arquitetos que trabalham com habitação social?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não, porque sou muito ignorante. Eu não tinha tempo para estudar o que fizeram outros&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;arquitetos. No entanto, sei fazer projetos. No Elemental fomos muito rigorosos com a&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;nossa ignorância. A imobilidade é um risco muito alto quando se enfrenta problemas em&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;que há muita informação acumulada. Quanto se sabe muito, conhece-se tanto as&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;consequências negativas de fazer mal alguma coisa, que você pode ficar paralisado. Por&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;isso fazíamos perguntas estúpidas de quem não sabe nada. Muitas vezes essas&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;perguntas bobas te levam a mover o estado das coisas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Que tipo de pergunta boba?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em 2001, quando estava em Harvard, havia uma política habitacional nova no Chile, que&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;dava US$ 7.500 por unidade, para famílias que não podiam ter dívidas hipotecárias.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dava uma habitação de 36 metros quadrados.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Como era uma política nova, o mercado não sabia o que fazer. Eu tive a ideia de&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;destinar o tempo em que estava na universidade a pensar em como fazer uma habitação&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;melhor nessas condições. Aceitamos todas as regras do jogo: o tamanho, o valor, tudo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;A pergunta que fiz em Harvard foi: qual é a melhor unidade que podemos fazer com US$&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;7.500?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Começamos a fazer um exercício para cem famílias. Nunca se faz uma só casa nesses&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;projetos. Hashim Sarkis propôs outra pergunta. Se são 100 casas, cada uma custando&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;US$ 7.500, &lt;strong&gt;qual é o melhor edifício que dá para fazer com US$ 750 mil?&lt;/strong&gt; Eu estava&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;pensando em como fazer o melhor com US$ 7.500 multiplicando os projetos por cem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No dia seguinte, disse aos estudantes: peguem tudo o que fizeram até agora e joguem&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;no lixo. A questão agora era como fazer um edifício de US$ 750 mil, em que caibam cem&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;famílias e que possa crescer. Um edifício não pode crescer, a não ser no último piso e no&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;térreo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Então o que vamos fazer é um edifício do qual vamos retirar todos os andares que não&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;sejam o térreo e o último. Para cada apartamento de 36 m2, deixamos 36 m2 para a&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;família aumentar. Com 72 m2 você tem um apartamento de classe média. Isso duplica a&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;densidade, dá para ter duas famílias por lote. Com isso, você pode comprar terreno não&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;na periferia, a duas horas do centro. Dá para comprar em bairro de classe média. Toda a&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;nossa preocupação era que as casas aumentassem de valor com o tempo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A ideia de valorização era uma estratégia para mudar a vida dos moradores?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;No Chile, a política habitacional era orientada pela ideia de propriedade.&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;O Estado&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;financia, dá subsídio e as pessoas tornam-se proprietárias. &lt;/strong&gt;Para uma família pobre isso&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;significa a ajuda mais importante que ela vai receber do Estado de uma só vez. Uma&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;casa é a garantia de valorização segura com o tempo. Minha casa, sem que eu tenha&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;feito nada, custa o dobro do valor que paguei há sete anos. Como o solo é um recurso&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;escasso, há valorização. A casa precisa ser um investimento, não gasto social.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O economista peruano Hernando de Sotto diz que uma casa de favela, no Rio ou em&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;São Paulo, é um ativo caro, custa US$ 20 mil, US$ 30 mil. Ele pode ir a um banco e usar&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;esse patrimônio como garantia para comprar um táxi, por exemplo. Se projetarmos essa&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;casa para aumentar de valor com o tempo, ela vai poder pegar mais dinheiro no banco&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;quando precisar. Foi o que ocorreu com a maioria dos projetos do Elemental. As casas&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;valem o dobro do que quando foram construídas. Valorização depende muito da&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;localização. Você só pode pagar por uma boa localização, se tem alta densidade de&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;moradores. A equação que fizemos é a seguinte: a densidade tem de ser&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;suficientemente alta para pagar terrenos bem localizados na cidade, em bairros que&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;valorizem o imóvel.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No Brasil, os projetos de habitação social ficam distante das áreas valorizadas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As famílias pobres se mudam para as cidades por uma razão muito clara: as cidades&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;concentram oportunidades. &lt;strong&gt;Quando você está bem localizado, está inserido na rede de&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;oportunidades: oportunidade de trabalho, de educação, de saúde, de transporte.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;As pessoas que mais necessitam da rede de oportunidades estão excluídas dessa rede&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Demoram duas horas para chegar até aonde estão concentradas as oportunidades.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Temos que inserir as famílias no local que reúnem as oportunidades.&lt;/strong&gt; Esse solo é mais&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;caro. Para pagá-lo, a única maneira é ter uma densidade suficientemente alta para&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;ratear o preço. O filho de uma família que mora num local assim vai poder frequentar&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;escolas melhores do que as da periferia, hospitais melhores. E o patrimônio familiar&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;valoriza.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Isso nos fez entender que a casa deve ser mais investimento do que gasto social.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se não houver um projeto, isso não ocorre. A pergunta que precisa ser feita não é&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;quantos metros quadrados terá o imóvel, mas onde ele fica. O que faz o mercado?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A classe média, em São Paulo, Santiago ou Londres, vive em imóveis de 70 a 80 m2.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quando há dinheiro, você compra casas com esse valor, com mais luxo ou menos luxo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É o grosso do mercado imobiliário do planeta. Quando não há dinheiro [para pagar esse&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;imóvel], o que faz o mercado? Pega esse imóvel e o faz menor, com 36 m2. Faz duas&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;coisas: diminui e isola. Isola ao comprar terreno onde ele custa bem pouco. Isso explica&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;a periferia latinoamericana. Se tem dinheiro, compra na cidade. Se não tem, reduz o&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;imóvel e o constrói onde o solo custa quase zero. O que fez o Elemental? Quarenta&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;metros quadrados, em vez de uma casa pequena, podia ser a metade de uma casa boa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esse é o projeto de Elemental em Paraisópolis?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Originalmente era. Depois tivemos de mudar o projeto e a porcentagem de auconstrução&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;será mínima. Os políticos não gostam da ideia de auconstrução. No Chile foi parecido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em 2001, havia uma política nova de habitação, e 95% das licitações não tinham&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;concorrentes. Aproveitamos essa oportunidade. Foi sorte. Havia dinheiro, pressão social,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;mas o mercado não sabia como fazer.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Foi quando o Elemental teve a ideia da meia casa boa?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sim. Tem de ser boa. Não é a mesma coisa fazer uma casa pequena de 40 m2 e fazer a&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;metade de uma casa boa também de 40 m2. A política previa 40 m2 para sala, cozinha,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;banheiro e dois dormitórios. Tudo ruim. Foi aí que surgiu a ideia central do Elemental: é&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;melhor fazer meia casa boa do que uma casa ruim. Mas se você olha 40 m2 com metade&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;de uma casa boa, a pergunta é: que metade fazemos? A resposta foi: a metade que&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;uma família nunca vai fazer bem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A casa precisa estar na frente do lote. Pelo menos 50% da frente do lote seria construída&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;por nós. Tinha a estrutura para os 80 metros finais. Como tinha uma estrutura pronta, os&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;primeiros 40 m2 custavam US$ 7.500 e os 40 m2 seguintes, US$ 1.500. Porque a&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;estrutura é cara. Custa 70% do preço da obra. E sei que a casa não vai cair porque fui&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;eu que a projetei. Os primeiros 40 m2 têm de ter o banheiro, a cozinha, o muro que&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;separa do vizinho, a escada. Porque é muito pouco provável que uma família saiba fazer&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;bem um banheiro. Não fazíamos um banheiro de 1,2 m x 1,2 m. Ficaria defasado para&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;uma casa de 80 m2. Fazíamos banheiro de 1,5 m x 2 m. Cabe uma banheira. Como o&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;banheiro era mais caro, teríamos de deixar de fazer algo para pagar esse banheiro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Era uma negociação?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sim. Sugerimos que a casa fosse entregue sem pintura. Houve 100% de aprovação. A&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;pintura é acessória. Porém, pedimos coisas mais extremas. Pedimos às famílias que os&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;dormitórios não tivessem acabamento em troca de um banheiro de classe média.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Também houve 100% de aprovação. Tivemos que ir ao Ministério da Habitação e pedir&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;que não cumpríssemos a lei que obrigava a entrega a casa pronta. As famílias&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;concordavam com a troca. Quando um banco olha um banheiro assim, diz que é de uma&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;propriedade de US$ 20 mil, não de US$ 7.500.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;O projeto da Quinta Monroy era tão inovador que tivemos que fazê-lo contra a lei.&lt;/strong&gt; Foi o&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;momento mais difícil do projeto. Fizemos porque havia o respaldo das famílias.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Normalmente, nos movimentos sociais as pessoas querem mais coisas, não menos&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;coisas. O ponto era ter não mais coisas, mas melhores coisas. Eles perceberam que&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;estávamos dando coisas que custam meses de salário. Fazer metade de uma casa boa,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;em vez de uma casa pequena, foi de longe a mais importante reconceitualização. É o&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;tipo de pergunta que só fazem os ignorantes. É uma pergunta boba. Os especialistas&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;olham e riem de você.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A ideia é levar para as favelas um DNA de classe média?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sim. É preciso levar o DNA da classe média para a favela para que a habitação se&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;transforme em investimento e deixe de ser gasto social. O DNA de classe média é uma&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;das &lt;strong&gt;cinco condições dos projetos do Elemental: 1) localização; 2) projeto do conjunto&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;urbano; 3) 50% de frente para o lote urbano; 4) estrutura para os 80 metros finais, não&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;para os 40 metros iniciais; 5) DNA de classe média nas partes mais complexas da casa -&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;-banheiro, cozinha e escada.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O governo brasileiro criou um dos maiores programas habitacionais do mundo, o&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Minha Casa, Minha Vida", que repete o conceito de conjuntos longe das áreas&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;mais valorizadas. Isso faz sentido hoje?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não. As evidências mostram que há uma capacidade de investimento das próprias&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;pessoas. Elas são capazes de construir 30, 40 m2 sem qualquer tipo de apoio estatal.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se essa capacidade informal existe, não seria melhor usá-la nas políticas públicas? Se&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;os fundos públicos não são capazes de construir casas de boa qualidade, por que não&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;fazer a parte que as famílias não farão bem por conta própria? O ponto é que essas&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;pessoas não conseguem construir com qualidade, e por qualidade entendo aumentar o&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;valor do imóvel com o tempo e fazê-lo com segurança. Essa estratégia de aproveitar as&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;capacidades individuais gera sociedade com responsabilidade compartilhada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Elemental defende a construção feita pelos moradores por razões econômicas&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;ou estratégia antiautoritária?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Defendemos por uma razão pragmática. Mas o pragmatismo tem certas direções que&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;são muito profundas. Como não há dinheiro para fazer tudo, a personalização e a&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;customização da casa iriam ocorrer naturalmente. Como há um projeto para a metade&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;mais difícil da casa, dá para conduzir na direção correta os metros quadrados que serão&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;feitos pela própria família. O espaço que eu deixo, em vez de funcionar como&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;deterioração, vira espaço de personalização. Alguns veem isso como uma filosofia&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;antiautoritária, mas só respondemos às evidências de como as pessoas constroem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não era uma preocupação do Elemental. Essa ideia de personalização pode ser&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;aplicada às construções prefabricadas, que é a melhor maneira de fazer habitação&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;social. A crítica que se fazia é que o prefabricado deixava tudo monótono e repetitivo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quando vou fazer só a metade de uma casa, quando mais repetitivo e monótono eu for,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;o crescimento será incerto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Junta-se uma questão filosófica com outra pragmática e uma econômica. É socialmente&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;desejável, economicamente eficiente e politicamente correto. Quando a família constrói a&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;sua parte, ela terá mais responsabilidade pelo imóvel. Não é a casa que lhe deu o&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Estado. É a casa que ela fez.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em todos os lugares do mundo em que os fundos públicos não podem construir todas as&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;habitações necessárias, que é o caso de dois bilhões de pessoas, é melhor construir a&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;parte mais difícil e deixar aberto o processo de autoconstrução, que inevitavelmente iria&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;ocorrer.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Todas as obras do Elemental foram feitas para o Estado. O mercado não poderia&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;adotar essa solução?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pode. No Chile, o Estado dá um subsídio para as famílias e elas vão ao mercado buscar&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;uma solução de moradia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O financiamento é estatal, mas a operação imobiliária é privada. As construtoras vivem&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;de lucro. Mas há no México um projeto que é quase puro mercado. Lá, a habitação mais&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;barata custa US$ 35 mil e são vendidas por empresas que têm ações na Bolsa. O&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;projeto do Elemental custa US$ 20 mil, 50% mais barato que a mais barata das&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;moradias. Construímos em bairros em que as casas ao redor valem US$ 50 mil. É um&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;local estratégico.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As pessoas mais pobres são as que mais necessitam viver em lugares assim. Elas são&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;as mais pobres porque não têm renda regular. Os programas baseados em dívidas&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;hipotecárias não atingem os mais pobres. Isso explica o grau de informalidade da&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;América Latina: 50% no México, 40% no Brasil, 60% na Venezuela e só 5%, 10% no&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Chile.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Elemental pode fazer moradia por US$ 10 mil. Por isso é tão importante encontrar&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;mecanismos que permita focalizar os mais pobres, os que não tem salário regular.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É possível conciliar criação de vanguarda, como seus projetos nos EUA e na&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Alemanha, com habitação social?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não são atividades incompatíveis. Habitação social é o que você faz quando não tem&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;alternativa, não tem mais dinheiro. A&lt;strong&gt; palavra Elemental é por definição retirar tudo que&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;não é necessário, é atender o núcleo mais irredutível de algo. Pode ser na química, num&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;projeto financeiro ou de moradia.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O projeto que fazemos na Suíça ou Alemanha também vai no osso do problema. É como&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;um golpe seco de espada. Não tenho oportunidade de fazer 35 pequenos cortes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O projeto Elemental é algo desejável de se fazer sempre porque elimina o supérfluo, o&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;arbitrário.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Me parece um desafio interessante fazer o estritamente necessário nesses projetos de&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;alto perfil. É como escalar uma montanha com as mãos desnudas, sem equipe e sem&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;apoio. É uma escolha.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em habitação social, eu não tenho opção: sou obrigado a fazer isso. É melhor ter treino&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;para fazer o estritamente necessário porque não há espaço para o supérfluo. Aqui há&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;uma polinização cruzada entre os projetos de alto perfil, que funcionam no limite da&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;disciplina, como uma corrida de 100 metros, e a moradia social. Precisamos desse treino&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;do alto perfil para fazer moradia social. Se não tivéssemos feito os projetos na&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Alemanha, provavelmente seríamos maus criadores num projeto de 30 m2, em&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;operações que têm de ter o máximo de efetividade. Em projetos de moradias sociais,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;treinamos para fazer a elementaridade das coisas, o núcleo mais duro das respostas, e&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;levamos essa filosofia para os projetos de alto perfil. O projeto de alto perfil é um treino&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;para a pergunta mais difícil de todas: como fazer uma moradia de 30 m2? Há uma certa&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;tensão na escassez que me parece desejável. Aprendemos a trabalhar melhor quando&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;fazemos projetos tão extremos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Brasil tem uma tradição de arquitetos comunistas Oscar Niemeyer, Lina Bo&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bardi, Vilanova Artigas que praticamente não tinham propostas para a habitação&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;social. Qual é a origem desse descompasso?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A resposta vale para a esquerda e para a direita. A discussão sobre a cidade tende a ser&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;demasiado ideológica. São discussões ferozes sobre se a cidade dever ser compacta ou&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;extensa, se deve ter transporte público ou automóveis. Por serem discussões&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;ideológicas, as respostas são pouco eficientes. Há cidades extensas que são boas e&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;cidades extensas que são ruins. É a mesma discussão sobre o tamanho do Estado. Há&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Estados gigantescos, como na Escandinávia, que são supereficientes, e casos de&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Estados gigantes que são ineficientes, como na Argentina. O que é preciso saber é em&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;que condições uma cidade compacta é boa ou uma cidade extensa é boa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A discussão de urbanismo, quando é ideológica, perde a oportunidade de ser rigorosa e&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;precisa com as condições do problema. É preciso estar desnudo diante de cada&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;problema específico.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A ideologia é equivalente a uma religião, que te dá uma certa certeza e uma certa&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;debilidade para enfrentar os problemas. A ideologia é uma rede de segurança quando&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;não tem tempo, disposição, força e segurança suficiente para partir da incerteza total&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;cada vez. Não tenho religião nem fetiche com formas nem materiais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Você já disse que a arquitetura contemporânea brasileira é muito ruim. Por quê?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não tenho uma resposta porque não estudei o fenômeno. Mas me chama muitíssimo a&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;atenção que, dado o tamanho e a tradição arquitetônica do Brasil, o país não tenha&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;suficiente massa crítica de arquitetura de qualidade sendo construída.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O mercado imobiliário tem paixão pelo neoclássico.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pelo neoclássico e pelo pós-modernismo. Não posso acreditar que no Brasil tenha&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;havido um pós-modernismo tão forte e tão ruim. No Chile, uma das coisas boas que a&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;ditadura fez foi nos deixar distante do resto do mundo e do pós-modernismo. Éramos&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;também muito pobres para fazer as coisas pós-modernistas. Ficamos de certa forma&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;protegidos por um certo isolamento intelectual e por uma certa pobreza.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vou fazer uma especulação. Em 2008, quando estive em São Paulo, no Urban Age, fiz&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;esse comentário com pessoas do Banco Mundial e da Universidade de Londres.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No Brasil, pode-se ouvir música brasileira quase o tempo todo. O Brasil não precisa&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;olhar para o resto do mundo. O chileno médio sabe da cena musical de Londres ou da&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Holanda. A cultura chilena é suficientemente fraca para termos que olhar para fora.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No Brasil, não é necessário saber dessas coisas porque a cultura interna é muito&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;potente. Os melhores momentos acontecem quando você está exposto à concorrência&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;externa, quando nada está assegurado. Quanto mais concorrência, melhor.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Muitos arquitetos brasileiros criticaram o fato de Herzog e De Meuron terem sido&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;convidados para projetar um teatro de dança em São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Isso é pura insegurança. O Brasil tem uma cultura que pode se dar ao luxo de não olhar&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;para o resto do mundo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É como a Índia. O Brasil mandou nos anos 1970 e 1980 um contingente enorme de&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;gente para estudar fora. E os anos 1970 foram o último momento poderoso da&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;arquitetura brasileira. Provavelmente era o momento em que o país estava mais&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;contaminado pelo mundo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hoje, os programas de mestrado e doutorado de arquitetura no Brasil são todos internos&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;nas universidades. Em engenharia aeronáutica, o Brasil precisa competir com o mundo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas em arquitetura o país se fechou. Acontece como em "Cem Anos de Solidão" de&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Gabriel García Marquez: as sociedades endogâmicas produzem filhos com rabo de&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;porco. Os termos com que se discute arquitetura no Brasil são de 20, 25 anos atrás. É&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;muito impressionante que um país que está exposto ao mundo, de frente para o&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Atlântico, para a Europa, tenha uma discussão tão obsoleta em arquitetura.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A hipótese de isolamento é correta?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É um cruzamento de isolamento com autocomplacência. O modernismo frutificou no&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Brasil porque o modernismo europeu sonhava com climas como o brasileiro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não consigo entender como em milhões e milhões de metros de arquitetura imobiliária, e&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;com o clima que o Brasil tem, tudo é fechado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Seria mais econômico, mais eficiente e mais fácil de fazer, se a relação entre exterior e&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;interior fosse mais fluída.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A arquitetura do Brasil parece o pós-modernismo italiano dos anos 1980. Parece que os&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;arquitetos sonham com o clima mais frio da Europa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O modernismo brasileiro parece que nunca se repensou.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As reinvenções culturais passam para matar os pais. No Brasil, porém, não se pode&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;matar os pais. São os mesmos pais de sempre. O Chile tem uma vantagem: não tem&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;pais. Qual é a grande figura do movimento moderno há no Chile? Nenhuma. No Brasil, o&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;ciclo de matar os pais dos anos 1970 não acabou.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fonte: Folha de São Paulo&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Endereço da página:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/768241-e-preciso-levar-o-dna-da-classe-media-para-a-favela-dizarquiteto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-8349360751729833240?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/8349360751729833240/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=8349360751729833240' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/8349360751729833240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/8349360751729833240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/08/e-preciso-levar-o-dna-da-classe-media.html' title='É preciso levar o DNA da classe média para a favela, diz arquiteto'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TKOakRQK4-I/AAAAAAAAAc0/FQWdJYhweYo/s72-c/Elemental.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-2358001708675555735</id><published>2010-08-03T16:49:00.000-07:00</published><updated>2010-08-03T16:51:06.544-07:00</updated><title type='text'>Cidade Criativa</title><content type='html'>Informações Gerais   &lt;strong&gt;Cidade Criativa&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transformações urbanas é um coletivo intergeracional que reune profissionais de diversos campos para pensar e propor soluções criativas que tenham a arte e a cultura como propulsoras de transformação urbana e social.O Coletivo Cidade Criativa  transformações urbanas acredita que o caminho para o desenvolvimento de cidades criativas está no desenvolvimento de comunidades autônomas e auto-gerenciadas, mas interconectadas, interdependentes e em diálogo constante com o poder público e privado. É sabido que ambientes que encorajam a imaginação, a criatividade, a diversidade e o espírito empreendedor são vitais para o desenvolvimento de cidades criativas. Cidades criativas são espaços urbanos onde a articulação eficiente entre atividades sociais e artísticas, industrias culturais e governo foi capaz de produzir uma efervescência cultural que desenvolve, atrai e retem talentos, promove diversidade social, aumenta a oferta de empregos, atrai turistas, gera maior conhecimento entre cidadãos, aumenta o potencial criativo de empresas e instituições e, assim, contribui significativamente para a economia da cidade e qualidade de vida de seus cidadãos.&lt;br /&gt;Informacões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;br /&gt;&lt;a onmousedown="'UntrustedLink.bootstrap($(this)," href="http://www.cidadecriativa.org/" target="_blank" rel="nofollow"&gt;Informacões&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onmousedown="'UntrustedLink.bootstrap($(this)," href="http://www.cidadecriativa.org/" target="_blank" rel="nofollow"&gt;http://www.cidadecriativa.org/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-2358001708675555735?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/2358001708675555735/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=2358001708675555735' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/2358001708675555735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/2358001708675555735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/08/cidade-criativa.html' title='Cidade Criativa'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-8933147448810152231</id><published>2010-07-30T10:36:00.000-07:00</published><updated>2010-07-30T10:39:56.287-07:00</updated><title type='text'>Downloads interessantes,,,</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Pensando como um economista&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Marcus Eduardo de Oliveira&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ecodebate.com.br/2010/07/30/download-gratuito-do-livro-pensando-como-um-economista-de-marcus-eduardo-de-oliveira/"&gt;http://www.ecodebate.com.br/2010/07/30/download-gratuito-do-livro-pensando-como-um-economista-de-marcus-eduardo-de-oliveira/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Introdução do livro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diane Coyle, em Sexo, Drogas e Economia, livro que retrata a Economia sob um ponto de vista diferenciado, afirma que qualquer um que deseja que o mundo seja um lugar melhor deve conseguir pensar como um economista.&lt;br /&gt;Tal afirmação carrega parcela considerável de veracidade; afinal, indiscutivelmente, qualquer mudança na atividade econômica acarreta sensíveis alterações no comportamento social, político e cultural dos indivíduos.&lt;br /&gt;Fora isso, de certa maneira, a Economia consegue passar aos indivíduos o poder do conhecimento sobre o mundo em que vivemos.&lt;br /&gt;Nesse pormenor, não é descabido afirmar que a ciência econômica é perfeitamente capaz de operar verdadeira transformação social. Apenas esses “requisitos” bastariam, em nosso entendimento, para enaltecer o importante papel que as Ciências Econômicas têm exercido no cotidiano de cada um de nós, interferindo, direta ou indiretamente nos acontecimentos, ainda que, por vezes, não nos damos conta disso.&lt;br /&gt;Não é por acaso então que essa ciência social, que um dia foi injustamente chamada de lúgubre (dismal science), vem ganhando, a cada dia, maior importância na vida de todos nós.&lt;br /&gt;Nesse sentido, muitas publicações têm enaltecido esse “outro” lado da Economia, descortinando, assim, uma imagem carregada de ciência que, até então, somente tratava da frieza dos números, dos índices, dos gráficos; desprovida, portanto, do aparato analítico voltado ao social.&lt;br /&gt;Nessa linha de análise, nossa obra anterior – “Provocações Econômicas” – se coloca para ajudar a ‘desmistificar’ essa ciência social que é, por essência, portadora de um caráter intrínseco de mudança.&lt;br /&gt;É por isso então que entendemos, cada vez mais, que estudar ciências econômicas, pensar a economia como um todo, e ‘praticar’ a economia (enquanto atividade e ciência) tem contribuído, sobremaneira, para aqueles que visam entender as consideráveis situações que, com frequência, nos vemos envolvidos no cotidiano. Esta presente obra que o leitor tem agora diante de si, se apresenta também com essa mesma intenção.&lt;br /&gt;“Pensando como um economista”, em seus dez capítulos, de forma concisa, proporciona conduzir o leitor ao universo temático que cerca a Economia e alguns de seus ‘segredos’.&lt;br /&gt;Todavia, se for possível definir um objetivo fundamental desta obra, esse vai, certamente, ao encontro daquilo que Alfred Marshall, um dos mais brilhantes economistas de todos os tempos, pensava sobre Economia. Seu objetivo na análise econômica era um só: encontrar uma solução para os problemas sociais. De toda sorte, foi Marshall que, definitivamente, nos ensinou a empenhar-se na busca de uma melhora do bem-estar da humanidade com o utilitarismo de Stuart Mill.&lt;br /&gt;Assim sendo, a leitura do presente texto, a exemplo da frase de Mario Benedetti com a qual abrimos essa obra, carrega, na essência, esse sentimento. Por meio de ações, é perfeitamente possível sim buscar-se a construção de um mundo melhor para todos. A economia, para nossa felicidade, possui as ferramentas necessárias para tal transformação. Disso não tenhamos dúvidas.&lt;br /&gt;À todos que resolverem enfrentar às páginas que se seguem, em seus 11 breves capítulos, fica aqui o desejo de boa leitura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Download:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.oeconomista.com.br/arquivos/pensando_como_um_economista.pdf"&gt;www.oeconomista.com.br/arquivos/pensando_como_um_economista.pdf&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-8933147448810152231?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/8933147448810152231/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=8933147448810152231' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/8933147448810152231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/8933147448810152231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/07/downloads-interessantes.html' title='Downloads interessantes,,,'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-5349667677641731974</id><published>2010-07-30T08:02:00.000-07:00</published><updated>2010-07-30T08:04:32.557-07:00</updated><title type='text'>Debates FÓRUM SOCIAL..</title><content type='html'>Mesa de debate composta por grandes nomes do Direito à Cidade, como a professora da USP e Relatora Internacional da ONU sobre Moradia Digna, Raquel Rolnik; Professora da FAU-SP Ermínia Maricato; e Professor David Harvey da Universidade de Nova Iorque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/fnru/4456294250/in/set-72157623674881342/"&gt;http://www.flickr.com/photos/fnru/4456294250/in/set-72157623674881342/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-5349667677641731974?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/5349667677641731974/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=5349667677641731974' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/5349667677641731974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/5349667677641731974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/07/debates-forum-social.html' title='Debates FÓRUM SOCIAL..'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-2884404389427489004</id><published>2010-07-07T17:23:00.000-07:00</published><updated>2010-07-07T17:24:48.192-07:00</updated><title type='text'>Museu do Amanhã no Rio</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Arquiteto Santiago Calatrava divulga projeto do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.piniweb.com.br//construcao/arquitetura/arquiteto-santiago-calatrava-divulga-projeto-do-museu-do-amanha-no-176826-1.asp?utm_source=Virtual+Target&amp;amp;utm_medium=email&amp;amp;utm_content=PINIweb.com.br+%7C%A0Arq&amp;amp;utm_campaign=NL+21%2F06%2F2010&amp;amp;utm_term=angelomv@uol.com.br"&gt;http://www.piniweb.com.br//construcao/arquitetura/arquiteto-santiago-calatrava-divulga-projeto-do-museu-do-amanha-no-176826-1.asp?utm_source=Virtual+Target&amp;amp;utm_medium=email&amp;amp;utm_content=PINIweb.com.br+%7C%A0Arq&amp;amp;utm_campaign=NL+21%2F06%2F2010&amp;amp;utm_term=angelomv@uol.com.br&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-2884404389427489004?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/2884404389427489004/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=2884404389427489004' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/2884404389427489004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/2884404389427489004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/07/museu-do-amanha-no-rio.html' title='Museu do Amanhã no Rio'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-8759184184094979528</id><published>2010-07-05T05:15:00.000-07:00</published><updated>2010-07-05T05:20:08.337-07:00</updated><title type='text'>Balões do Sonho em Heliópolis..que legal!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TDHN0FhDn_I/AAAAAAAAAcM/YhH_6Y9F2Eo/s1600/Foto+Bal%C3%B5es+do+sonho.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TDHN0FhDn_I/AAAAAAAAAcM/YhH_6Y9F2Eo/s400/Foto+Bal%C3%B5es+do+sonho.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490395715459063794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TDHNHy_YzdI/AAAAAAAAAcE/yo-fux2-wWM/s1600/Bal%C3%B5es+do+sonho+em+Heli%C3%B3polis.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 282px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TDHNHy_YzdI/AAAAAAAAAcE/yo-fux2-wWM/s400/Bal%C3%B5es+do+sonho+em+Heli%C3%B3polis.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490394954571763154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(51, 51, 51); font-family:'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif;font-size:11px;"&gt;&lt;div class="description" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 8px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="description" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 8px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Muito interessante. parabéns para a equipe!!!!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="description" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 8px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="description" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 8px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;BALÕES DOS SONHOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;realização: Projeto Arte no Heliópolis&lt;br /&gt;http://paisagemheliopolis.wordpress.com&lt;br /&gt;http://espiral.org.br&lt;br /&gt;http://www.unas.org.br/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A disciplina foi concebida em um processo de organização colaborativo, envolvendo alunos, moradores do Heliópolis e artistas independentes. Construiu-se um percurso participativo de vivência e pensamento, em busca de uma relação aberta entre Universidade, Cidade e Cidadãos, transformadora de parte a parte. Após uma série de oficinas iniciais, realizadas na USP e no Heliópolis, decidiu-se que o projeto final seria realizado em parceria com os CCCAs - Centros para Crianças e Adolescentes, mantidos pela UNAS (União de Núcleos, Associações e Sociedades dos Moradores de Heliópolis e São João Clímaco). Os trabalhos envolvem atualmente cerca de 560 pessoas, sendo 65 entre alunos da FAU, artistas, moradores e educadores, e cerca de 500 crianças e jovens dos CCCAs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta etapa prevê a criação de um processo artístico coletivo e auto-gestionado. A equipe realizou oficinas colaborativas entre alunos da USP e educadores e alunos dos CCCAs. No CCCA-PAM as crianças e jovens desenharam e escreveram seus sonhos, com o desejo de entrelaçá-los em uma corrente solidária e colorida como a alegria e a esperança, a fim de convidar outros moradores da cidade a conhecê-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não serão os sonhos delas também os nossos? Não estará no futuro próximo dessas crianças a realização dos sonhos que hoje ainda nos parecem distantes? Quais os princípios e valores que gostaríamos de somar aos das crianças, e contribuir para sua realização?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sexta-feira, dia 13 de novembro, as crianças saem do CCCA-PAM às 14:30 rumo ao Pátio do Heliópolis, levando suas mensagens pelas ruas do bairro em um percurso-celebração, do qual ficam todos convidados a participar. Outros projetos estão em desenvolvimento nos demais CCCAs e podem ser acompanhados pelo blog da disciplina (http://paisagemheliopolis.wordpress.com).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="location" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 8px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;span class="location_label" style="color: rgb(119, 119, 119); font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Local&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; Heliópolis&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="location" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 8px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="location" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 8px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-8759184184094979528?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/8759184184094979528/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=8759184184094979528' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/8759184184094979528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/8759184184094979528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/07/baloes-do-sonho-em-heliopolisque-legal.html' title='Balões do Sonho em Heliópolis..que legal!'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TDHN0FhDn_I/AAAAAAAAAcM/YhH_6Y9F2Eo/s72-c/Foto+Bal%C3%B5es+do+sonho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-2101004844199771351</id><published>2010-07-04T04:03:00.000-07:00</published><updated>2010-07-04T04:07:16.086-07:00</updated><title type='text'>Forum Social Palestrantes...</title><content type='html'>&lt;strong&gt;FORUM SOCIAL DE ARQUITETURA  PALESTRANTES.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Fonte: Boletim FNA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keynote Speakers of Social Forum of Architecture&lt;br /&gt;Haziran 03, 2010&lt;br /&gt;Pranab Kishore Das / Isabel Leon/ Ermínia Maricato / Tom Mcdonough / Jean Robert / Vassilis Sgoutas / Joan Subirats / Eyal Weizman&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pranab Kishore Das&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;P K Das priority has been to establish a very close relation between architecture and people by involving them in a participatory planning process. His firm P K Das and Associates wide spectrum of work includes projects in urban planning and design, architecture, interiors and social and environmental sectors.&lt;br /&gt;With more than 150 projects to his credit, his current planning and architectural works include townships, industries, a stadium, museum, public places of historical significance, Mumbais waterfronts, holiday homes, clubs and resorts, schools and institutes, corporate offices and call centers, large-scale housing and individual residences.&lt;br /&gt;Das is also actively involved in organizing slum dwellers for better living and evolving affordable housing models, engaging in policy framework for mass housing, reclaiming public space in Mumbai by developing the waterfronts, urban renewal and conservation projects.&lt;br /&gt;He has been widely published and has also delivered talks and lectures across the world. His work in the development of Mumbais coastline and his slum rehab projects have won him several national and international awards including the first Urban Age award conferred to the Mumbai Waterfronts Centre whose Chairperson is P K Das. With an extremely strong emphasis on participatory planning, he hopes to integrate architecture and democracy to bring about desired social and physical regeneration in the country. &lt;br /&gt;Das was the only Indian speaker invited to the UIA-2008 Congress held in Torino. On 24th January, 2009 he delivered the key-note address at a conference at the School of the Built Environment, University of Nottingham, UK. Subsequently Das has been a key-note speaker at the Morgen / Tomorrow Congress in Amsterdam in October, 2009.&lt;br /&gt;Isabel Leon&lt;br /&gt;Graduated from the School of Architecture, University of Havana in 1974. Wide experience as Specialist in Physical Planning and Urbanism. From 1975 to 1997 worked as Urbanist at the Physical Planning Institute (IPF). From 1997 to 2001 employed at the Society for Housing and Urbanism HABITAT  CUBA (HC/ NGO). Since 2001 up to date is working at the Master Plan Department belonging to the Historian Office of the City of Havana.&lt;br /&gt;Post graduated studies in Germany, Costa Rica, Cuba, Ecuador and Holland. Invited Lecturer in matters regarded to Cuban Housing Problems and Historical Centres in different Universities such as: Chambers University, Gottemburg and the Royal Technical Institute of Stockholm, Sweden; Delft Technical University, The Netherlands; ITU and METU Universities, Istanbul and Ankara, Turkey;  the Technical and the Arts Universities of Hamburg and Kassel University, Faculty of Architecture, Germany; both State and Catholic of Guayaquil, Ecuador; the Autonomous National University of Mexico and the Autonomous University of Mexico-Azcapotzalco; as well as in Casa de la Ciudad, Oaxaca, Mexico. Invited member for a International Discussion Panel at the Lincoln Institute of Land Policy, Massa&amp;shy;chusetts, USA, 1993. Attended several National or International Congresses, such as the VIII, IX and X International DOCOMOMO Conferences, New York, 2004; Turkey 2006; Rotterdam 2008; Also invited as Lecturer at the Annual Conference of the Property Institute of New Zealand, Auckland, 2009 as well as at the School of Architecture and Design in Wellington and the Design Institute of Auckland, New Zealand. At the Modern Art Museum of Stockholm, Sweden; National Library of Helsinki and the Art Museum of Pori, Finland and at Masters Course at the IHS, Rotterdam, Netherlands, 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ermínia Maricato&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Academic Curriculum:  PhD in 1984 at the Architecture and Urbanism Faculty - University of Sao Paulo - Brazil. Visiting Professor at the Human Settlements Center - University of British Columbia  Canada (2002), and at the School of Architecture and Urban Planning of Witwatersrand  Johannesburg/South Africa (2006).  Coordinated the Architecture and Urbanism Post Graduation Programme at USP (1998-2002). Member of Research Council- USP (2007-2009)&lt;br /&gt;Professional Background: Secretary of Housing and Urban Development of São Paulo Municipality (1989/1992). President of Sao Paulo Metropolitan Housing Company Administrative Council (1991-1992). Deputy Minister of the Ministry of Cities (2003-2005). President of the Brazilian Company of Urban Trains Administrative Council (2003-2005)&lt;br /&gt;Recent Awards and Distinctions: Award Juan Torres Higuerras - Panamerican Federation of Architects (2006). Key Speaker - World Planning Schools Congress - Mexico (2006). Award Architect of the Year - National Federation of Architects and Urbanists. Brazil (2007)&lt;br /&gt;Present Activities: Full Professor at the University of Sao Paulo  Brazil. Member of four Scientific Boards of National and International Magazines. International Advisor -National Federation of Architects and Urbanists (FNA) - Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tom Mcdonough&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Tom Mcdonough is Associate Professor of Art History at Binghamton University, State University of New York, where he teaches the history and theory of contemporary art. His most recent book is the anthology The Situationists and the City (Verso, 2009); other publications include The Beautiful Language of My Century: Reinventing the Language of Contestation in Postwar France, 1945-1968 (MIT Press, OCTOBER Books, 2007), and the anthologies Guy Debord and the Situationist International: Texts and Documents (MIT Press, OCTOBER Books, 2002). He has published regularly in journals such as Art in America, Artforum, Documents, Grey Room, OCTOBER, and Texte zur Kunst. In 2008-2009 he was Visiting Associate Professor in the History of Art Department at the University of California, Berkeley, and in Summer 2009 he led a research seminar at the Institut national dhistoire de lart in Paris. McDonough has been a visiting scholar at the Canadian Centre for Architecture, a Getty Postdoctoral Fellow, and a recipient of an Arts Writers Grant from Creative Capital/Andy Warhol Foundation. He is an editor at Grey Room.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jean Robert&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Jean Robert is an architect and a scholar of Swiss origin who teaches at the school of architecture of the University of Cuernavaca since 1973 and at La Salle University, also in Cuernavaca, since 1994. Robert graduated as an architect from the Swiss Polytechnical Institute (Eidgenössische Technische Hochschule) of Zürich. He has worked as an architect first in Holland, and then in Switzerland, where he was long associated with the Brothers de Bosset, in Neuchâtel. As a collaborator of this firm, he has designed the building of the Swiss Bank Union, at the corner of Place Pury and Rue des Épancheurs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In 1972, he settled in Mexico, where his encounter with such social thinkers and social activists as Ivan Illich, John McKnight and John Turner was decisive. Between 1973 and 1975, Robert led seminars at the Centro Internacional de Documentación (CIDOC), in Cuernavaca. Robert also worked as a consultant of the United Nations - under the lead of the Peruvian architect Eduardo Neira - and, from 1980 to 1984, as a consultant of the local State Government. From 1984 to 1990, in collaboration with Mr. Gustavo Esteva, founder of a grass-root association working with peasants and suburb dwellers - ANADEGES -, and in direct collaboration with Cesar Añorve, he worked out proposals for alternative sanitation technologies, among others an adaptation of the 'vietnamese latrine' to Mexico's conditions for which there is presently a great demand. Besides his activities as teacher and an activist of alternative technologies, Jean Robert has spent five consecutive falls at Pennstate University, where Ivan Illich invited a group of non conventional intellectuals to venture into researches on the archeology of modern certainties.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vassilis Sgoutas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Born in 1934 in Athens (Greece), Vassilis Sgoutas graduated from the University of Cape Town (UCT- South Africa) in 1957 and has his own practice in Athens.&lt;br /&gt;Projects carried out both in Greece and the Middle East include public buildings, industrial architecture, commercial buildings, hospitals, rehabilitation centres, restoration work and landscape architecture.&lt;br /&gt;Works include office buildings for Ciba-Geigy, Siemens and &lt;a href="http://www.uia-architectes.org/texte/england/Bureau/Sgoutas/2l1a.htm" target="_blank"&gt;Novartis&lt;/a&gt;, industrial plants for Pfizer, Winthrop, &lt;a href="http://www.uia-architectes.org/texte/england/Bureau/Sgoutas/2l1b.htm" target="_blank"&gt;Famar&lt;/a&gt;, Union Carbide and &lt;a href="http://www.uia-architectes.org/texte/england/Bureau/Sgoutas/2l1c.htm" target="_blank"&gt;Boehringer Ingelheim&lt;/a&gt;, the &lt;a href="http://www.uia-architectes.org/texte/england/Bureau/Sgoutas/2l1d.htm" target="_blank"&gt;Athens Management and Conference Centre&lt;/a&gt;, the Alexander Fleming Basic Biological Research Centre, the &lt;a href="http://www.uia-architectes.org/texte/england/Bureau/Sgoutas/2l1e.htm" target="_blank"&gt;University of Crete Faculty of Medicine&lt;/a&gt;, the EEC Presidency remodelling of Zappeion Palace, the Greek Pavilion at the 2001 Frankfurt Book Fair, and in collaboration the Athens Concert Hall and the Thessaloniki Concert Hall.&lt;br /&gt;He has won numerous awards in competitions including two of thirty ex-aequo prizes awarded by the Ministry of Public Works for the best buildings of the period 1973-1983 and the Ministry of Environment ex-aequo award for innovative housing.&lt;br /&gt;He has played an active part in the various activities of the Union as a member of the UIA Council between 1985 and 1990, then Vice President for Region II from 1990 to 1993 and Secretary General from 1993 to 1999, and President from 1999 to 2002.&lt;br /&gt;He was President of the Greek Section of the UIA from 1981 to 1993 and has been a representative Council Member of the Technical Chamber of Greece (TEE) since 1984.&lt;br /&gt;He is actively involved in matters related to the environment and the disabled. A member of the EEC Helios Committee for the Handicapped (1989-1993); member of Experts Committee for the "European Manual for an Accessible Built Environment" (1990) and "European Concept for Access" (1995); Board member of the Athens Forest Association and the Greek Spastics Society.&lt;br /&gt;Honorary Fellow of the Member Sections of the UIA in Australia (RAIA), China (ASC), Japan (UIA), Kazakhstan (UAK), Panama (CASPIA), Philippines (UAP), Russia (UAR) and USA (AIA). Bene Merentibus Medal of SARP (Poland), Architecture Award of UAG (Georgia), AIA Presidential Medal, and member of the State Russian Academy of Architecture and Construction Sciences.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Joan Subirats&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Barcelona,1951). Professor of Political Science at the Autonomous University of Barcelona (UAB), he specialises in public policy and social exclusion and also democratic management and innovation. He was director of the Institute of Government and Public Policy at UAB and has been a visiting professor at the universities of Rome-La Sapienza, Berkeley and Georgetown. He writes regularly for such media publications as the newspapers El País and La Vanguardia. He has also written and edited several books including Elementos de Nueva Política (Elements of New Policy  CCCB, Barcelona 2003), Análisis y gestión de políticas públicas (Analysis and Management of Public Policy  Ariel, 2008), Del Xino al Raval (From Red-Light to Raval  Hacer, 2008) and Participación y calidad democrática (Participation and Democratic Quality  Ariel, 2009).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eyal Weizman&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eyal Weizman is an Architect based in London. He studied architecture at the Architectural Association in London and completed his PhD at the London Consortium, Birkbeck College. He is the director of the Centre for Research Architecture at Goldsmiths College. roundtable.kein.org. Since 2007 he is a member of the architectural collective "decolonizing architecture" in Beit Sahour/Palestine. &lt;a href="http://www.decolonizing.ps/" target="_blank" nicetitle="www.decolonizing.ps"&gt;www.decolonizing.ps&lt;/a&gt; Since 2008 he is a member of B'Tselem board of directors. &lt;a href="http://www.btselem.org/" target="_blank" nicetitle="www.btselem.org"&gt;www.btselem.org&lt;/a&gt;. Weizman has taught, lectured, curated and organised conferences in many institutions worldwide. His books include The Lesser Evil [Nottetempo, 2009], Hollow Land [Verso Books, 2007], A Civilian Occupation [Verso Books, 2003], the series Territories 1,2 and 3, Yellow Rhythms and many articles in journals, magazines and edited books.&lt;br /&gt;Weizman is a regular contributors to many journals and magazines. He is a member of the editorial board of several journals and magazines. Weizman is the recipient of the James Stirling Memorial Lecture Prize for 2006-2007&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-2101004844199771351?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/2101004844199771351/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=2101004844199771351' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/2101004844199771351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/2101004844199771351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/07/forum-social-palestrantes.html' title='Forum Social Palestrantes...'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-3997843162152817403</id><published>2010-06-25T03:08:00.000-07:00</published><updated>2010-06-25T03:11:14.904-07:00</updated><title type='text'>Exposição no IAB/RJ ..A Cidade Informal no Século XXI</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TCSAcHWcGPI/AAAAAAAAAb8/1yuxqu6hxqs/s1600/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5486651466541963506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 274px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TCSAcHWcGPI/AAAAAAAAAb8/1yuxqu6hxqs/s400/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-3997843162152817403?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/3997843162152817403/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=3997843162152817403' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/3997843162152817403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/3997843162152817403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/06/exposicao-no-iabrj-cidade-informal-no.html' title='Exposição no IAB/RJ ..A Cidade Informal no Século XXI'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TCSAcHWcGPI/AAAAAAAAAb8/1yuxqu6hxqs/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-271400923966351884</id><published>2010-06-23T12:45:00.000-07:00</published><updated>2010-06-23T12:47:24.474-07:00</updated><title type='text'>MORADIA ADEQUADA É UM DIREITO</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TCJklM_e2sI/AAAAAAAAAb0/sPqo7U-0W5w/s1600/Premio+Caixa+2006x.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5486057886396111554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 247px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TCJklM_e2sI/AAAAAAAAAb0/sPqo7U-0W5w/s400/Premio+Caixa+2006x.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                                                                           &lt;em&gt;Premio CAIXA 2006&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-271400923966351884?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/271400923966351884/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=271400923966351884' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/271400923966351884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/271400923966351884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/06/moradia-adequada-e-um-direito_23.html' title='MORADIA ADEQUADA É UM DIREITO'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TCJklM_e2sI/AAAAAAAAAb0/sPqo7U-0W5w/s72-c/Premio+Caixa+2006x.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-5476542759422764483</id><published>2010-06-23T12:43:00.000-07:00</published><updated>2010-06-23T12:45:13.766-07:00</updated><title type='text'>Moradia Adequada é um direito</title><content type='html'>Moradia adequada é um direito!&lt;br /&gt;19/10/09 por raquelrolnik&lt;br /&gt;Texo publicado no jornal O Estado de S. Paulo, em 18/10/09.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Versão digital, mapas e gráficos sobre moradia popular neste link.&lt;br /&gt;Fonte : &lt;a href="http://raquelrolnik.wordpress.com/2009/10/19/moradia-adequada-e-um-direito/"&gt;http://raquelrolnik.wordpress.com/2009/10/19/moradia-adequada-e-um-direito/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por Raquel Rolnik*&lt;br /&gt;Todos os habitantes de nosso País devem ter acesso a um lugar para viver com dignidade e acesso aos meios de subsistência, como manda a Constituição e diversos tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário.&lt;br /&gt;Se, em função da distribuição da renda e riqueza do País, um grande número de pessoas não tem acesso a condições adequadas de moradia pela via do mercado, é obrigação do poder público garantir políticas para que este direito seja implementado para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém decide morar numa favela porque quer. A favela é o que mercado imobiliário disponibiliza para quem tem pouca renda, em geral em áreas que o mercado formal não pode ou não quer ocupar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Constituição estabelece o direito destes ocupantes a ter reconhecida sua posse e regularizada sua situação. A urbanização das favelas é a melhor alternativa para enfrentar o passivo socioambiental das cidades, pois preserva redes comunitárias e acesso a empregos e outros equipamentos públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, mesmo em processos de urbanização, remoções podem ser necessárias. Além disto, projetos de infraestrutura e a pressão imobiliária tornaram mais comuns os despejos forçados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em grande parte dos casos, o poder público não observa diretrizes mínimas durante as remoções, como tratar as famílias com dignidade. Quando o processo é seguido por uma articulação da comunidade, algum espaço de negociação e apelo ao Judiciário pode ocorrer, retardando ou demandando melhores condições para esta remoção. Porém na maior parte dos casos trata-se de uma operação invisível e silenciosa, muitas vezes acelerada por uma pressão contínua sobre os moradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado destas políticas é o adensamento das favelas e o aumento do número de desabrigados, assim como a conflagração violenta nestas áreas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é assim que caminharemos para a mudança de patamar de desenvolvimento no País. Intervenções para melhoria das condições das favelas só serão sustentáveis quando o direito à moradia for reconhecido como válido para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* É arquiteta e relatora da ONU para o Direito à Moradia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-5476542759422764483?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/5476542759422764483/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=5476542759422764483' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/5476542759422764483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/5476542759422764483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/06/moradia-adequada-e-um-direito.html' title='Moradia Adequada é um direito'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-9073548242194067628</id><published>2010-06-23T06:46:00.000-07:00</published><updated>2010-06-23T06:49:02.056-07:00</updated><title type='text'>Revitalização Centros</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Ocupar prédios pode reduzir degradação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: O Estado de S.Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de revitalizar o centro, especialistas destacam que levar moradores à&lt;br /&gt;região beneficia transporte público&lt;br /&gt;Bruno Tavares, Rodrigo Brancatelli&lt;br /&gt;A ocupação de prédios ociosos é considerada por urbanistas etapa essencial&lt;br /&gt;no projeto de revitalização do centro de São Paulo. Além de levar "vida" à&lt;br /&gt;região, a iniciativa teria outros efeitos positivos para a cidade, como&lt;br /&gt;amenizar a superlotação do transporte público, agravada pela necessidade&lt;br /&gt;diária de deslocamento dos paulistanos dos bairros periféricos para a área&lt;br /&gt;central, onde estão as vagas de emprego.&lt;br /&gt;"Há uma abundância de serviços, comércio e transporte no centro. É preciso&lt;br /&gt;ter gente morando no centro para aproveitar essa infraestrutura", disse a&lt;br /&gt;arquiteta Maria Ruth do Amaral Sampaio, professora da Faculdade de&lt;br /&gt;Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP.&lt;br /&gt;Outro ponto destacado por especialistas é o potencial de mistura de&lt;br /&gt;classes - entre os anos 50 e 70, a elite migrou dos bairros centrais para&lt;br /&gt;empreendimentos em outras regiões da cidade. Os projetos anteriores para&lt;br /&gt;reocupar no centro, no entanto, esbarravam em dois entraves: a falta de&lt;br /&gt;financiamento e os especuladores. Para Maria Ruth do Amaral Sampaio, a&lt;br /&gt;transformação de prédios desocupados em moradia atualmente é mais barata do&lt;br /&gt;que a construção de novas unidades.&lt;br /&gt;"Hoje, há tecnologia para fazer isso. Além de ser viável, sai mais barato,&lt;br /&gt;principalmente se levarmos em conta a questão da desoneração do transporte",&lt;br /&gt;avalia. A professora da FAU não tem dúvidas quanto à viabilidade do projeto&lt;br /&gt;desenvolvido pela Cohab. "Depois da 2ª Guerra Mundial, Holanda, Inglaterra e&lt;br /&gt;França fizeram exatamente isso. Não derrubaram nada", disse. "Não há nenhum&lt;br /&gt;grande entrave, mesmo porque diversos prédios pertencem a um mesmo dono. Se&lt;br /&gt;não fizeram até hoje por falta de vontade."&lt;br /&gt;Maria Ruth também é favorável à ideia da Prefeitura de montar unidades&lt;br /&gt;menores, voltadas para famílias de baixa renda, e apartamentos mais amplos,&lt;br /&gt;procurados pela classe média. "Há muita gente morando hoje na Avenida São&lt;br /&gt;Luís. Tenho certeza de que haverá interesse em outros pontos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte : &lt;a href="http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/node/9992" target="_blank" rel="nofollow"&gt;http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/node/9992&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-9073548242194067628?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/9073548242194067628/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=9073548242194067628' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/9073548242194067628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/9073548242194067628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/06/revitalizacao-centros.html' title='Revitalização Centros'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-2507751819236588907</id><published>2010-06-09T05:55:00.001-07:00</published><updated>2010-06-09T05:59:16.058-07:00</updated><title type='text'>Programa de Urbanização de Favelas em São Paulo ..Prêmio</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TA-PTIKtN2I/AAAAAAAAAbs/QyVcZv1tHX8/s1600/URB+SAMPA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480756830305859426" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 283px; CURSOR: hand; HEIGHT: 217px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TA-PTIKtN2I/AAAAAAAAAbs/QyVcZv1tHX8/s400/URB+SAMPA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Programa de urbanização de favelas em São Paulo ganha Prix d'Excellence&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Premiação promovida pela Fiabci elegeu o projeto como o melhor na categoria Infraestrutura Pública&lt;br /&gt;Ana Paula Rocha&lt;br /&gt;Favela de Heliópolis após revitalização&lt;br /&gt;O programa de urbanização de favelas desenvolvido pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Sehab (Secretaria Municipal de Habitação), conquistou o Prix d'Excellence Awards 2010 na categoria Infraestrutura Pública. A premiação é promovida pela Fiabci (Federação Internacional das Profissões Imobiliárias), entidade ligada à ONU (Organização das Nações Unidas).&lt;br /&gt;Criado em 2005, o programa tem como foco a urbanização e a regularização fundiária de áreas degradadas, ocupadas desordenadamente e sem infraestrutura. O objetivo é transformar favelas e loteamentos irregulares em bairros, garantindo a seus moradores ruas asfaltadas, saneamento básico, iluminação e serviços públicos.&lt;br /&gt;Entre os exemplos do projeto da Sehab, está a reurbanização da favela Heliópolis, uma das maiores de São Paulo, que contou com a colaboração do arquiteto Ruy Ohtake. No local, foi realizada a pintura de casas e a construção de um centro cultural e de edifícios residenciais, em parceria com estado e município.&lt;br /&gt;A prefeitura de São Paulo concorria com a arquitetura da estação de metrô O5R10, localizada no centro da cidade de Kaohsiung, ao sul da ilha de Taiwan. Para conferir todos os premiados, clique aqui &lt;a href="http://www.fiabciprix.com/" target="_blank"&gt;www.fiabciprix.com&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; Fonte:PINI WEB&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;a href="http://click2.virtualtarget.com.br/index.dma/DmaPreview?1350,270,54669,824732b676f9c14e56a5dc0afc48f0a0,2"&gt;http://click2.virtualtarget.com.br/index.dma/DmaPreview?1350,270,54669,824732b676f9c14e56a5dc0afc48f0a0,2&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-2507751819236588907?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/2507751819236588907/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=2507751819236588907' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/2507751819236588907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/2507751819236588907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/06/programa-de-urbanizacao-de-favelas-em.html' title='Programa de Urbanização de Favelas em São Paulo ..Prêmio'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TA-PTIKtN2I/AAAAAAAAAbs/QyVcZv1tHX8/s72-c/URB+SAMPA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-6447622689287379599</id><published>2010-06-07T10:43:00.001-07:00</published><updated>2010-06-07T10:49:35.257-07:00</updated><title type='text'>Home Haiti</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TA0v6Ox8kyI/AAAAAAAAAbk/FIoS4zsO4-E/s1600/436-home4haiti-03.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480088999026266914" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 275px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TA0v6Ox8kyI/AAAAAAAAAbk/FIoS4zsO4-E/s400/436-home4haiti-03.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“&lt;em&gt;Home Haiti&lt;/em&gt;” é um projeto de arquitetos brasileiros e italianos para casas pré fabricadas anti sísmicas e anti furacão, luminárias LED para ruas e mobiliário básico, construídos a partir do reaproveitamento de milhões de metros cúbicos de madeiras descartadas (madeira serrada, painéis, compensados) em indústrias e serrarias no norte do Brasil que usualmente são utilizadas para produzir carvão de uso doméstico. O projeto foi apresentado no Fórum Urbano Mundial – UN Habitat, que aconteceu no Rio de Janeiro em março. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A idéia do projeto é fabricar no Brasil casas resistentes a desastres como o que assolou a ilha caribenha em 2009, para serem montadas por equipes haitianas treinadas também para produzir localmente os suportes anti terremotos com tijolos de solo cimento e pneus usados. A tecnologia anti sísmica, inspirada na muralha da China, foi desenvolvida por arquitetos brasileiros e italianos. Móveis utilitários também serão feitos com sobras de madeiras e a tecnologia em iluminação LED, energia eólica e solar (luminárias de rua) é proveniente da China e será transferida para Brasil e Haiti. O projeto prevê que as comunidades brasileiras e haitianas envolvidas sejam beneficiadas pelo projeto através de formação técnica, geração de emprego, renda gerando melhor qualidade de vida. A dinamização e agregação de valor nas indústrias de derivados madeireiros na região norte, atualmente muito debilitada, poderá colaborar muito com a sustentabilidade local além de colaborar efetivamente com a reconstrução do Haiti.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Fonte: Abril Notícias&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a style="COLOR: rgb(0,52,79); TEXT-DECORATION: underline" href="http://www.abril.com.br/noticias/brasil/projeto-brasileiro-preve-casas-populares-anti-terremoto-haiti-542930.shtml" target="_blank"&gt;http://www.abril.com.br/noticias/brasil/projeto-brasileiro-preve-casas-populares-anti-terremoto-haiti-542930.shtml&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a style="COLOR: rgb(0,52,79); TEXT-DECORATION: underline" href="http://www.abril.com.br/noticias/brasil/projeto-brasileiro-preve-casas-populares-anti-terremoto-haiti-542930.shtml" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-6447622689287379599?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/6447622689287379599/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=6447622689287379599' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/6447622689287379599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/6447622689287379599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/06/home-haiti.html' title='Home Haiti'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TA0v6Ox8kyI/AAAAAAAAAbk/FIoS4zsO4-E/s72-c/436-home4haiti-03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-2616147365618846428</id><published>2010-06-02T12:35:00.000-07:00</published><updated>2010-06-02T12:39:05.562-07:00</updated><title type='text'>Por uma cidade digna</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"   style="  line-height: 16px; font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:small;"&gt;&lt;table width="529" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="left" valign="top" class="textoArial18" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 20px; font-style: normal; font-weight: normal; font-variant: normal; text-transform: none; color: rgb(0, 0, 0); text-decoration: none; "&gt;&lt;strong&gt;Por uma cidade digna&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top"&gt;&lt;img src="http://diplomatique.uol.com.br/interf/spacer.gif" width="1" height="12" /&gt;Fonte :Le Monde Diplomatique&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top" class="textoTimes14" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; font-style: normal; font-weight: normal; font-variant: normal; text-transform: none; color: rgb(0, 0, 0); text-decoration: none; line-height: 17px; "&gt;&lt;p class="textoTimes12" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-weight: normal; font-variant: normal; text-transform: none; color: rgb(0, 0, 0); text-decoration: none; line-height: 17px; "&gt;Para muitos de seus estressados habitantes e visitantes, esta cidade, que polariza uma megametrópole de quase 25 milhões de habitantes, não tem mais solução. Porém, iniciativas surgidas a partir de 2001 proporcionam-lhe um novo alento&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top"&gt;&lt;img src="http://diplomatique.uol.com.br/interf/spacer.gif" width="1" height="12" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="left" valign="top" class="textoTimes12Autor" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; font-style: italic; font-weight: normal; font-variant: normal; text-transform: none; color: rgb(0, 0, 0); text-decoration: none; "&gt;por Nabil Bonduki&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top"&gt;&lt;img src="http://diplomatique.uol.com.br/interf/spacer.gif" width="1" height="15" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top" class="textoTimes14" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; font-style: normal; font-weight: normal; font-variant: normal; text-transform: none; color: rgb(0, 0, 0); text-decoration: none; line-height: 17px; "&gt;&lt;p class="textoTimes14" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; font-style: normal; font-weight: normal; font-variant: normal; text-transform: none; color: rgb(0, 0, 0); text-decoration: none; line-height: 17px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No passado, a elite paulistana se orgulhava de viver na “cidade que mais crescia no mundo”. Crescia, na verdade, em direção ao caos e seus cidadãos não tiveram a capacidade de se articular para interferir no futuro da cidade, comandada por interesses econômicos de curto prazo e movida por uma visão atrasada de “progresso” a qualquer custo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para não repetir, no século 21, a mesma tragédia que gerou essa cidade que tantos gostariam de deixar (se pudessem, dois terços dos paulistanos abandonariam a cidade), é necessário construir coletivamente uma estratégia urbana capaz de enfrentar a profunda desigualdade territorial herdada do século 20, compatibilizando crescimento econômico com a melhoria da qualidade de vida e do meio ambiente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Este “pacto” pelo futuro de São Paulo deve se consubstanciar na implementação de reformas estruturais: administrativa, com a descentralização da gestão das políticas públicas e sua integração em nível regional; política, com a implementação dos Conselhos de Representantes, instâncias de controle social e participação, formadas por cidadãos eleitos diretamente em todas as subprefeituras; fiscal, recuperando a capacidade de investimento da cidade; urbana, implementando o Plano Diretor Estratégico, seus instrumentos jurídicos e urbanísticos e ações estratégicas (obras, programas, intervenções), assim como recuperando a fiscalização para fazer cumprir as leis.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Do ponto de vista institucional, uma parte substancial destas reformas foi proposta pelo executivo e aprovada em lei pela Câmara municipal entre 2001 e 2004. Foi importante, mas é insuficiente: estas transformações estruturais exigem um esforço continuado do poder público e mobilização da sociedade, acompanhando a gestão municipal e cobrando as medidas necessárias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A descentralização da gestão, acompanhada da integração das políticas setoriais e de um novo padrão de relacionamento entre a administração, o legislativo e a sociedade, é essencial para superar a tradicional relação clientelista. Mas a descentralização, via subprefeituras, ficou no meio do caminho, atingida pela recentralização promovida por Serra em 2005, e a eleição dos Conselhos de Representantes – previstos na Lei Orgânica e aprovados por lei municipal específica de 2004, após intensa negociação com os vereadores que se opunham à proposta – foi interrompida pelo judiciário em 2005, com o apoio vedado do executivo e do legislativo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre estes grandes desafios de São Paulo, serão aprofundados os relacionados com a política urbana, tratados no Plano Diretor, que definiu, de forma pactuada, uma leitura da cidade que herdamos e uma estratégia para alcançar a cidade que queremos ter no século 21.&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Aprofundamento da desigualdade&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma leitura sintética de São Paulo na virada do milênio mostra o aprofundamento da desigualdade urbana e social. A migração diminuiu e a população cresceu menos nos anos 90 (0,7% ao ano), mas isto se deu de forma desigual: enquanto as áreas mais bem localizadas e urbanizadas perderam população, nas regiões periféricas e de interesse ambiental, incluindo a Região Metropolitana, o crescimento se mantém em índices muito elevados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os 53 distritos mais bem urbanizados e dotados de equipamentos e empregos tiveram sua população reduzida. De 1980 a 2000, os dez distritos mais centrais perderam 230 mil habitantes (o Pari, por exemplo, perdeu 46% da sua população). Pinheiros, Jardins, Moema, Santana e Tatuapé, distritos da elite que receberam empreendimentos imobiliários verticais, se despovoaram. Isto significa que um número menor de paulistanos se beneficia das melhores condições urbanas criadas pelo “progresso”.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A população relativamente mais pobre vem sendo empurrada para as regiões mais precárias, gerando grande acréscimo de população nas áreas mais mal servidas e de proteção. Grajaú e Parelheiros, situados nos mananciais, receberam 200 mil habitantes, comprometendo a qualidade da água, enquanto que Cidade Tiradentes, no extremo da zona leste, teve um acréscimo demográfico de 2.114% nos anos 90.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Do ponto de vista público, o processo é injusto, ilógico e antieconômico. Mas políticas implementadas pelo próprio município foram, em parte, responsáveis por isso. O crescimento de Cidade Tiradentes, que hoje concentra as mais altas taxas de desemprego e de violência urbana, somente pode ser explicado pela ação da Cohab-SP, que ali concentrou conjuntos habitacionais como em uma cidade dormitório. A violenta operação e ilegal remoção das favelas ao longo da avenida Águas Espraiadas, realizada por Maluf nos anos 90, expulsou cerca de 7 mil famílias para a região dos mananciais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Áreas dotadas de infra-estrutura e oportunidades se esvaziam; equipamentos já instalados, como escolas e postos de saúde, passam a apresentar ociosidade. Por outro lado, o poder público é forçado a construir equipamentos numa escala muito maior do que o crescimento da população exigiria. O fechamento de escolas nas áreas mais consolidadas e as “escolas de latinha” nas regiões mais periféricas nos anos 90 são a imagem mais clara deste fenômeno.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A desigualdade territorial marca a cidade, expressa ainda na péssima distribuição de emprego, concentrado nas zonas central e sudoeste, que têm se despovoado. Na República, região central, existem mais de 600 empregos para cada 100 moradores, índice que, na Cidade Tiradentes, região periférica, cai para 8. Este desequilíbrio na relação moradia-trabalho requer mais deslocamento e a superlotação do sistema viário e de transporte coletivo. Os moradores da periferia gastam, em média, quatro vezes mais tempo em trânsito que os da zona sudoeste. Há quem enfrente terríveis seis horas diárias em coletivos, perdendo, literalmente, um terço de sua vida útil no deslocamento. A prioridade para o automóvel, que marcou a visão de progresso do século 20, agrava o problema.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As áreas centrais, abandonadas pela elite, passaram a dispor de uma grande quantidade de edifícios vazios ou subutilizados, com avançado grau de obsolescência. Na região, 18% dos domicílios estão vagos. Marcado por outra paisagem, fenômeno semelhante ocorreu nas antigas áreas industriais com grande número de galpões subutilizados.&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Completa o quadro a degradação do meio ambiente, do espaço público e patrimônio cultural, onde se evidencia uma tolerância ou incapacidade de coibir usos e ocupações irregulares. Mais de 1 milhão de pessoas habitam irregularmente as regiões de proteção ambiental, apenas no município de São Paulo. As enchentes são agravadas pela impermeabilização do solo, conseqüência do fato de as áreas verdes, faixas de saneamento de córregos e encostas íngremes terem perdido sua destinação e terem sido ocupadas pelas cerca de 2 mil favelas, cuja população, sem alternativa de habitação social, cresceu, nas duas últimas décadas, em índices muito superiores aos da população geral. O abandono do espaço público, com calçadas estreitas, obstruídas, descontínuas ou semidestruídas, poluição da paisagem e trânsito caótico, torna ainda mais difícil a vida na cidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para muitos de seus habitantes e visitantes, esta cidade, que polariza uma megametrópole de quase 25 milhões de habitantes, não tem mais jeito. No entanto, iniciativas surgidas a partir de 2001, algumas emanadas pelo poder público e outras da sociedade organizada, têm dado um novo alento para São Paulo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Plano Diretor estratégico&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Este quadro de problemas urbanos foi enfrentado pelo Plano Diretor Estratégico (PDE), aprovado em 2002 e que estabeleceu um processo de planejamento, iniciado pelos planos regionais, construídos a partir de centenas de oficinas participativas e audiências públicas realizadas entre 2002 e 2004 pelo executivo e pela Câmara Municipal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O PDE identificou os grandes desafios urbanísticos que a cidade terá de enfrentar no século 21, definiu objetivos a serem alcançados até 2012 e uma estratégia para atingir os resultados esperados. Foram formuladas diretrizes para as políticas públicas, regulamentadas as regras para atuação dos agentes imobiliários privados, instituídos os novos instrumentos urbanísticos criados pelo Estatuto da Cidade para cumprir a função social da propriedade, estimular a produção habitacional e obter contrapartidas do mercado para financiar a urbanização das áreas periféricas, definido um novo sistema de transporte coletivo e instituído um processo de planejamento, com controle social e descentralização.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na construção negociada do PDE, foram definidos os principais objetivos a serem alcançados, que podem ser assim sistematizados:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;•&lt;span&gt; Reverter o processo de esvaziamento, reabilitar as áreas centrais, a orla ferroviária e antigas áreas industriais, estimulando o acesso à habitação;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;•&lt;span&gt; Conter o adensamento construtivo e estimular o adensamento populacional nas áreas consolidadas;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;•&lt;span&gt; Qualificar e regularizar favelas e loteamentos, gerar empregos e conter o crescimento das áreas periféricas;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;•&lt;span&gt; Conter o processo de ocupação irregular nas áreas de proteção ambiental;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;•&lt;span&gt; Reduzir a necessidade de deslocamento, integrar o sistema de mobilidade e estimular a&lt;/span&gt;utilização do transporte coletivo;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;•&lt;span&gt; Qualificar os espaços públicos e a paisagem urbana, proteger o patrimônio cultural e ambiental e aumentar as áreas verdes;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;•&lt;span&gt; Implantar um processo contínuo de planejamento com controle social.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Estes objetivos apontam para uma meta-síntese, ou seja, reduzir as desigualdades territoriais urbanas e sociais. O diagnóstico da cidade no final do século 20 revela o agravamento em escala ampliada de processos fortes de exclusão territorial que, além de gerarem a precarização das condições de vida urbana, criam enormes deseconomias para a cidade como um todo. Para enfrentar este desafio-síntese é necessário enfrentar os desafios acima apontados, aplicando os instrumentos previstos para regular a ação dos agentes individuais e priorizando nos orçamentos a realização das ações identificadas no PDE.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Muitas iniciativas foram tomadas neste sentido no governo Marta, como a implantação do bilhete único e dos corredores exclusivos de ônibus, a construção dos CEU’s, a implantação de programas habitacionais na área central e a regularização fundiária das favelas e loteamentos. O governo atual, embora tenha paralisado algumas dessas ações, deu um passo importante com a aprovação da Lei Cidade Limpa, mostrando que, quando as leis são cumpridas, a cidade pode melhorar significativamente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A construção de uma nova São Paulo é um processo que demandará várias gestões municipais e, para ser bem-sucedida, requererá enorme capacidade de articulação política para obter os meios necessários a esta grande transformação. A organização da sociedade por meio de suas entidades representativas para acompanhar a implementação do Plano Diretor, estabelecendo indicadores para verificar sua concretização, é fundamental. Com objetivos definidos, planejamento de médio e longo prazo e mobilização da sociedade, o horizonte é um pouco mais promissor para São Paulo neste início do século 21.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="textoTimes12Autor" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; font-style: italic; font-weight: normal; font-variant: normal; text-transform: none; color: rgb(0, 0, 0); text-decoration: none; line-height: 17px; "&gt;Nabil Bonduki é doutor em Estruturas Ambientais Urbanas, professor de Planejamento Urbano pela FAU-USP e consultor em Políticas Urbanas e Habitacionais. Foi vereador em São Paulo e relator do Plano Diretor Estratégico na Câmara Municipal.&lt;/p&gt;&lt;div&gt;Link: &lt;span class="Apple-style-span"  style="line-height: normal;  font-size:medium;"&gt;&lt;a href="http://diplomatique.uol.com.br/artigo.php?id=50&amp;amp;PHPSESSID=2992afb2cd65c8594faad2ff286459fc"&gt;http://diplomatique.uol.com.br/artigo.php?id=50&amp;amp;PHPSESSID=2992afb2cd65c8594faad2ff286459fc&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-2616147365618846428?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/2616147365618846428/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=2616147365618846428' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/2616147365618846428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/2616147365618846428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/06/por-uma-cidade-digna.html' title='Por uma cidade digna'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-2323442600539965818</id><published>2010-06-01T19:00:00.001-07:00</published><updated>2010-06-01T19:00:58.007-07:00</updated><title type='text'>Locação Social na França ..interessante</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.logement.gouv.fr/IMG/pdf/afel-v3-web_cle6c38be.pdf"&gt;http://www.logement.gouv.fr/IMG/pdf/afel-v3-web_cle6c38be.pdf&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-2323442600539965818?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/2323442600539965818/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=2323442600539965818' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/2323442600539965818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/2323442600539965818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/06/locacao-social-na-franca-interessante.html' title='Locação Social na França ..interessante'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-4866333659755226091</id><published>2010-06-01T07:53:00.000-07:00</published><updated>2010-06-01T07:55:12.129-07:00</updated><title type='text'>Muito interessante o sistema japonês de Habitação Econômica</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Lg9qnWg9kak&amp;amp;feature" target="_blank" rel="nofollow"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=Lg9qnWg9kak&amp;amp;feature&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-4866333659755226091?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/4866333659755226091/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=4866333659755226091' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/4866333659755226091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/4866333659755226091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/06/muito-interessante-o-sistema-japones-de.html' title='Muito interessante o sistema japonês de Habitação Econômica'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-8236449325489620689</id><published>2010-05-30T12:24:00.000-07:00</published><updated>2010-05-30T12:26:52.270-07:00</updated><title type='text'>Participação Popular em Guaraí</title><content type='html'>&lt;div&gt;Meus parabéns a cidade de Guarai !!! Exemplo para outras cidades na participação popular. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://planejamentoguarai.blogspot.com/"&gt;http://planejamentoguarai.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-8236449325489620689?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/8236449325489620689/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=8236449325489620689' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/8236449325489620689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/8236449325489620689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/05/httpplanejamentoguarai.html' title='Participação Popular em Guaraí'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37009118.post-6771627139986565417</id><published>2010-05-30T12:23:00.000-07:00</published><updated>2010-05-30T12:24:26.543-07:00</updated><title type='text'>http://planejamentoguarai.blogspot.com/</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_g1fGTdfF1bs/TAK7QvW1TJI/AAAAAAAAAbc/sCZAstJsGQA/s1600/Guarai+Plan+Participativo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; 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Em 1919, o presidente Rodrigues Alves, que deflagrou diversas iniciativas de caráter higienista e já havia perdido um filho para a febre amarela, morreu de gripe espanhola.O temor das epidemias e sua associação com as águas paradas fizeram com que se difundisse no meio técnico e entre a população uma expectativa de afastar rapidamente as águas das chuvas. Esse temor impulsionou os paradigmas das obras de urbanização, de ocupação dos lotes urbanos e, especificamente, da implantação de obras hidráulicas, que influenciam os problemas de enchentes que hoje observamos.As obras de engenharia focaram-se no esforço de impermeabilizar e drenar. Por meio de tubos, canais, calhas, canaletas e sarjetas, esses empreendimentos visavam livrar-se rapidamente das águas de chuva precipitadas.Pode-se avaliar a insustentabilidade desse modelo quando um único lote impermeabilizado, de 300 m2, gera por ocasião de uma precipitação de 60 mm um montante de 18 mil litros de água, em um período que algumas vezes não ultrapassa uma hora. Como referência, uma residência gera cerca de 500 litros de esgotos, em um período de 24 horas. A vazão das águas de chuva tende a ser centenas de vezes maior do que a das águas servidas.Já nas últimas décadas do século XX, ampliou-se o debate sobre novos conceitos de manejo das águas, o que pressupõe outro posicionamento e que busca-se reter, guardar, acumular e infiltrar as águas de chuva que são contidas na fonte antes da chegada aos corpos d’água e canais de drenagem.Embora esses conceitos se choquem com a cultura e as orientações técnicas predominantes anteriormente, sua implementação não é complexa. Complexa é a mudança de posicionamento de técnicos formados com outra visão, assim como da população que cresceu entendendo a água parada ou retida como inimiga, e mesmo dos políticos, tão habituados aos dividendos eleitorais das grandes obras.As imagens recentes dos problemas ocorridos nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul mesclam-se com outras, igualmente graves, mostradas em anos anteriores: vidas perdidas, pessoas ilhadas, automóveis boiando, bens destruídos e barcos navegando em ruas vão se tornando uma triste rotina no noticiário de tragédias vivenciadas pelos cidadãos.Todos sabem que nos próximos anos as chuvas retornarão, talvez ainda mais fortes, e a culpa não é da natureza. O processo se repete também fora do país e as imagens da cidade de Nova Orleans, nos Estados Unidos, ou do estado de Queensland, na Austrália, nos lembram que, mesmo nos países ricos, o problema se manifesta de forma agressiva e que é limitado o alcance das obras hidráulicas frente aos processos naturais, ainda mais no atual contexto de mudanças climáticas. As obras são fundamentais, mas em muitos casos não são suficientes.Frequentemente são apresentadas possíveis iniciativas para reduzir ou prevenir o problema: manutenção e limpeza dos sistemas de drenagem, redução das áreas impermeabilizadas, prevenção e remediação dos processos de erosão e assoreamento, construção de depósitos de retenção das águas da chuva para redução dos impactos das cheias, entre outras.Nos meios técnicos debatem-se e divulgam-se medidas para reter e infiltrar as águas da chuva em locais próximos a sua precipitação, com o fim de evitar as grandes obras hidráulicas caras e muitas vezes impactantes sob a ótica ambiental. Há muitos séculos o homem é afetado ou beneficiado pelas inundações. A civilização egípcia, que floresceu no vale do Nilo, se valeu dos excedentes alimentares propiciados pelos férteis terrenos da várzea desse rio, para onde eram carreados os nutrientes no período em que as águas inundavam os campos de plantio.A infiltração das águas no solo e sua lenta devolução à superfície nos olhos d’água, nascentes, minas etc. é o processo que viabiliza a existência dos próprios rios mesmo quando não chove em toda a área de sua influência, definida pela bacia hidrográfica. Dessa forma, a obtenção de água nos períodos de estiagem e a sobrevivência do homem primitivo foram muito beneficiadas por esse processo natural que, em outras medidas, ainda influencia nossas vidas.A importância da existência de áreas cobertas de vegetação e de terrenos permeáveis compara-se à importância das várzeas, não só na proteção da fauna e da flora, mas também como reservatório natural do excesso de chuvas que ali ficam retidas e que são gradativamente devolvidas ao leito menor do rio após os picos de vazão dos corpos d’água. As várzeas cumprem um papel de esponja, retendo as águas nos momentos de chuvas intensas e devolvendo-as no período de estiagem. Mas, com o crescimento dos aglomerados humanos temos hoje duas situações distintas.A primeira são as bacias pouco afetadas pelos processos de urbanização. Neste grupo estão as cidades, ou parcelas de cidades, situadas em bacias hidrográficas relativamente pouco afetadas pelos processos de urbanização, construídas em terrenos úmidos historicamente afetados pelas inundações naturais, tais como várzeas e mangues.É o caso de diversos municípios situados na Amazônia e de alguns à beira-mar ou nas várzeas de rios. Pode-se dizer que são cidades em que parte da urbanização se efetivou em terrenos tomados ao rio ou ao mar, formados pelos solos que a água transportou e depositou e que, mantido o processo natural, tenderia a seguir transportando e depositando.Mesmo que as obras hidráulicas tenham sido dimensionadas para viabilizar tecnicamente a ocupação, convive-se agora com duas importantes alterações de cenário: uma associada a fenômenos climáticos excepcionais e outra às alterações de uso do solo nas áreas rurais, que podem ampliar os problemas de escorregamentos, erosão e assoreamento, reduzir a capacidade de escoamento dos cursos d’água e canais de drenagem e, assim, agravar os riscos de enchentes. Assim, as condições das bacias pouco afetadas pelos processos de urbanização diferem daquelas encontradas nos grandes aglomerados populacionais, em regiões conurbadas, onde o histórico de obras realizadas para prevenir as enchentes afeta radicalmente as vazões dos cursos d’água e provoca efeitos cumulativos cada vez mais graves, cada vez mais exigentes em termos de obras civis.A segunda que existe hoje é a dos grandes aglomerados urbanos, onde usualmente tem-se um processo de urbanização com impermeabilização radical. Nesses casos as variações de vazão dos cursos d’água são também radicais: elevadíssimas nos períodos de chuva e praticamente nulas durante os meses de seca.Algumas cidades encontram-se em uma situação dramática, em que a vazão de base de alguns cursos d’água, nos períodos de estiagem, é praticamente constituída pelos esgotos ali lançados.Novos paradigmasAs duas situações anteriormente descritas diferem com relação ao impacto das obras hidráulicas. No primeiro caso, de bacias hidrográficas pouco urbanizadas em que as obras foram realizadas para viabilizar a ocupação de terrenos tomados à água, as mesmas podem não mais se mostrar adequadas ou suficientes às novas dinâmicas das águas. São casos em que existe o impacto ambiental da obra que foi implantada, mas seu efeito indutor de novas enchentes em áreas próximas não é necessariamente relevante.Na segunda situação, de grandes aglomerações, cada nova obra de retificação, canalização ou drenagem para rápido afastamento das águas da chuva, agrava o problema das enchentes e torna mais complexa a solução do problema.Em ambos os casos, seria muito importante uma mudança de postura com relação ao convívio com a água da chuva e à adoção de uma política de preservação das áreas úmidas existentes, de construção de pequenos mecanismos de retenção das águas e de infiltração no próprio terreno ou nas suas proximidades.Nas grandes aglomerações urbanas essa nova postura é fundamental para a prevenção das enchentes, pois as obras hidráulicas tradicionais de drenagem não serão suficientes para resolver o problema. Pelo contrário, podem até agravá-lo.O desafio colocado é que essa mudança de postura demanda um novo posicionamento dos técnicos, o compromisso dos políticos e um engajamento da população, todos processos relativamente lentos.A água da chuva, tida como vilã nos grandes aglomerados populacionais poderia ser a solução para diversos problemas, entre eles o de fornecimento de água potável.A questão de abastecimento de água se atrela, em muitos aspectos, ao manejo das águas pluviais. Valorizamos os esforços de utilização das águas da própria bacia hidrográfica e, sempre que possível, da utilização das águas que são geradas pelo processo de impermeabilização associado à ocupação do território.Usualmente cita-se a região metropolitana de São Paulo como exemplo da dificuldade de obtenção de água em grandes cidades situadas na parte mais alta de uma bacia hidrográfica, onde são limitados os volumes dos recursos hídricos existentes. Essa dificuldade tornaria inexorável a importação de água de outras bacias. Mas pode-se introduzir alguns novos elementos a esse debate.No município de São Paulo tem-se uma precipitação média anual de 1530 mm2. Em uma localidade com essa precipitação, uma superfície impermeabilizada de 36 m2 permite captar água correspondente a 151 litros por dia, que é a média de consumo per captadiária nacional. Ou seja, se fosse possível captar água de chuva com qualidade aceitável, a área impermeabilizada da cidade seria suficiente para abastecer seus habitantes.Mas não é tão simples captar água de chuva com qualidade aceitável em um ambiente fortemente poluído. Quando escorre por superfícies impermeabilizadas, a água de chuva carrega poluentes e contaminantes. Mesmo aquela captada diretamente do céu apresenta problemas de qualidade em uma localidade com grande poluição do ar.No futuro, haverá dificuldades crescentes na obtenção de água potável nas grandes cidades. Espera-se que, gradativamente, consiga-se reduzir a poluição do ar e melhorar a limpeza urbana de forma a permitir sistemas de abastecimento de água a partir da utilização dos nossos próprios recursos hídricos. Isso viabilizaria a solução do problema de água potável e também das enchentes.Uma ocupação mais racional e mais densa das regiões servidas por infra-estrutura urbana, como a reversão do processo de esvaziamento das áreas centrais da metrópole, poderia aliviar um pouco a enorme pressão populacional de assentamentos informais sobre as áreas de mananciais e de preservação ambiental nos cinturões das metrópoles brasileiras.Os casos de pressão de ocupação nas proximidades dos reservatórios Billings e Guarapiranga e junto à Serra da Cantareira, na região metropolitana de São Paulo, são paradigmáticos desses fenômenos.Ao tratarmos da questão da poluição, entra em cena o automóvel e o modelo de transporte motorizado individual. Pode-se dizer que o século XX foi o século do automóvel, símbolo mais vigoroso e desejado da sociedade moderna. Nenhum outro bem simbolizou tanto o fetiche de consumo nesse período. Ideal de conforto e status, indutor de dinâmicas de vitalidade econômica, os carros são também fonte de poluição, de ruído, de estresse e elemento estruturador de parte da escravidão no modo de vida moderno.O automóvel interfere como fator que dificulta seriamente o aproveitamento das águas de chuva. Altera também a impermeabilização do solo, necessária para sua circulação e estacionamento. Para que se possa avaliar disso, tomemos como exemplo as garagens: nos projetos de habitação popular, elas ocupam áreas que chegam a ser 40% maiores do que aquelas reservadas às edificações.A análise dos projetos de um campus universitário e de um grande centro de compras no município de Campinas constatou que as áreas de estacionamento respondem, respectivamente, por 26% e 60% das áreas impermeabilizadas, em ambos os casos ultrapassando significativamente aquelas das projeções das edificações.Se os estacionamentos são os grandes responsáveis pela impermeabilização, eles constituem hoje uma das mais promissoras possibilidades para ampliar as áreas permeáveis das cidades. É confortável estacionar debaixo de árvores e existem várias alternativas técnicas de pisos permeáveis nos locais em que os veículos são estacionados.Aqui novamente é necessário enfrentar resistências, pois ainda não se conseguiu que o “estacionamento-parque” seja visto como uma boa alternativa. Ele esbarra no arraigado anseio de circular e estacionar em terrenos asfaltados e drenados.A prevenção, a redução ou a eliminação dos problemas de enchentes demandam obras hidráulicas difíceis e muitas vezes caras. Mais que isso, porém, exige mudanças na forma de uso do solo, na gestão das águas, no modelo de transporte.Essas mudanças culturais demandam tempo e um espaço mais abrangente de debates nos meios de comunicação. Em especial a solução dos problemas de enchentes através do aproveitamento das águas de chuva como fonte de água potável no próprio local em que ocorreu a precipitação pluviométrica. É uma questão de tecnologia, de opção de investimentos e, principalmente, de avanço na redução da poluição.*Artigo publicado originalmente em 2009&lt;br /&gt;Francisco Comarú, Ricardo Moretti e Jeroen Klink são, respectivamente, engenheiro civil, professor e pró-reitor adjunto da Universidade Federal do ABC; engenheiro civil e professor da Universidade Federal do ABC; e professor da Universidade Federal do ABC.1   LEE, Anna. O sorriso da sociedade. Rio de Janeiro, Objetiva, 2006.2   Média de 1980 a 2001.&lt;br /&gt;Fonte http://ww1.prefeitura.sp.gov.br/portal/a_cidade&lt;br /&gt;Palavras chave: &lt;a class="textoArial10" style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 11px; TEXT-TRANSFORM: none; COLOR: rgb(0,0,0); FONT-STYLE: normal; FONT-FAMILY: Arial,Helvetica,sans-serif; FONT-VARIANT: normal; TEXT-DECORATION: none" href="http://diplomatique.uol.com.br/busca.php?palavra=chuvas&amp;amp;PHPSESSID=5acfbe7a7fdfb0f924d2c8e06c7626db"&gt;chuvas&lt;/a&gt;, &lt;a class="textoArial10" style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 11px; TEXT-TRANSFORM: none; COLOR: rgb(0,0,0); FONT-STYLE: normal; FONT-FAMILY: Arial,Helvetica,sans-serif; FONT-VARIANT: normal; TEXT-DECORATION: none" href="http://diplomatique.uol.com.br/busca.php?palavra=enchentes&amp;amp;PHPSESSID=5acfbe7a7fdfb0f924d2c8e06c7626db"&gt;enchentes&lt;/a&gt;, &lt;a class="textoArial10" style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 11px; TEXT-TRANSFORM: none; COLOR: rgb(0,0,0); FONT-STYLE: normal; FONT-FAMILY: Arial,Helvetica,sans-serif; FONT-VARIANT: normal; TEXT-DECORATION: none" href="http://diplomatique.uol.com.br/busca.php?palavra=ocupa%C3%A7%C3%A3o%20urbana&amp;amp;PHPSESSID=5acfbe7a7fdfb0f924d2c8e06c7626db"&gt;ocupação urbana&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37009118-967374560304345373?l=habitao-social.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitao-social.blogspot.com/feeds/967374560304345373/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37009118&amp;postID=967374560304345373' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/967374560304345373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37009118/posts/default/967374560304345373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitao-social.blogspot.com/2010/05/chuvas-e-preciso-mudar-postura.html' title='Chuvas: é preciso mudar a postura'/><author><name>Silvia Barboza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09824987981513055622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='ht
